Autor: Rachel Hawkins
Editora: Gailivro
Nº de Páginas: 240
Sinopse
Virei-me para sair, mas a porta fechou-se a poucos centímetros da minha cara. De repente, um vento pareceu soprar através da sala e as fotografias nas paredes chocalharam. Quando me virei de novo para as raparigas, estavam as três a sorrir, os cabelos a ondularem-lhes a volta dos rostos como se estivessem debaixo de água. O único candeeiro da sala tremeluziu, e apagou-se. Eu apenas conseguia distinguir faixas prateadas de luz que passavam sob a pele das raparigas, como mercúrio. Até os seus olhos brilhavam.Começaram a levitar, as pontas dos sapatos regulamentares de Hecate mal tocando a carpete musgosa. Agora, já não eram rainhas do baile de finalistas, nem supermodelos – eram bruxas, e até pareciam perigosas. Apesar de me debater contra a vontade de cair de joelhos e colocar as mãos acima da cabeça, pensei, “Eu também seria capaz de fazer aquilo?
Opinião
Nos últimos anos a literatura tem sido invadida por um
género específico de livro, para um grupo alargado de leitores que ora adoram
este tipo de livro, ora não o suportam. O estilo YA paranormal, recheado de
adolescentes problemático(a)s que se apaixonam por criaturas fantásticas, tem assolado as
prateleiras das livrarias, com enredos pouco originais, em que por uma vez ou
outra, surge algo “semi-novo” que provoca uma nova moda.
Hex Hall tem uma
temática igual a tantas outras, com os mesmos ingredientes, os mesmos problemas
e tenta ganhar um lugar ao sol neste género mediático. Não criou uma nova moda
mas tem divertido aqueles que gostam de juntar todos estes seres imaginários
num só espaço.
Eu não sou grande fã deste tipo de livros, o que não quer
dizer que não seja surpreendida de vez em quando. Hex Hall de uma certa maneira conseguiu ser uma surpresa. Depois de
uma fã ter insistido para eu ler este livro, já que fui eu que lho dei, percebi
que o livro tinha tido o objectivo que eu pretendia, que era o de uma pessoa
que mal lê, se divertir a ler um livro e até, ficar viciada. Mas, tal como eu
tinha imaginado, não é o livro certo para mim.
Sim, surpreendeu-me mas só em alguns aspectos porque de
resto é exactamente o tipo de livro que eu evito. Tem a mesma receita de outros quinhentos livros
com sinopses parecidas, parece uma cópia barata de Hogwarts, tem adolescentes
histéricas e com problemas psicológicos e um amor proibido mais os tipos maus. Então
no que foi que isto me surpreendeu?
Sophie Mercer. Hawkins conseguiu o que muitas escritoras
deste género não conseguiram. Criar uma protagonista irónica, diferente,
sincera e que não tem vergonha do que vão pensar nela. Basicamente, uma
adolescente saudável que é bruxa. Quem fala da protagonista, fala do
protagonista. O rapaz diferente, com um humorzinho daqueles que afinal não é
nada o que parece. Pena a história de amor cliché porque estes dois mereciam
muito mais do que isto.
Restantes personagens são tão típicas que não tiveram
gracinha nenhuma. A directora fez-me lembrar a da escola das Winx, o que significa
aborrecida até dizer chega (se não viram, não vejam). O resto é banal e foram
tiradas daqui e dali. Nada de novo.
Depois temos a tal cópia de Hogwarts que tem um ponto
positivo: é diferente. Todas as espécies de seres fantásticos juntos num
reformatório por mau comportamento. Tem a sua piada, pena é não ter sentido
nenhum nem estar bem explicado. Continuo sem perceber como é que eles aprendiam
alguma coisa se não fossem para lá.
A outra parte que teve piada foi a descoberta da Sophie
através de uma ancestral sobre o que realmente é. Isto sim foi original mas,
mais uma vez, mal explicado. Acho que um bocadinho mais de profundidade não tinha
feito mal, o livro até tinha ficado a ganhar e Hawkins podia sair do degrau “de
todas as outras” e subir até ao topo mas fica comprovado que fazer livros para
vender aos fãs dos outros é mais fácil.
Para mim, é uma pena, a escritora tem uma escrita divertida
e sarcástica que nos faz rir e consegue dar-nos uma leitura fácil e agradável
mas podia ser tão melhor que não consigo evitar pensar que ela tinha potencial
para muito mais.
Se vou ler o seguinte? Vou, até porque a dona já mo
emprestou e quero saber o que acontece a Sophie. Se os tinha comprado para mim?
Ainda bem que não o fiz. Como até são emprestados, leio, divirto-me e não penso
mais nisso.
4*

Olá Patrícia.
ResponderEliminarJá pensei algumas vezes em ler estas obras, mas arrependo-me sempre das adquirir. Já se ofereceram para mos emprestar e se calhar será mesmo assim que os lerei, ainda para mais depois de ler a tua opinião.
Beijinhos e boas leituras*
P.S. Tenho uma tag para ti no meu blogue, se quiseres responder. :)
Olá Rita!
ResponderEliminarSe não é o teu género mais vale leres emprestado. Tiras as teimas e não gastas dinheiro ;)
Já vi =D vou já responder ;)