Autor: Juliet Marillier
Editora: Bertrand
Número de Páginas: 576
Sinopse
Depois de O Espelho Negro, chega-nos o segundo livro das crónicas de Bridei.
Inspirado numa poderosa figura histórica, contemporânea do célebre Rei Artur, Bridei é uma imagem de liderança e de carisma, a resposta de Marillier à pergunta: o que é preciso para ser um líder poderoso e carismático?
A Espada de Fortriu cobre os primeiros seis anos do reinado de Bridei como rei de Fortriu.
O reino de Fortriu gozou de cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei.
A expedição é infortunada e, quando Ana chega junto do líder a quem fora prometida, numa fortaleza perdida nos Bosques de Briar, ela não se sente à vontade. Trata-se de um lugar cheio de segredos. Quando Ana descobre um prisioneiro mantido na mais austera reclusão, é confrontada com uma conspiração de silêncios. Entretanto, Faolan percorre um delicado caminho entre a lealdade e a traição.
As forças de Bridei marcham para o campo de batalha. Mas aos que ficam para trás é revelado que o seu rei marcha em direcção à derrota e, mais do que isso, o espera a morte certa. Só um mensageiro é capaz de o alcançar a tempo, mas chamá-lo porá em perigo o que é mais querido para Ana.
Opinião
Depois dos acontecimentos decorridos em O Espelho Negro, este livro apresenta-nos uma história diferente. Cinco
anos passados desde os acontecimentos anteriores, A Espada de Fortriu não só nos dá a conhecer a nova vida de Bridei
e Tuala como se centra em duas das anteriores personagens secundárias que me
suscitaram mais curiosidade: Ana e Faolan. Num espaço diferente e com uma
narrativa ainda mais forte e introspectiva, Marillier volta a surpreender e a
mostrar que não é só Sevenwaters que
ela sabe escrever.
Após o fantástico primeiro volume de As Crónicas de Bridei, foi quase com desespero que me agarrei
imediatamente a este segundo volume. A curiosidade espicaçou-me de tal maneira
que não descansei enquanto não dei esta leitura por terminada. Se não me
engano, li-o em dois dias!
Mais uma vez reencontrámos todas as personagens que me
conquistaram no livro anterior numa nova fase das suas vidas. Está na altura de
colocar os sonhos em funcionamento e pôr finalmente em prática tudo aquilo
porque lutaram. O crescimento de algumas personagens é um dos factores interessantes
deste livro. Ver finalmente o rei Bridei em acção, observar o resultado final
de todo o ensinamento de Broichan é como chegarmos, por fim, aquilo que todos
ambicionámos. E perceber que por isso as coisas não vão ficar mais fáceis e
novos desafios espreitam no horizonte torna toda a profecia em redor do jovem,
ainda mais interessante. Observámos não só o rei, o guerreiro e o apaixonado
dos deuses mas também o marido e pai. Marillier mostra todos os lados do poder
com a sua mestria e não se esqueceu de nos dar um vislumbre não só sobre este
mas também de todos os que o rodeiam.
Mas o ponto alto é bem capaz de ser a viagem de Ana e Faolan
e tudo o que decorre daí. Conhecer melhor estas duas personagens secundárias
foi o que mais me entusiasmou. Todos os detalhes da viagem, as mudanças
pessoais que ocorrem daí, envolvem alterações muito preciosas para o futuro e
transformaram esta leitura em algo mais profundo e humano, do que seria de
esperar. Faolan foi a surpresa deste livro, o que eu agradeço imenso, e acabou
por merecer um lugar especial pois a sua complexidade está magnífica e foi uma
das razões porque eu adorei este livro. Quanto as novas personagens, adoro a
maneira como a autora entrelaça tudo e todos de forma a criar ligações especiais
e, claro, a sua forma de criar histórias de amor verdadeiramente românticas.
O enredo está dividido em três espaços: a viagem, a corte e
a batalha. Todos eles se interligam de uma forma consistente, criando momentos tão
activos quanto emotivos em todos os cenários. Com o Juliet a acção não paralisa.
Ela está sempre a tecer os fios do destino e há sempre uma razão para tudo. Este
livro está cheio de pontos altos mas uns quantos em especial que me emocionaram
de uma maneira que já não acontecia à algum tempo.
Posso dizer-vos que vale a pena enredarem-se nesta trilogia,
há pouca coisa assim por aí.
7*

Então já leste a trilogia e estás agora a comentar :D
ResponderEliminarQue dizer mais uma grande demanda criada pela Juliet onde o nosso amigo Faolan tem um grande destaque e que mostra ser uma grande personagem, diria mesmo, ninguem lhe ficará indiferente.
Neste livro adorei tambem Drustan, muito fixe, tal como o amigo que ajudou Faolan e que teve um papel determinante.
O vilão da história tambem é muito bom (cnsegue ser deveras irritante a mauzinho LOL)
Muito bem, fico a aguardar pela critica ao Poço das Sombras ;)
Faolan é das minhas personagens favoritas de Juliet Marillier por ser uma fabulosa contradição ambulante! E essa complexidade é ainda mais fantastica no terceiro da saga. Juliet, vá lá escreve mais um livro sobre as Crónicas de Bridei, por favor:p
ResponderEliminarPaulo, Jojo, o que dizer deste contraditório Faolan que fez com que me atirasse avidamente a "O Poço das Sombras"?
ResponderEliminarEsta personagem é brilhante em todos os seus momentos e consegue mostrar-nos todos os lados de uma pessoa. Deveras fantástico.
E, já agora.... Oh Juliet escreve lá mais um *.* siiiiiiiiim?