terça-feira, 19 de julho de 2011

Opinião - Eterna Paixão

Autor: Gwyn Cready
Editora: Livros d'Hoje
Número de páginas: 399

Sinopse:
A historiadora de arte Campbell Stratford está prestes a tornar-se na nova directora executiva do famoso Carnegie Museum of Art, em Pittsburg. Para que tal aconteça está dependente do contrato de um livro.
Tendo em conta que o seu grande amor no mundo da arte são os artistas do século XVII, Cam resolve escrever uma biografia ficcionada escandalosamente sexy e reveladora, sobre um dos importantes artistas desse período, Anthony Van Dyck.
Ao fazer algumas pesquisas na Internet sobre o tema é fortuitamente «enviada», como se de uma máquina do tempo se tratasse, para o ateliê de um outro artista menos importante, Sir Peter Lely, um pintor da corte de então, por quem decide ser retratada e com quem se envolve numa noite de arrebatadora paixão...
Ainda tentando perceber como se controla esta mudança no tempo, e ainda sobre o efeito do fogoso e fugaz envolvimento com Sir Peter, Campbell regressa a casa e descobre que o seu amante do passado a traiu revelando ao Grémio Executivo, uma entidade que visa preservar a imagem dos artistas já falecidos, que planeia escrever um livro escandaloso sobre a vida de Van Dyck. Mas antes que se possa virar contra o seu amante, Sir Peter aparece de surpresa no futuro e transforma a sua vida no século XXI num verdadeiro caos.

Opinião:
Este livro foi um daqueles casos em que me apaixonei só de olhar para a capa e,depois de ler a sinopse, não resisti a trazê-lo para casa. Não me arrependi um só minuto!
Gwyn consegue envolver-nos numa aventura deliciosa em que o passado e o presente se misturam de uma forma irracionalmente quase perfeita e nos faz desejar estar no lugar da Campbell. Divertida, genial, louca, ambiciosa e corajosa, Cam encantou-me da primeira à última página arrancando-me umas boas gargalhadas e conseguiu só irritar-me numa cena, parece que as vezes até as mulheres mais inteligentes conseguem ter momentos estúpidos, o que não deveria acontecer mas sabe se lá porque a maioria das autoras faz as personagens femininas ficarem "perdidas" quando se trata de homens mas enfim, no geral, é a protagonista moderna perfeita. O Peter Lely é fantástico, adorei-o em cada capítulo. É a personagem mais bem conseguida da história e parece encaixar tanto na sua antiga Londres como no século XXI como se pertencesse a ambas.
Tenho pena que a história decorra em tão pouco espaço de tempo na Londres do século XVII, pois foram as cenas mais bem conseguidas do livro já que quando "regressamos" aos nossos dias parece que a história começa a ter elementos a mais completamente desnecessários e há mesmo certos pormenores que nos são dados a saber do nada e que não encaixam (atentem na relação da Cam com a Anastasia). Depois há aqueles momentos em que até nos esquecemos que houve uma viagem no tempo no decorrer da história e nem nos lembrámos que o Pete veio do passado.
O conceito do Grémio Executivo devia estar mais bem explicado. Senti-me um bocado confusa quanto ao porquê, como e quando é desta entidade e acho que ao estar mais explicitado teria dado um ar mais interessante a história. Ah, e não pensem mais no Van Dyck, não vale a pena.
 No geral, é um livro fantástico para nos fazer sorrir e tem um final absolutamente lindo. Diverti-me imenso com esta leitura e tive muitos momentos ternurentos.

6/7

2 comentários:

  1. Fiquei muito contente com a tua opinião. Tenho este livro para ler já faz algum tempo e ainda não tinha pegado nele porque estava com uma má impressão.

    Bj**

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  2. Pega nele a sério! Eu adorei, é o livro ideal para ler quando nos sentimos em baixo, é só gargalhadas e tem uns momentos românticos lindos =)

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