segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aquisições do Mês


O Ladrão de Arte Noah Charney
Confessions of a Vampire's Girlfriend Katie MacAlister
O Apelo da Lua Patricia Briggs
Vínculo de Sangue Patricia Briggs
Tróia ao Entardecer António Sarabia
O Sonho Febril George R. R. Martin
O Portão do Corvo Anthony Horowitz
A Rosa Rebelde Janet Paisley
O Mosaico de Sombras Tom Harper
 

Foi um mês bastante produtivo apesar da leitura ir lenta demais o que não é muito normal... Mas espero que até ao final da semana alguns destes fiquem despachados ;)
Agora esperemos que Fevereiro seja parecido!

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Historiador

Autor: Elizabeth Kostova
Editora: Biblioteca Sábado
Número de páginas: 477

Uma jovem encontra, na biblioteca do seu pai, umas velhas e enigmáticas cartas e um estranho livro praticamente em branco. Quando pergunta ao seu pai sobre esses curiosos objectos, este conta-lhe como o livro chegou às suas mãos e como mudou a sua vida e a de todos os que o rodeavam. E assim começa uma série de aventuras, que percorrem três continentes e dois séculos, e que tratam de segredos familiares, a imprescindibilidade da História e uma conspiração que envolve uma das figuras mais notáveis da cultura ocidental, Vlad III o Empalador, conhecido desde o século XIX, graças à obra de Bram Stoker, simplesmente como Drácula.

Uma viagem através do tempo e da História, tendo como fundo um dos maiores mitos da nossa cultura: Drácula. Para quem não sabe donde veio a história desta personagem mítica e em quem foi baseada, é um bom livro para aprender alguns factos obscuros da Europa, principalmente da de Leste, sempre tão esquecida nos manuais de História. 
Pelo meio da História em si, as vidas de várias personagens vão sendo contadas em paralelo ao longo das páginas, saltando década à frente, década atrás ou até mesmo séculos. Em comum estas pessoas além de serem historiadores têm um livro que a dada altura das suas vidas lhes aparece de forma inesperada e que no meio de todas as suas páginas em branco tem a xilogravura medieval de um dragão. O aparecimento destes livros trouxe à vida de cada uma das personagens uma série de acontecimentos catastróficos que, conforme a verdade estivesse mais perto de ser alcançada, iam piorando, pondo em risco de vida o historiador e aqueles que o rodeava.
Um dia uma menina encontra na biblioteca do pai um desses livros e através de cartas e dos relatos do pai vai conhecendo a história por trás do desenho, cabendo-lhe a ela após o desaparecimento do pai descobrir o quanto aquelas memórias e o próprio Drácula influenciaram a sua vida.
Foi uma leitura que me agradou, não só pelos bocadinhos da História obscura que conta mas também pela forma como a escritora consegue misturar a História com a lenda. Drácula é uma daquelas personagens que sempre me fascinou e vê-lo por esta perspectiva é tão rara que vale a pena ler este livro para nos lembrar que a personagem de horror existiu sobre a forma de um homem que cometeu crimes horrendos.
A capacidade da autora de misturar as diversas histórias e memórias das várias personagens para constituir uma história só e com um seguimento de forma a que o leitor possa entendê-la (apesar que um leitor menos atento pode ficar a perdido a dada altura). Para quem gosta de livros complexos é uma obra a ter na estante e à ler.

6/7

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Senhora de Shalador

Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 499

Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca conseguiram considerar esse lugar como a sua terra.
Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo.
Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra - e a Senhora Cassidy - para sempre.

A continuação do reinado de Cassidy está em perigo. Se, por um lado, o seu Círculo começa a apreciá-la, Theon continua a recusar-se a aceitá-la como a Rainha que irá salvar a terra dos seus antepassados, principalmente quando ela decide visitar as reservas de Shalador, contrariando-o. A visita à reserva permite à Rainha de Jóia Rosa dar mostras do que pode e está disposta a fazer pelo povo que está nas suas mãos, colocando mesmo a sua vida em risco. Devolvendo ao povo de Shalador as suas tradições, a Senhora Cassidy está a devolver-lhes a esperança e a conquistar o seu coração.
Mas nas teias de sonhos as Viúvas Negras vêem algo de mau a acontecer e vai depender da força interior de Cassidy impedir que o pior aconteça, o que não é fácil quando o passado que lhe retirou a confiança em si própria aparece sobre a forma de uma Rainha bela e mimada que já lhe roubara tudo antes, à porta da sua nova casa, para lhe retirar tudo outra vez e com o apoio de Theon, que fora o responsável pela sua vinda mas que não a reconhece como a Rainha que imaginou.
Só que há sentimentos que estão cada vez mais fortes: a lealdade, a confiança e o amor. E há que toma-los em conta pois algumas pessoas não estão dispostas a perder esta Rainha que lhes pode trazer de novo o que é ser realmente Sangue.
Bishop no seu melhor. O desenvolvimento d'Aliança das Trevas prima pelo crescimento das novas personagens do mundo da Trilogia das Jóias Negras como Cassidy, Gray ou Ranon, que são uma lufada de ar fresco (bem negro). Como fã incondicional adorei cada pormenor novo nesta Dena Nehele, tão próxima e tão distante de Ebon Askavi. Claro que a presença de Jaenelle, Daemon, Lucivar, Saetan, Karla, Surreal, Ladvarian, entre outros, foi como um presente de Natal daqueles! As saudades destas personagens eram imensas e já faziam falta estes momentos. Dão certamente outra cor à história e deixaram-e muito feliz. Obrigada, obrigada, obrigada!
Foi pena alguns erros como a falta do sexto capítulo (fui uma sortudas que o tinha, boa!) e alguns erros gráficos bastante flagrantes. Mas como não é costume pode-se perdoar e até esquecer.

