domingo, 4 de março de 2012

Opinião - A Árvore do Verão

Título Original: The Summer Tree (#1 The Fionavar Tapestry)
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Livros do Brasil
Nº de Páginas: 352

Sinopse
 No início de A Árvore do Verão, cinco jovens canadianos são levados para Fionavar, o primeiro dos mundos conhecidos, por um dos magos desse mundo, Loren Silvercloak. Aparentemente, vão apenas assistir à celebração do quinquagésimo aniversário do reinado de Ailell, o monarca que preside aos destinos de Brennin, no seu palácio de Paras Derval. Mas Silvercloak não lhes disse tudo, e poucos dias passados os jovens começam a persentir que o papel que estão destinados a desempenhar na sua visita a Fionavar é bem mais complexo do que ao princípio admitiam.

Opinião 
 Um clássico da Ficção – Científica, A Tapeçaria de Fionavar foi a obra que colocou Guy Gavriel Kay no pódio dos grandes escritores do género, tendo-se seguido Os Leões de Al-Rassan e Tigana. Uma aventura por um mundo paralelo, uma viagem para algo para lá da imaginação, uma fórmula reutilizada tantas vezes no cinema ou na literatura após este sucesso e mesmo antes dele, A Árvore do Verão reúne alguns dos melhores elementos da fantasia e da ficção-científica para criar uma história ímpar.
Se eu vos contar à quanto tempo estou para comprar Os Leões de Al-Rassan, vocês não acreditavam e como ainda não o consegui fazer, aproveitei ter encontrado este livro numa feira com um preço chamativo para me iniciar na escrita deste autor. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o facto deste livro não me parecer ter alguma coisa a ver com o referido que está na minha wishlist a que tempos pois as sinopses são bastante diferentes.
Com uma fórmula usada e abusada no cinema, confesso que acabei por me identificar mais com esta do que com as do grande ecrã mesmo que a história tenha sido escrita em 1984 e estejamos em 2012 e muita coisa já se tenha passado tanto na literatura como no cinema. Em alguns pormenores, a tal fórmula é diferente, uma vez que não vamos nem para o passado nem para o futuro mas para um mundo paralelo que é todo ele um típico da epic fantasy, com anões e tudo.
A primeira coisa que reparei nas primeiras páginas é que se este livro foi um sucesso e uma “novidade” na sua época, hoje ela soou-me muito rudimentar no início. É uma história simples, concebida para entreter os fãs da fantasia que já não podiam com todos aqueles mundos pormenorizados ao milímetro mas que mesmo assim exala uma certa qualidade que a quem dera a muitos escritores hoje em dia ter.
E foi esta qualidade que acabou por me agarrar às suas páginas e fazer esquecer que vivo numa época muito mais a frente. Quando entrámos em Paras Derval é a fantasia épica no seu estado mais puro que nos espera. Com uma escrita directa e, parece-me, capaz de muito mais, Guy Gavriel Kay introduz-nos numa demanda em que cinco desconhecidos são a chave para combater um Mal que esperou mil anos. Sim, é uma solução repetida mas daquelas bem repetidas e acho que se nos colocarmos no lugar dos leitores dos anos 80, era um daqueles livros mesmo bons. E, contudo, posso dizer que repetida ou não, este livro proporcionou-me muitos bons momentos de leitura, sendo que não o larguei enquanto não o terminei e tenho mesmo de ir comprar os outros dois porque eu quero saber como isto acaba!
A construção deste mundo está bem conseguida e cada povo, cada personagem e território fez-me querer saber mais e mais. Este é daqueles bons livros introdutórios, com um bom andamento de história, grandes acontecimentos e muita acção. Ainda estão muitos segredos e mistérios por revelar, o que deixou a minha curiosidade em pulgas. Temos diversidade de personagens muito grande e parece-me que no próximo livro há muito mais por descobrir.
Um dos meus pontos favoritos deste livro é o vilão da história, apesar de só se ter um vislumbre. Sabem aquela sensação de “mas agora não um vilão a sério?”. Bem, este é a Encarnação do Mal num estado puro. Conhece os nossos medos mais obscuros e a sua própria face é a do Mal. Brilhante e deixou-me a salivar por mais.
Conclusão, vou procurar o resto da trilogia e lê-la porque não vou aguentar sem saber o que se passa a seguir. E, claro, estou com curiosidade de ler o restante trabalho do escritor. Por último, descobri que prefiro a fantasia rudimentar do que aquela que é mais evoluída e uma grande treta.



5*

6 comentários:

  1. Olá
    deixei-te um selinho no me blog :)

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  2. Olá Maria João!
    Podes enviar-me o link? É que não encontro =x

    Beijos e boas leituras

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  3. Homónima, gostei imenso da tua opinião e estou doidinha por encontrar esse livro. Já uma colega, há uns anos valentes, me tinha falado desse título e, embora tenha sido casmurra e não o tenha comprado na devida altura, confesso que me “perseguiu” um bocadinho, não achas?! :) Acho que vou procurá-lo, qualquer dia, lá para a feirita do Oriente (antes de me perder na Fnac ou na Bertrand, que não devo de sair de lá inteira!). :)

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  4. Não concordo contigo,este livro tem pouco de ficção científica e mais de fantasia,eu gosto dos dois géneros:)

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  5. Oh Homónima devias ter comprado! É bem feita que ele te tenha perseguido =o
    Eu agora tenho de ir a feira da Gare do Oriente a procura dos outros dois!

    Milureis, realmente não me expresso bem na opinião . O livro está identificado como sendo ficção-científica mas tens razão, ele é mais fantasia do que FC

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  6. Olá,

    Bem não li esta trilogia (ainda andei a namorar na feira do livro) mas li os Leões de Al Rassan, que quanto a mim é dos melhores livros da coleção bang, logo fiquei admirador do escritor ;)

    Pelo que sei esta trilogia vai em crescendo, logo os volumes seguintes ainda são melhores, logo fazes muito bem em querer ler os próximos. ;)

    Bj

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