domingo, 20 de março de 2011

A Promessa de Kushiel

Autor: Jacqueline Carey
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 358

Phèdre está presa e na iminência de se entregar à morte. Mas os deuses ainda não deram a sua missão por terminada...
Um golpe do destino restitui-lhe a liberdade, e a misericórdia permite-lhe sobreviver a uma morte quase certa. Mas, embora a traição que pesa sobre o trono de Terre d'Ange tenha o seu desfecho iminente, Phèdre vê-se empurrada para longe da sua pátria, para terras desconhecidas e múltiplos perigos...
Desepero, dor, traição, expiação...mas também prazer, júbilo, amizade e redenção.
Cativa em terra estrangeira, sem o seu Companheiro Perfeito e os seus chevaliers, todos parecem querer impedi-la de salvar a sua rainha da ameaça que sobre ela paira. Mas, escrevendo direito por linhas tortas como fazem os deuses, Naamah, Kushiel, Cassiel e Asherat-do-Mar parecem conspirar para um culminar dramático em La Sereníssima. Triunfarão a honra e a justiça sobre as forças de cobiça e ambição? Logrará Phèdre denunciar os traidores que ameaçam Terre d'Ange e trazer a paz de novo à sua amada pátria? E ao seu coração atormentado?

 Belo, magnífico, absolutamente épico. Jacqueline Carey criou uma série capaz de apaixonar os fãs da high fantasy e de alegrar aqueles que esperam pela "dança atrasada dos dragões". Complexo, é daquelas obras que dá prazer ler e desvendar cada momento e cada personagem, não nos permitindo parar de ler um segundo, de tal forma dá gosto observar as intrigas palacianas e as aventuras e os desamores de Phèdre. Personagens fascinantes e um enredo mágico entrelaçado com um ambiente que nos faz lembrar as antigas repúblicas italianas ou a bela corte francesa, Terre d'Ange consegue unir o que de melhor as suas inspirações tiveram. Definitivamente, apaixonei-me! 
Neste quarto volume, Jacqueline não desiludiu. A aventura de Phèdre atinge um ponto máximo e vemos a nossa protagonista enfrentar-se a si mesma, as suas ambições, os seus deveres, os seus amores e sonhos, em ambientes lúgubres de levar à loucura e, em terras e mares desconhecidos, longe da sua pátria e do seu povo, a anguissette vai ter de lutar contra o tempo e as adversidades para salvar a sua casa e a sua rainha, tentando não pôr o seu coração em primeiro lugar.
Tenho a sensação que, de cada vez que pego num livro da saga de Kushiel me apaixono de todas as vezes por esta saga. Não há como não nos rendermos à qualidade e à beleza da escrita de Carey. É um prazer para os meus olhos ler estes livros e descobrir sempre algo novo sobre as várias personagens e acompanhar o desenvolvimento da história. O que será que vai acontecer a seguir?

7/7


5 comentários:

  1. eu comecei ontem. adoro esta série, adoro mesmo

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  2. Olá Alice!
    É impossível não se adorar!=p Aproveita a leitura, vai ser fantástica!

    Beijo*

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  3. Antes demais, olá tenho que passar por estes lados mais vezes.

    Tambem dei nota máxima a este livro, alias esta é sem duvida a minha escritora preferida da colecção Bang, superando mesmo Bishop e Robin Hobb as quais gosto muito.

    Mas a escrita, as personagens e os enredos deste universo são quanto a mim muito bons.

    E se gosto muito quer de Phèdre, quer do nosso Cassiel, Melisandre é mesmo uma personagem e peras.

    Elua, adoro esta saga

    Beijinho do Fiacha

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  4. Olá Fiacha!

    Sendo também essas duas das minhas escritoras preferidas percebo-te perfeitamente =)

    Simplesmente eu amo esta série e só espero que sejam publicados todos os livros desta autora!

    Quanto a Melisandre, devia ganhar o prémio de uma das melhores vilãs da literatura porque a mulher é... uau!*.*

    Beijo*

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  5. Tambem gostava que todos os seus livros fossem publicados, espero que esteja tudo a correr nesse sentido.

    Concordo, em relação a Melisande, eu sinceramente vejo que ela é uma grande jogadora, muito diferente de Cersei Lanister personagem de George Martin, e que acima de tudo olha aos seus interesses.

    É seguramente uma das mais marcantes personagens femininas que tive o prazer de "conhecer", daquelas que ficam para sempre.

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