Autor: Lauren Kate
Editora: Planeta Manuscrito
Número de páginas: 328
Sinopse
Quantas vidas é preciso viver antes de encontrar alguém por quem valha a pena morrer?
O inferno na Terra. É como Luce se sente por estar longe do namorado, o anjo caído Daniel.
Levaram uma eternidade a encontrarem-se e agora ele diz-lhe que tem de partir.
Afastar-se para perseguir os Proscritos – imortais que querem matar Luce. Daniel esconde Luce em Shoreline, um colégio na rochosa costa da Califórnia com estudantes estranhamente dotados: os Nefilim, filhos de anjos caídos e humanos.
Em Shoreline, Luce fica a saber o que são as Sombras e como as pode usar por serem janelas para as suas vidas anteriores.
Mas, quanto mais aprende mais suspeita que Daniel não lhe contou tudo. Oculta-lhe qualquer coisa… qualquer coisa perigosa.
E se ele lhe mentiu sobre o passado em comum?
E se Luce estiver na realidade destinada a ficar com outra pessoa?
Opinião
Numa altura em que abundam as histórias de amor eterno entre
um imortal e uma mortal e vice-versa, Lauren Kate conseguiu, com o seu bestseller Anjo Caído, que eu desse uma segunda oportunidade a este tipo de
enredo. O facto de parecer ligeiramente diferente do que eu havia lido antes
deste género (a Saga Luz e Escuridão)
e a(s) sua(s) capa(s) fantástica(s) fez
com que comprasse o livro, gostasse e tivesse aguardado durante um ano, com
alguma expectativa, este Tormento.
Ante de mais, quero explicar-vos o porquê de eu ter gostado
do livro anterior. Não é que fosse um excelente livro, não é que não tivesse
assim tantas parecenças com a dita saga abominável mas tinha uma história
diferente. Uma história com “pés e cabeça”, um enredo suficientemente diferente
para me deixar curiosa, umas personagens com um bocadinho mais de “sal”.
Sim, vendo bem eu ESTAVA realmente entusiasmada com este
lançamento, porque no fundo, sou uma lamechas e ainda estou a espera de uma
história deste género que seja boa, mesmo boa. E tive uma esperança enorme que
fosse Fallen, essa história.
Pelos vistos, bem posso continuar a espera. Aliás, pela
minha experiência, eu devia ficar-me pelos primeiros volumes deste tipo de
sagas. Assim não me passava. Mas eu continuo a insistir, não se sabe bem
porquê.
Passo a explicar-me. É que com um enredo até interessante, e
que ainda tinha muito para dar, é quase inconcebível o que se passou neste
segundo volume. Ou melhor, o que não se passou. São 300 páginas em que não
acontece nada e em que o pouco que acontece não tem qualquer tipo de
explicação, ou seja, até seriam cenas que teriam toda uma lógica se explicadas.
Só que explicações são uma coisa que não existe neste livro.
Mas o que me desiludiu mesmo foi ver a Luce a ficar
demasiado parecida com a Bella. A crise existencial dela faz muito mais sentido
do que a desta última e ela tem uma personalidade muito menos irritante mas há
parecenças, até podiam ter sido ignoradas mas irritaram-me. Porque não havia
necessidade.
Mais, os novos elementos que a autora acrescentou não
trouxeram nada de novo, só complicaram, além de que parece uma forma de ela
estar a encher páginas para estar a vender livros e para aumentar a trilogia.
Ela devia era ter desenvolvido a história dela, não estar a empatar.
Entenda-se, o livro não é mau. O que estou a querer dizer é
que ele podia ter sido bom se a Lauren Kate não quisesse imitar a Stephenie
Meyer e se se tivesse lembrado que estava no bom caminho para fazer algo
melhor. Porque ele até tem alguns bons momentos mas eu não consegui apreciá-los
pois não tinha nada a ver com aquilo que eu havia lido antes. Eu queria ler a
história da Luce e do Daniel, não a da Bella e do Edward alterada.
Foi uma pena, sinceramente, mas aqui está mais uma prova que
se escreve livros para se venderem, não para serem bons livros. Ainda bem que Paixão ainda vai demorar a sair cá, pode
ser que até lá eu recupere para o conseguir ler.
3*

Uau. Recebi este livro muito recentemente e juro que estava para pegar-lhe mas contigo já são duas pessoas a dizerem que o livro está péssimo. A autora engonha demasiado, estando constantemente a recorrer às introspecções da protagonista aquando de toda e qualquer situação, e o próprio conteúdo do livro/história acaba por perder um pouco do seu nexo, além de que rapidamente se torna enfastioso. Confesso ter gostado muito mais de “Evernight” do que de “Anjo Caído” e como tive uma muito má experiência na continuação do primeiro – não gostei – estava igualmente receosa com esta série. Quero ler. Vou ler. Mas não para já. Odeio quando os livros se tornam “apenas mais um de muitos” e dentro deste género, estas situações começam a ser bastantes.
ResponderEliminarÉ um desgosto estas séries tornarem-se tão más =/ Um dia aparece uma mesmo boa e já ninguém lhe pega porque como tu dizes, está a tornar-se demasiado frequente esta má qualidade nas tais séries bestsellers...
ResponderEliminarO Evernight não li porque lá está, ando "escaldada" com este tipo de livros...