Autor: Michael Scott
Editora: Edições Gailivro
Número de páginas: 384
Sinopse
A verdade: Nicholas Flamel nasceu em Paris, em 28 de Setembro de 1330. Quase setecentos anos depois, é reconhecido como o maior Alquimista de todos os tempos. Diz-se que descobriu o segredo da vida eterna. Os registos certificam que morreu em 1418. Mas o seu túmulo está vazio.
A lenda: Nicholas Flamel está vivo, graças ao elixir da vida que
produz há séculos. O segredo da vida eterna está escondido no livro que
protege - o Livro de Abraão, o Mago, o livro mais poderoso de sempre. Se
for parar às mãos erradas poderá ser o fim do Mundo.
Considerado uma sumidade em mitologia e folclore, Michael Scott é um
dos autores mais bem sucedidos da Irlanda. Este mestre do fantástico, da
ficção científica, do terror e do folclore, vive e escreve em Dublin e
foi agraciado pelo Irish Times com o epíteto "Rei do Fantástico nestas Ilhas".
Opinião
Entre lendas e mitos, da mitologia grega à celta, passando
pela egípcia directamente à nórdica, até às vidas de personagens históricas que
se tornaram imortais na nossa mente pelos seus feitos, Michael Scott junta
todas as nossas raízes numa mesma história em redor de um Livro que tem não só
o segredo da Imortalidade como os destinos e profecias de toda a Humanidade que
só pode ser salva por dois gémeos que de um dia para o outro vão ter de aceitar
que todos os contos que lhes contaram eram afinal realidade.
O que este livro me fez sentir enquanto fã de Harry Potter
(livro a que este é associado) e enquanto estudante de História que adora e
estuda mitologia foi…um grande balde de água fria. A forma como o escritor
mistura tudo e mais alguma coisa, em que nada tem a ver com nada, provocou-me
um enorme aperto no coração. Está tudo tão misturado que só consigo pensar em “tortura
mitológica”. A parte dos Anciões, a Geração Seguinte e mais não sei o que é
horripilante. Morrighan, sobrinha de Bastet e Hécate?? Desculpem este desabafo
mas este livro foi uma tortura. Eu adoro literatura fantástica e não tenho nada
contra usarem os mitos como tema e uma das coisas que mais adoro neste género é
a originalidade mas este livro provocou-me sensações tão más que nem consigo exprimi-las.
A escrita de Scott até podia ser divertida mas fica por aí. Este
não é meio dele e tanto quis criar algo maravilhoso que tudo parece forçado. Nem
os momentos mais naturais parecem encaixar-se. As personagens não têm nada de
interessante, não há espírito, parece mais um daqueles livros que gozam com
tudo mas que mesmo assim não têm piada.
O conjunto em si torna-o um livro cansativo e aborrecido,
sem contar que a mim até me apeteceu atirá-lo pela janela. Não consigo indicar uma única coisa boa neste livro, foi desilusão pura e muito provavelmente o pior livro que li este ano.
1*

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