quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Booking Through Thursday - Em voz alta

1 – O que pensas de ler em voz alta/te lerem em voz alta? Traz de volta memórias da infância?
2 – Isto afecta a forma como encaras os audiobooks?
3 – Actualmente, lês em voz alta ou alguém lê para ti?

Não tenho lembrança de me lerem livros quando era pequena, eu é que lia para a minha tia mais nova (tem menos três anos que eu) quando aprendi a ler. Era uma coisa que me divertia imenso porque assim podia ler e mantê-la quieta, o que era uma coisa muito complicada, e ela não me chateava para eu ir brincar com ela e largar os livros.
Não sei se este factor afecta a minha reacção ou não mas os audiobooks são algo que não me chama a atenção talvez porque o que me dá realmente gozo é desfolhar o livro e ser eu a lê-lo e a descobri-lo. É uma excelente ideia mas não para mim.
 Nos últimos tempos lia para o meu primo mas ele desde que aprendeu a ler anda na fase da "descoberta". Tem a quem sair!




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Opinião - A Dança dos Dragões

Título original: Dance with Dragons
Autor: George R. R. Martin
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 576

Sinopse
O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos? 

Opinião 
Era talvez o livro mais aguardado do ano ou não fosse ele o volume que os fãs de George R. R. Martin esperam e desesperam à cinco longos anos. A primeira parte rapidamente foi traduzida e publicada para nossa felicidade, tendo valido até um post no blogue do autor.
Apesar de ser uma das "sortudas" que só esperou um ano pois só acabei os livros anteriores desta saga em Janeiro deste ano (ou então uma das "pobres" que não sabia o que andava a perder) estava ansiosa para saber o que acontecerá às restantes personagens que não apareciam em Mar de Ferro, onde constam algumas das minhas preferidas, já que neste volume a história é paralela ao do livro anterior. Sim, fui uma das que desesperou com o livro anterior (opinião aqui) mas acho que posso dizer que já fizemos as "pazes" pois A Dança dos Dragões foi um "voltar a casa" recheado de surpresas.
As voltas e reviravoltas a que Martin já nos habitou tornam este livro um misto de expectativas e meias respostas que nos vai desbravando mais um pouco do caminho recheado de segredos escondidos que tem feito os cérebros dos fãs quase "queimar" de tanta teoria que se tem construído à volta de alguns mistérios da trama. Mas como sempre, não há repostas concretas, apesar de uma surpreendente revelação, pode-se mesmo contar com mais algum enigma e, atenção, ao último capítulo, parece-me que Bran ainda vai dar uma ajuda a resolver o mistério que é Lyanna Stark...mas é claro, também pode ser mera especulação, veremos.
Foi com uma enorme satisfação que li os POV´s de Jon, Danny e Tyrion, apesar deste último estar a levar um rumo que não me agrada muito mas pode ser que a "depressão" lhe passe quando chegar até um certo sítio, pelo menos espero que sim porque vê-lo naquele estado é quase triste mas também acredito que Martin tenha um objectivo com isto. Enfim, já a Danny de quem eu gosto tanto não me quer fazer a vontade e mostrar a fibra de que é feita e às vezes parece que é uma rainha implacável, outra uma adolescente perdida e era mesmo bom que ela crescesse e se mexesse mas parece que as minhas preces não estão a ser ouvidas.O que me surpreendeu realmente foi gostar tanto dos outros POV's. Bran e Davos sempre foram um desafio mas não é que se tornaram muito interessantes? E o que dizer do Cheirete, que está absolutamente magnífico e deu uma oportunidade à uma personagem que me dividia imenso e parece que vai renascer graças a uma segunda oportunidade.
Escusado será dizer que acabei a leitura completamente satisfeita. Dei por mim muitas vezes com aquele sorrisinho na boca quando imaginava um tabuleiro de xadrez e o Martin a mover as peças... Porque esta saga é como um desses jogos de xadrez entre dois génios, as jogadas seguintes já planeadas e a jogada do adversário a surpreender-nos no último momento. Agora esperemos que este "jogo dos tronos" não nos faça esperar mais cinco anos...
Entretanto, a segunda parte vem em Janeiro. Que o caos comece...

