terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quem Faz Anos Hoje?

Parece-me que o mês de Novembro é bastante propício ao nascimento de grandes escritores! Hoje comemora-se o aniversário daquela que é a criadora da personagem com quem mais me identifico e que me marcou muito não só como leitora mas também como pessoa. Falo-vos de uma das escritoras mais intemporais e adoradas de sempre...

Louisa May Alcott

Biografia
Nascida em Germantown, Pensilvânia no dia 29 de Novembro de 1832, Louisa foi criada pelos pais, o filósofo/professor Bronson Alcott  e a cristã-praticanta, Abigail May, juntamente com mais três irmãs, Anna, Elizabeth e May, e terá sido a sua vida e experiências que a terá levado a escrever As Mulherzinhas. A personagem Jo March terá sido baseada em si mesma, uma vez que a escritora era uma "maria-rapaz" na infância. No decorrer desta, em Boston e Concord, terá convivido com vários intelectuais, como Emerson, cuja biblioteca ela visitava assiduamente, ou Thoreau, com quem fazia excursões pela natureza. 
A sua paixão pela escrita terá começado cedo, uma vez que Louisa tinha uma imaginação muito fértil e dada a melodramas. Ela e as irmãs representavam as suas histórias para os amigos (onde é que nos já vimos isto?) e a jovem fazia questão de representar as personagens mais estranhas como os fantasmas, vilões, rainhas loucas (também já vi isto nalgum lado...).
Quando aos 15 anos a pobreza afectou a sua família, Louisa decidiu dedicar-se a qualquer trabalho que lhe oferecessem para ajudar a sua família. Numa sociedade que dava tão poucas oportunidades às mulheres, foi professora, governanta, criada, costureira, durante anos fez qualquer trabalho que encontrasse.
Apesar de só ter publicada a sua primeira obra aos 22 anos, a sua carreira como autora já havia começado à algum tempo com a poesia e alguns contos. Flower Flabes pode ter sido o seu primeiro livro mas o marco da sua carreira foi Hospital Sketches, baseado nas cartas que havia escrito enquanto enfermeira em Whashington D.C. durante a Guerra Civil.
Aos 35 anos, após um pedido do seu editor, Thomas Niles, acedeu a escrever uma história para raparigas. Nasceu As Mulherzinhas. Escrito em dois meses no ano de 1868, a escritora havia-se baseado na sua experiência de vida e das irmãs, situando a história na Nova Inglaterra da Guerra Civil. Jo March marcou a literatura americana como a primeira heróina adolescente que luta pela sua individualidade, com uma personalidade vincada, longe do estereótipo americano dessa época.
Escreveu 30 livros e contos. Morreu no dia 6 de Março de 1888, dois dias após a morte do pai. Foi enterrada no cemitério Sleepy Hollow em Concord.

Bibliografia
1855 - Flower Fables
1863 - Hospital Sketches
1864 - The Rose Family
1865 - Moods
1867 - Morning-Glories and Other Stories
1867 - The Mysterious Key and What It Opened
1868 - Little Women (As Mulherzinhas)
1869 - Good Wives ( Boas Esposas)
1870 - An Old Fashioned Girl (Uma Rapariga à Moda Antiga)
1871 - Little Men  ( Homenzinhos)
1872-1882 - Aunt Jo's Scrap-Bag
1873 - Work: A Story of Experience
1875 - Beginning Again
1875 - Eight Cousins
1876 - Rose in Bloom
1877 - A Modern Mephistopheles
1877 - Under the Lilacs
1880 - Jack and Jill
1886 - Jo's Boys
1886-1889 - Lulu's Library
1888 - A Garland for Girls
1893 - Comic Tragedies Written by Jo and Meg

Eu e as suas obras
 Louisa May Alcott entrou na minha vida uma única vez, e por cá ficou. As Mulherzinhas marcou uma época e um tempo na minha vida. Li-o muito nova, devia ter uns 9 ou 10 anos, e adorei-o logo. Tanto que o tenho relido durante os anos que já passaram sempre que quero recordar quem fui, quem sou e quem quero ser. A Jo March é um símbolo da menina que era. As parecenças fazem-me sempre sorrir, mesmo após estes anos todos. Excusado será dizer que tenho esta edição do livro, uma ilustrada e, claro, o filme, que pôs a Winona Ryder num lugarzinho muito especial.
É uma daquelas histórias especiais que são inesquecíveis e ficam para sempre, daquelas que se passa às gerações futuras e que lemos quando queremos recordações. Por alguma razão, é um dos livros da minha vida.



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