7/7

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mar de Ferro

Autor: George R. R. Martin
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 332

Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um concelho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?

Último volume publicado (esperamos ansiosamente que Martin termime Dance with Dragons) é o mais pequeno e, na minha opinião um balde de água fria após a expectativa do anterior Festim dos Corvos. Neste Mar de Ferro as personagens menos sonantes (como Sam, Brienne, os Homens de Ferro ou as oriundas de Dorne) são aquelas que têm mais relevância neste volume. O que tira e, em muito, a essência da história. Se o volume anterior é um impasse este é de por os nervos em franja e bem podemos agradecer à Jaime, Cersei, Arya ou Sansa por aparecerem e dar um ar da sua graça (principalmente a rainha).
Mas não é por isso um volume menos importante. A descoberta da identidade da Senhora de Coração de Pedra como sendo a suposta falecida Catelyn Stark regressada dos mortos traz alguma promessa...mas apenas para a próxima. E também fica em suspense o destino de Cersei. Depois de parecer vencer os seus inimigos, os planos da "leoa" viram-se contra a própria ficando presa sobre as garras de uma força militante da Fé à quem ela deu poder. Sem ter ninguém que a salve, ela espera o regresso de Jaime...
Fica mais um pouco desvendado o mistério da profecia de que Cersei tem tanto medo e daquela que Melisandre diz anunciar que Stannis é o príncipe que fará regressar os dragões. Será? Ou será que a jovem bela que está destinada a terminar o reinado da irmã do Regicida é a Mãe de Dragões? Trará ela de volta os dragões a Westeros de livre vontade ou aprisionada pelos Homens de Ferro?
Fica para a próxima.
Tem claro o brilhantismo de Martin mas faltou algo. Pessoalmente não me importei com alguns acrescentos e desenvolvimentos mas hávia outros dispensáveis. Para além disso, faltou Jon, Danny, Tyrion, Bran e mais qualquer coisa. Ficou a expectativa que será um Dance with Dragons inesquecível!

P.S. Mr. Martin exijo um calhamaço com umas mil páginas e muita acção!

5/7

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Festim dos Corvos

Autor:George R. R. Martin
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 443

Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde o Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir com uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real.
Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo... 

 Neste sétimo volume a emoção está ao rubro. Algumas das personagens principais morreram e tudo está um caos. Eu chamo-lhe "o volume das reviravoltas". Dá-se uma nova adaptação de várias personagens (como a Sansa ou a Arya) e algumas vão crescendo moralmente (Jaime) ou outras vão-se apercebendo que o que está correcto ou que está errado não é assim tão distinguível (Jon Snow) enquanto duas novas realidades vão ganhando importância: os Homens de Ferro e Dorne. Começam a entrever-se alguns passos do passado que tiveram ou viram a ter importância no futuro (Cersei) e as quais não devem ser esquecidas para leitura posterior.
Mais uma vez a magnífica escrita de Martin agarra-nos da primeira à última página, onde se desenrolam os vários momentos da acção. Surpreende por algumas personagens mais escondidas irem ganhando relevância em detrimento das mais "importantes". Apesar de não ter a classe dos volumes anteriores ainda tem os elementos habituais. Parece a antecedência de que algo está para acontecer, um momento de impasse na vida de todas as personagens.

6/7

"As Memórias de Agripina"

Autor: Pierre Grimal
Editora: Lyon Edições (Publicações Europa - América)
Número de páginas: 381