7*

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Booking Through Thursday - Em Público

Levas livros contigo quando estás fora e em redor do mundo?
E, alguma vez tentaste esconder as capas?

Não tenho por hábito andar com os livros de um lado para o outro. Se for de férias em família levo, se for com amigos talvez não, depende da leitura e do livro, muitas vezes e, claro, se me vou deixar lê-lo em paz. Também tenho medo que mos estraguem por isso evito.
No dia-a-dia como já ando muito carregada com as coisas da faculdade, também não costumo levar, apenas se souber que vou passar a tarde com a minha mãe e logo preciso de algo para me entreter.
Esconder as capas porquê? Primeiro, as capas dos livros foram feitas para serem vistas e acho que não tenho nenhum livro que tenha uma capa mais ofensiva. E, mesmo que tivesse, não olhem e não julguem, já deviam saber que há por aí muita capa enganadora. Segundo, ninguém tem nada a ver com o que eu leio, eu também não me meto na leitura dos outros ;) 


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Opinião - Um Amor Quase Perfeito

 Título original: Private Arrangements
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 332

Sinopse
Durante dez anos Camden e Gigi, Lorde e Lady Tremaine, tiveram o mais perfeito dos casamentos, baseado na cortesia, no respeito e… na distância. Um segredo, uma traição e um oceano separa-nos desde o dia seguinte ao seu enlace. Gigi vive na bela mansão londrina do casal, enquanto Camden se estabeleceu em Nova Iorque. Nenhum se mete na vida do outro. É uma combinação que não podia ser mais ideal e civilizada aos olhos da alta sociedade vitoriana, embora ninguém saiba o que aconteceu para acabar com o apaixonado amor que existia entre ambos.

Agora as coisas vão mudar. Gigi é uma mulher inteligente, sofisticada, rica e muito segura de si. Decidiu agarrar-se à sua última oportunidade de ser feliz e aceitar a proposta de casamento do seu pretendente, Lorde Frederick, um jovem pintor. Assim, escreve ao marido, enviando-lhe os papéis do divórcio. Mas em vez de devolvê-los assinados, Camden apresenta-se à porta da mansão de Londres para lhe oferecer um acordo: vai conceder-lhe o divórcio - afinal, já não se amam, não é? - mas antes Gigi deve dar-lhe um filho, um herdeiro. Se ela não aceitar, ele não lhe concede o divórcio. Gigi aceita, mas impõe um período de um ano. Um ano em que se acumulam as lembranças da paixão que outrora os uniu, um ano em que segredos são revelados, um ano em que o desejo volta mesmo contra vontade, e um ano em que ambos devem decidir se o casal mais admirado de Londres deve voltar a apaixonar-se... ou separar-se para sempre.

Opinião
Admito. Sou uma pessoa que à muito, perdeu a fé nos romances mais românticos. Não desisti deles mas não me fazem sentir como antes e, por isso, é raro arriscar comprar um romance ou ler um novo autor pois tenho medo de não ver a “verdadeira beleza” do livro. Só que, depois de muito ouvir falar acerca deste livro, das óptimas opiniões que li decidi arriscar. E posso dizer-vos que posso não ter redescoberto o encanto destes romances que nos fazem bater o coração mas apaixonei-me pela escrita de Sherry Thomas.
Qual amor à primeira vista, perdi-me na beleza e força da escrita desta autora, pelas suas personagens carismáticas, pela sua forma de nos contar esta história, onde o amor não é perfeito mas feito de batalhas e confiança, onde o “felizes para sempre” não é certo mas depende dos actos e pensamentos daqueles que o querem, onde são as imperfeições que destroem e reconstroem uma relação que perdeu toda a paixão e fé. E é através de um casal de protagonistas magnífico que Um Amor Quase Perfeito ganha o seu encanto. Gigi e Camden são tão distintos como água e azeite e formam juntos um conjunto de características tão belo que não há forma de não darem brilho a uma história já de si tão doce.
Adorei a intempestiva Lady Tremaine que bate em pontos muita protagonista feminina que para aí anda. Nada de timidez, medos e calma para a nossa Gigi. Ela é a mulher moderna lutadora e inteligente capaz de ultrapassar tudo (menos o Lorde Tremaine ao contrário do que ela pensa) e de lutar contra tudo e todos. Dona das melhores qualidades e dos piores defeitos, é a protagonista ideal para um romance como este, sobre perdão, luta e amor eterno.
Um dos melhores pormenores deste livro é não se centrar unicamente no casal protagonista mas dar-nos a conhecer outros personagens interessantes que me arrancaram umas boas gargalhadas, a constante mudança de cenários e aos poucos ser-nos contado os pormenores do passado de Gigi e Camden, sempre com um timing perfeito.
 A simplicidade e humanidade que constituem este romance dão-lhe a doçura suficiente para nos conquistar e, talvez, restituir o romantismo à mais alguém. 

