Autor: Federico Moccia
Editora: Contraponto
Número de Páginas: 581
Sinopse
Alex e Niki, mais apaixonados do que nunca, regressam do farol na ilha de Blu, onde passaram dias inesquecíveis. Niki reencontra as amigas, mas as Ondas vão deparar-se com grandes mudanças que irão pôr à prova a sua amizade. Alex retoma a sua antiga vida e aos seus velhos amigos. Flavio, Enrico e Pedro passaram de maridos tranquilos e seguros a ter de enfrentar muitas dificuldades que têm vindo a abalar os seus casamentos. E todas estas pessoas - homens e mulheres de diferentes idades -, cada uma à sua maneira, vão reflectir sobre o amor. O amor existe? A crise dos sete anos será mesmo verdade? Aqueles que dizem que o amor não pode durar mais de três anos têm razão? E a pergunta mais difícil: O amor pode durar para sempre? É então que Alex decide arriscar e pedir Niki em casamento…
Opinião
Federico Moccia é um dos nomes da literatura italiana deste
século. Traduzido em mais de quinze línguas, tornou-se um fenómeno de sucesso
por onde foi lido. Desculpa, mas Quero
Casar Contigo segue a relação de Niki e Alex até ao ponto mais decisivo das
suas vidas e onde tudo se pode alterar: o caminho até ao altar.
Eu estive a evitar ler este livro até arranjar o seu
antecessor Desculpa, mas vou Chamar-te
Amor, mas depois de tanto tempo não resisti e peguei nele, afinal não ia
morrer por não saber o que se passou antes (mas custa tanto!) e decidi dar uma
oportunidade ao livro. Digo já, não era livro que comprasse. Se não tivesse o
tivesse ganho num passatempo, tinha me passado completamente ao lado e ainda
bem que não foi assim.
Para já tenho de vos explicar que tenho uma relação curta
mas especial com autores italianos. Desde Lampedusa com o seu incrível Gattopardo à Sveva Casati Modignani com
o belo A Viela da Duquesa, ao filme A Vida é Bela, a cultura italiana tem me
assolado de forma duradoura apesar de a encontrar poucas vezes. Não sei se
algum de vocês sente o mesmo mas eles têm uma forma diferente de falar, de ver
a vida, de nos emocionar com pequenos momentos que nos marcam e alteram a nossa
própria maneira de pensar. São delicados, apaixonados e profundos. Federico Moccia
também o é.
Este livro é mais do que um entrelaçar de histórias belas,
tristes, alegres, repentinas, ocasionais ou eternas. É uma ovação ao amor em
todas as suas formas de expressão, em todos os seus ritmos. É um hino a todos
aqueles que amaram ou virão a amar. É italiano de uma ponta à outra. Entrar neste
livro é como entranhar-nos não só no sentimento mas também na vida e bem a
fundo. Começa-se a ler e quando damos
por nós estamos inundados por ele, por tudo o que ele é.
Todos estes amores e desamores rodam à volta de Niki e Alex.
Este é um daqueles casais como quaisquer outros, amam-se, desconfiam, lutam e
por vezes quebram. Para acompanhar um par tão doce temos outros tantos, nem
sempre com finais felizes mas cada um com a sua lição de vida, cada um com uma
mensagem que ensina. É uma fórmula que entretém o leitor, que quando bem feita,
não cansa mas diverte. Através de uma escrita coloquial, preenchida de citações
referentes a marcos culturais italianos, Moccia leva-nos através de um enredo
moderno e filosófico sobre a vida e os que nos rodeiam. As citações, sendo
interessantes, acabam por cansar por serem demasiado excessivas, o que me fez
passar muitos parágrafos recheados delas. Giras mas em menos quantidade!
Herdeiro de uma literatura apaixonada, Moccia traz-nos essas
tradições com o seu próprio toque. Mais moderno, mais irreverente mas uma
homenagem a um povo que sofre e ama de forma intensa. Para qualquer amante de
livros românticos que nos transmitem mensagens importantes, este é um livro irresistível.
Cheio de momentos de nos encher o coração, gargalhas vivaças e lágrimas
emocionadas, Desculpa, mas quero Casar
Contigo é um livro que marca.
Apesar de não ter lido o primeiro livro, não senti a falta
dele, tirando os spoilers que me
assaltavam a cada página mas que provocaram curiosidade e não frustração. Gostava
de saber como tudo começou porque este livro foi uma surpresa tão grande que
seria uma pena não regressar a Alex e Niki.
Leiam e percam-se porque mesmo que não seja um livro que vos
vá ficar gravado é um daqueles que vos vai fazer sorrir.
6*

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