 É raro que um escritor que é igualmente um grande erudito nos dê uma visão tão viva e sobretudo tão «autêntica» da Antiguidade. Pierre Grimal possui um conhecimento aprofundado do pensamento romano e. muito em particular, deste período do Império e dos tempos neronianos.
A partir de todos os documentos históricos existentes, textos, vestígios arqueológicos, inscrições, e sem jamais fazer qualquer juízo de valor, o autor teve como primeira preocupação compreender em profundidade a sua heroína, Agripina, a mãe de Nero, de lhe captar os motivos secretos, de apreender o indizível que fez a complexidade desta vida que se anima aos nossos olhos.
Filha de Germânico, bisneta do deus Augusto, e também da sua irmã Octávia, bisneta de António e de Lívia, irmã de Calígula e sobrinha do imperador Cláudio, com quem um dia casará, Agripina teve sempre consciência do seu sangue divino.
Como mulher, ela não pode reinar, mas pensa que Nero, seu filho, se deve tornar o senhor do mundo. Se os astros o permitem, a perspectiva é terrível: ela própria deverá morrer, e às mãos do seu próprio filho.
Ela aceita e, durante toda a sua vida, trabalha para conquistar o poder que não pode exercer e que acabará por a matar! Sacrificando tudo a essa ambição mortal, as suas armas são as de uma mulher, todas as de uma mulher...
Este livro oferece-nos páginas que são simultaneamente pungentes e patéticas, ternas, inteligentes, cínicas e sempre ricas em emoções e humanidade. Através de uma simpatia que lhe é própria, Pierre Grimal faz unirem-se aqui criação  e verdade. 

Ao longo destas páginas acompanhamos o crescimento da jovem Agripina para a mulher inteligente e gananciosa até à sua morte. Páginas que reflectem a história de uma mulher que só não foi imperador porque nasceu com o sexo errado. O livro está dividido em capítulos dedicados aos homens da sua vida que realmente importaram: o pai Germânico, o tio-avô Tibério, o irmão Caio (Calígula), o tio e marido Claúdio (havendo por isso um capítulo denominado "O meu tio Cláudio" e outro "Cláudio, o meu marido") e o filho Nero. Afinal foram eles que condicionaram ou influenciaram as suas acções e pensamentos e que lhe deram o seu poder "divino".
Como leitora não pude deixar de apreciar o desenrolar da história desta mulher formidável. Num minuto rimos, noutro estamos a sofrer com ela. Mais, chegamos a odiar os seus inimigos. Mas há alturas em que só queremos esganá-la. Isto porque existe muito de humano nas personagens que costumam estar em pedestais e das quais ouvimos falar nas aulas de história e de repente parece que as conhecemos desde sempre. Uma escrita simples e deliciosa que nos relata uma vida de altos e baixos.
Como aluna de História tenho de salientar o mestre que Grimal é. Conhecido historiador e especialista na história romana nota-se um cuidado extremo de respeitar a História ao mesmo tempo que relata memórias que nunca conheceremos, misturando a verdade comprovada com literatura. Um bom exemplo que se pode contar uma história sem desrespeitar a História. E é claro, uma atenção especial para a introdução brilhante do Prof. Dr. Nuno Simões Rodrigues da FLUL.
Uma leitura agradável e com a qual podemos aprender a conhecer grandes personagens da História de Roma.

7/7

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Início

A minha relação com os livros iniciou-se há mais de uma década. Sinceramente desde que aprendi a ler que não me lembro de um único momento em que não andasse com um livro atrás. E não me lembro de um único momento mau com eles.
O livro, ou melhor, a colecção com a qual comecei a minha relação "a sério" com os livros foi os Cinco. A minha avó comprava-mos na papelaria que era perto da minha escola primária e sempre que me ia buscar eu suplicava para ela ir lá buscar mais um. Pelo meio lá ia devorando a BD do Tio Patinhas, O Pato Donald, entre outras.
Mas o vício propriamente dito foi culpa do Gérard Depardieu. Confuso? Eu explico. Quando eu tinha oito anos deu na RTP1 uma minissérie d'O Conde de Monte Cristo que este actor protagonizou e eu adorava-a, via todos os episódios! E então um dia apareceu cá em casa um exemplar. E da colecção de Enyd Blynton passei para o O Conde de Monte Cristo. Muito pouco normal, eu sei. É um livro que adoro e pelo qual ainda hoje sinto o maior carinho e foi o meu primeiro passo na colecção de Clássicos Juvenis da Europa - América. Ao mesmo tempo ia me apaixonando pela História que, a par dos livros, é a outra das minhas paixões. Lá ia eu lendo os clássicos, misturados com livros de História, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e os contos de Anderson, Perrault e dos irmãos Grimm.
Até que um dia, já eu andava no básico, tinha uns 10 ou 11 anos, quando a minha mãe apareceu em casa com os três primeiros volumes do Harry Potter. Eu olhei para eles um pouco renitente mas lá acabei por lhes pegar. Devorei-os. Li os três seguidos sem dar conta e andei pedinchar o Cálice de Fogo que tinha saído a pouco tempo durante dias. Foi aqui que me agarrei com unhas e dentes ao meu género preferido: o fantástico. Hoje é Anne Bishop, George R. .R. Martin, Jacqueline Carey, Sandra Carvalho entre outros que predominam na minha estante. Também os romances históricos se encontram numa dose considerável na minha biblioteca em crescimento, policiais, romances, etc. Gosto de dizer que não sou esquisita. Dêem-me um livro que seja, eu leio.E com todo o prazer =)