6*

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinião - A Corte dos Traidores

Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 368

Sinopse
Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte. 

Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.

Opinião
Neste terceiro volume d’A Saga do Assassino, a acção adensa-se e assistimos a um desenvolvimento mais emocionante e trágico na história dos Seis Ducados. As intrigas palacianas ganham um novo ritmo com os novos elementos (inseridos no volume anterior) e com o crescimento de Fitz, que ganha ainda mais notoriedade, demonstrando bem porque é considerado um dos melhores protagonistas da Fantasia.
O talento de Hobb para criar personagens apaixonantes e misteriosas já era visível mas com os novos desenvolvimentos que a trama ganha em A Corte dos Traidores, torna-se, obviamente, excepcional. Castro, o Bobo, a Dama Paciência, entre outros, ganham novos contornos que irão trazer-nos mais sobre o passado e o presente dos Visionários, desvendando enigmas ocultos e trazendo novas respostas. Do impasse à catástrofe total, este volume é o início do clímax desta saga, tornando-o mais épico e extraordinário do que os anteriores.
Depois de dois volumes brilhantes porém lentos em acção, este terceiro volume surpreende-nos do início ao fim pela sua carga bélica e estratega que provocam transformações inesperadas. O facto de não “lançar as cartas” antes do tempo é uma das suas melhores e mais entediantes características, agarrando-nos pelo desespero de saber mais, de descobrir o que afinal aconteceu aos habitantes de Torre Cervo e permitindo-nos delinear a nosso bel-prazer intrigas e contratempos até ao próximo livro. Existe melhor maneira de agarrar um leitor ávido? Robin é uma “construtora” de histórias e sabe, ao seu ritmo, dar-nos os heróis e a história certos.
Rendo-me é o melhor elogio que posso dar ao trabalho desta escritora que até George R. R. Martin aplaudiu. Confesso que foi com o “pé atrás” que iniciei a leitura de O Aprendiz do Assassino mas fiquei absorvida com o que descobri e cada vez mais tenho a certeza que teria perdido algo muito importante se não tivesse pego nesse livro.
Para mim, este é o melhor dos três livros da saga que já li em termos de acção, mudanças e reviravoltas. Que a história melhora a cada volume é notório. E uma coisa é mais que certa…Fitz e companhia chegaram para ficar nos nossos “corações fantásticos”.

7* 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Booking Through Thursday - Repetir

Alguma vez terminaste um livro de que gostaste tanto que recomeçaste a relê-lo outra vez? 
(E obviamente, se sim, queremos títulos!)

Cá está uma situação que já me aconteceu uma meia-dúzia de vezes principalmente quando tinha menos livros e mais tempo para lê-los. Actualmente é raro (conseguir) fazê-lo, não por falta de vontade mas mesmo por falta de tempo.
Harry Potter, A Saga das Pedras Mágicas, a trilogia de Mundos Paralelos e a trilogia das Jóias Negras foram os livros que li e reli logo de imediato e estão entre os meus livros preferidos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vamos lá dançar...

