quarta-feira, 23 de maio de 2012

Opinião - Escravos do Amor

Título Original: Simply Sexual (#1 House of Pleasure)
Autor: Kate Pearce
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 292

Sinopse
 Satisfação sexual...
Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie.

Sedução sensual...
Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.


Opinião 
 Autora do Romance Writers of America, Kate Pearce é uma mulher simples com um estilo algo controverso. Vampiros na época Tudor, cenas cheias de sensualidade e erotismo, por todas as razões, esta é uma escritora que se adora ou se odeia, mas todos devem admitir que não é fácil ficar-se indiferente à sua coragem ou honestidade.
A Série Casa do Prazer estreia-se em Portugal com o seu primeiro volume na editora mais romântica do panorama nacional, contudo, poucas parecenças tem com aquilo a que essa editora já habitou os seus leitores. Este é um romance erótico com uma forte carga sexual, tal como se pode ler no aviso que se encontra na parte de trás do livro, e, por isso, se tem uma mente sensível e se choca com fantasias mais usadas, evite lê-lo. Se por outro lado, gosta de ir a aventura e descoberta, ler não custa e pode descobrir algo que nunca imaginou.
Enquanto leitora e mulher, os romances fazem parte da minha experiência literária a muito tempo, considero-me até uma mente aberta e acho que pudemos descobrir sempre algo com qualquer experiência. Daí, que apesar dos avisos, comentários e opiniões, que me tenha “atrevido” a pegar neste livro, pois apesar das queixas, as pontuações dadas ao livro e as críticas não têm sido assim tão más, logo o livro não podia ser assim tão terrível. Pois não?
Apesar do tal aviso que se encontra no livro, a verdade é que há muita boa gente que pode olhar para a capa e não ver mais nada, pois a capa é linda e mesmo o tal aviso não prepara ninguém para a forte carga erótica deste livro. Da primeira página até ao último capítulo, e não, não estou a exagerar, temos sexo, sexo, sexo e mais sexo. E mais sexo. Não é que as cenas sejam ordinárias, eu até penso que algumas têm um grande condimento sensual e uma beleza inerente ao desejo e à paixão, mas duzentas páginas seguidas sem mais nada em que as últimas partes ultrapassam e bem a escala do cru, do promíscuo e da perversidade, são em demasia, ninguém pode estar a espera do que este livro acaba por ser. Um livro em que se vive os mais obscuros desejos humanos, em que a parte animal do ser humano é levada ao extremo, até chocar ou maravilhar.
Tive pena, no fundo, porque além de ser mais do mesmo, este é um daqueles livros que podia ter sido melhor se a escritora tivesse sabido conjugar a parte erótica, para a qual a senhora tem muito jeito, não é toda a gente que consegue manter imagens cruas de sexo longe da mediocridade, mesmo que ache que ela se excedeu um pouco no fim, pois a história em si era boa, teria dado uma trama maravilhosa, crua e humana acerca dos medos e desejos, dos sentimentos mais fundos da alma mas o que acabámos por ver da trama é no último capítulo e foi tão banal que nem aqueceu nem arrefeceu.
Condizente com o enredo, temos as personagens. Se não fosse o Valentin, eu tinha largado o livro no início mas até essa personagem foi mal explorada. Não têm qualquer tipo de profundidade nem de sentimento, não me disseram nada, e mais uma vez, irritou-me o facto de que podiam ser muito melhores personagens com um pouco mais de empenho. Já quanto à parte romântica do casal, bem, não existiu, acho que é a única coisa que posso dizer acerca do assunto.
Acabou por ser uma leitura que não me disse nada, pois não provocou qualquer sentimento profundo ou o que fosse. É sensual e interessante em certas partes mas de resto… Ah, a parte histórica resumiu-se a sabermos que tipo de brinquedos sexuais existiam para a época e que tipo de casas do prazer haviam, de resto, muitas vezes eu nem me lembrava que era um romance histórico.
Lido na diagonal a partir de certa altura, não vai deixar saudades e acho que vou evitar a autora até traduzirem a série dos vampiros na época Tudor. Continuo a achar que havia mais potencial, e que isto podia ter sido melhor, muito melhor.

3*

3 comentários:

  1. Não tenho de que não tenhas gostado, mas compreendo tanto a tua pontuação como razões. E é precisamente como dizes – este livro, em específico, e a autora possivelmente também – ou se ama, ou se odeia. O meio termo, nesta série, não existe pois há medida que vamos avançando nos volumes, mais sensuais – e sexuais – eles se mostram. Foi uma leitura de que desfrutei, somente tenho pena que tenha sido mal cotada – este não é um género sensual. É erótico, ponto.

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  2. Mal cotada, sim, mas podia e devia ter aquele "algo" que por exemplo a Hamilton tem. Fiquei com mais pena que outra coisa, fiquei mesmo com a sensação que este livro podia ser formidável e foi mais por causa disso que me revoltei contra ele...mas não podemos gostar de tudo e temo estar a ficar exigente...

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  3. um dos piores livros que li. nem consegui acabar

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