Acabadinha de chegar dos correios com o tão esperado A Dança dos Dragões *.*
Estava capaz de dançar em plenas instalações dos CTT mas consegui esperar até casa... Agora só o largo quando acabar!


É tão grandeeeeeee!!! Eheheheh

Opinião - Jovens Rebeldes

Autor: Edith Wharton
Editora:Publicações Europa-América
Número de páginas:  305

Sinopse
Nan e Jinny St.George são duas jovens possuidoras de beleza e dinheiro em generosas quantidades. Todavia, na sociedade nova-iorquina do fim do século passado, apenas as ricas famílias tradicionais têm direito ao estatuto de élite, e é nesse ponto que as duas irmãs estão condenadas ao fracasso.
A nova preceptora de Nan, Laura Testvalley, também ela uma estranha, sentindo pena da situação das duas jovens, resolve lançá-las junto da aristocracia britânica. Aparentemente, os lordes, duques, marqueses e membros do Parlamento não só apreciam a beleza como também o dinheiro que os
nouveaux riches de Nova Iorque podem trazer-lhes.
Jovens Rebeldes, uma história de amor e casamento entre classes abastadas, novas e antigas, é um retrato delicadamente sensível de um mundo à beira da mudança.


Opinião

Uma história sobre elites e “novos ricos”, sobre diferenças sociais e culturais, sobre duas cidades e sociedades distintas, este último romance de Edith Wharton dá-nos um ar da elegância e rebeldia que caracteriza as jovens protagonistas deste livro que deu azo a uma série televisiva.
Jovens Rebeldes lembra as Princesas de Nova Iorque (ou mais precisamente, ao contrário), no seu estado bruto e original onde as debutantes no meio da educação e do requinte começavam a demonstrar laivos de independência mas com mais qualidade e “brilho” na escrita ou não fosse a sua escritora, uma das maiores escritoras do século XX. As cinco “jovens rebeldes” são distintas entre si, cada uma com o seu feitio e beleza, concorrentes umas das outras, mais propriamente, as duas primogénitas e belezas do grupo, Virginia e Lizzy apesar de que na irreverência ganha a exótica Conchita que vai ser o exemplo do bom e do mau do grupo. Existe uma riqueza e pormenor nas personagens que nos faz compreendê-las a todas, acompanhar as suas ambições, casamentos e subidas na escala social com a satisfação que sentiríamos por alguém próximo. Elas são a causa deste livro e é volta delas que o livro gira, pudemos estar contra elas às vezes mas não conseguimos deixar de gostar delas por quem são. Já a tutora, Laura Testvalley é a “âncora” e o “cérebro” que resguarda e protege as americanas, principalmente a sua pupila, Nan que acaba por se transformar, de alguma forma, na protagonista do livro.
Apresentando dois ambientes tão diferentes como parecidos, duas elites que se equilibram entre si e umas protagonistas tão irresistíveis como estas é difícil não ficar conquistada pela escrita de Wharton. O único defeito a apontar é a mudança de espaço de tempo de uma forma abrupta e que nos deixa sem informação de uma cena para outra.
Claro que também se nota a diferença na terceira e quarta partes do livro que não foram escritas pela autora mas sim a partir do argumento da série e, também, baseado na sinopse deixada pela autora, não variando a história da ideia original. Há mudanças de personalidade e certos caminhos que parecem estranhos da ideia inicial mas consegue um equilíbrio.
O último clássico de uma grande escritora, este livro é uma leitura que me agradou imenso e me deixou regressar aos “clássicos” que não lia à algum tempo.

6/7
 

Booking Through Thurday - Em Fila

Que estás a ler agora?
Recomendas?
Qual o próximo?

Terminei ontem Um Amor Quase Perfeito, e espero ter a opinião pronta em breve mas por agora posso dizer que o adorei e que recomendo a qualquer romântica.
O próximo é... A Dança dos Dragões que irei buscar aos correios no final da tarde para me puder embrenhar numa das leituras mais esperadas deste ano ;)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Opinião - A Paixão Secreta do Inquisidor

Autor: Nerea Riesco
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 344

Sinopse
Em 1610, em Logronho, onze pessoas são condenadas à fogueira acusadas de bruxaria. Apesar disso, as terras de Biscaia e Navarra continuam a sofrer com a presença do demónio e dos seus seguidores. Para tranquilizar o povo, o Santo Ofício envia Alonso de Salazar y Frías, um inquisidor secretamente descrente: perdeu a fé em Deus e já não acredita no Diabo nem em bruxas. A sua história cruza-se inevitavelmente com a de Mayo, que percorre as estradas espalhando encantamentos e feitiços. Durante a sua jornada, ambos terão de enfrentar perigos inimagináveis, poderes terrenos e também a morte daqueles que mais amam. 
Uma narrativa poderosa que recupera a força da tradição mágica da cultura espanhola, em que está implicada a elite do poder político e religioso do Século do Ouro e que se baseia num episódio da História, documentado e misteriosamente escondido nas caves obscuras do Santo Ofício durante mais de três séculos. 

Opinião
Baseado num episódio obscuro da História da Inquisição Espanhola e rodeado de magia e poder, este livro retrata uma busca constante por quem somos, no que acreditámos e aquilo que é ou não verdade. Brilhante em pormenores, rico em descrições, A Paixão Secreta do Inquisidor apresenta-nos uma imagem concreta de uma Espanha aterrorizada e demasiado crente. Representar com tal realidade o mundo fora do Santo Ofício e as consequências do medo sentido por aquilo que não conhecemos ou não pudemos explicar não é comum. Muitas vezes os livros acerca da Inquisição ou da caça às bruxas ou são exagerados ou só contam a história por um dos lados ou é esquecido que foram reais e não fruto do nosso imaginário, o que acaba por lhes retirar a realidade e serem demasiados romanceados.
Neste caso, existe uma pesquisa bem estruturada e nenhum dos envolvidos é esquecido, o que nos permite conhecer em pormenor o que envolvia o julgamento, a queima dos supostos culpados, as suas causas e consequências. Conhecemos o lado da Corte espanhola, o do Santo Ofício, o das “bruxas” e o do povo, nada é esquecido ao acaso. Cada personagem é um representante das suas “verdades” e cada um deles busca algo, existindo uma série de questões filosóficas e dogmáticas ao redor desta obra.
Este livro acabou por não receber, se calhar, um maior carinho da minha parte, não por culpa dele mas sim por causa da sua sinopse. Quando comprei este livro, admito, imaginei uma história de amor proibido entre um Inquisidor e uma bruxa (ninguém nos manda fazer suposições) e saiu-me «o tiro pela culatra». O Alonso e a Mayo nunca se chegam a cruzar realmente e a minha “fantasia” saiu-me bastante aldrabada e durou muito pouco tempo. Não, o livro não é nada daquilo que eu estava à espera (lá está, não imagines coisas!) mas graças aos seus pormenores históricos e ao detalhe e qualidade da sua escrita, a autora lá me agarrou, apesar de que o desgosto não é culpa dela mas sim da editora que publicou uma “sinopse enganadora”. Mas enfim.
Destaco Mayo que acabou por não se revelar a bruxa errante que espalha remédios e curas por onde passa que nos é descrita (acho que o final não conta até porque não tem nada a ver) mas sim uma jovem perdida, doce que procura a segurança que sempre teve e acaba por descobrir que é mais forte do que pensava e que afinal nem tudo o que parece é.
Em vez de um romance proibido, o no original Ars Magica, é um romance histórico de qualidade e que nos retrata uma época e um país num dos seus períodos mais negros de uma forma estudada e realista.

5/7 

sábado, 3 de setembro de 2011

Aquisições do Mês

Sim, este mês foi fraquinho! Mas como consegui comprar dois dos livros que queria estou satisfeita =p

Rumores Anna Godbersen
A Rainha Vermelha Philippa Gregory

 Os outros dois vinham, respectivamente, nas revistas Nova Gente e Sábado.
Querido Inimigo  Jean Webster
Che Guevara