Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: Europa-América
Número de Páginas: 468
Sinopse
Em apreciação crítica à
obra de Tolkien cuja edição portuguesa apresentamos, o Sunday Times
escrevia que o mundo da língua inglesa se encontra dividido em duas
partes: a daqueles que já leram O Senhor dos Anéis e a daqueles que o vão ler.
Não se enganava o crítico ao indicar assim que estamos perante uma obra de leitura obrigatória, que, sem qualquer sombra de exagero, se insere entre as mais notáveis criações literárias do nosso século. Situando-se na linha da criação fantástica em que a literatura inglesa é fértil (lembremos Lewis carrol com a sua Alice no País das Maravilhas), Tolkien oferece-nos uma obra verdadeiramente monumental, onde todo o mundo é criado de raíz, uma nova cosmogonia arquitectada por inteiro, uma irrupção de maravilhoso que é admirável jogo de criação pura. O sopro genial que perpassa na elaboração deste maravilhoso, traduzido sobretudo no realismo da narração, deixa no leitor o desejo irresistível de conhgecer «esse» mundo que, como crianças, chegamos a acreditar que existe.
A Irmandade do Anel é o primeiro volume da trilogia O Senhor dos Anéis, em que se integram também As Duas Torres e O Regresso do rei.
Não se enganava o crítico ao indicar assim que estamos perante uma obra de leitura obrigatória, que, sem qualquer sombra de exagero, se insere entre as mais notáveis criações literárias do nosso século. Situando-se na linha da criação fantástica em que a literatura inglesa é fértil (lembremos Lewis carrol com a sua Alice no País das Maravilhas), Tolkien oferece-nos uma obra verdadeiramente monumental, onde todo o mundo é criado de raíz, uma nova cosmogonia arquitectada por inteiro, uma irrupção de maravilhoso que é admirável jogo de criação pura. O sopro genial que perpassa na elaboração deste maravilhoso, traduzido sobretudo no realismo da narração, deixa no leitor o desejo irresistível de conhgecer «esse» mundo que, como crianças, chegamos a acreditar que existe.
A Irmandade do Anel é o primeiro volume da trilogia O Senhor dos Anéis, em que se integram também As Duas Torres e O Regresso do rei.
Opinião
Professor de Anglo-Saxónico em Cambridge, de Inglês e
Literatura, poeta, filólogo e autor da maior obra de fantasia alguma vez
escrita, John Ronald Reuel foi um dos membros mais notáveis do Inklings,
juntamente com um dos seus amigos mais chegados, C.S. Lewis e é, para a maior
parte dos fãs do género, o grande responsável pelo renascer da fantasia épica e
o pai da fantasia moderna.
O Senhor dos Anéis e
todos os outros livros pertencentes ao imaginário da Terra Média marcaram
escritores, leitores e toda uma forma de escrever que elevou a fantasia a um
patamar que nunca poderia ter sido sonhado pelos seus antecessores. O êxito foi
tal que hoje esta é uma leitura obrigatória para qualquer fã do género e para
aqueles que ainda irão aprender a gostar deste tipo de literatura. A trilogia
junta faz parte da lista dos 10 Livros Mais Vendidos com mais de 150 milhões de
cópias vendidas, mais 30 milhões que Harry
Potter e a Pedra Filosofal.
Eu tinha 10 anos quando a adaptação cinematográfica de Peter
Jackson estreou e 12 ou 13, quando depois de ver o filme, a minha mãe me
ofereceu a trilogia completa no Natal. Na altura não passei da parte do Tom
Bombadil e os livros aguardaram, tal como o Anel Um, por uma altura mais
propícia que veio a surgir agora.
Pior que admitir que estive estes anos todos para ler a
trilogia, é admitir que tinha medo de não gostar, que a sensação da primeira
leitura não se tivesse desvanecido mas todos os medos foram expulsos quando
voltei a pegar na Irmandade do Anel e
reparei que estava à horas a ler e à muito tinha passado aquela parte fatídica
e que estava a absorver cada linha com um prazer inebriante.
Eu sou uma fã de mundos complexos, com lendas próprias, genealogias
completas, todas essas coisas aborrecidas, e Tolkien leva esse meu favoritismo
ao extremo num mundo construído de raíz pela imaginação e conhecimento de um
único homem, que dá ao meu género literário preferido toda uma beleza e
complexidade que mais nenhum autor terá dado. Cada linha da Irmandade do Anel, cada canção e
descrição, cada conversa, cada lenda ou história sobreposta é um regalo para os
olhos de uma aluna de História que nunca deixará de amar a fantasia épica. Este
livro é muito mais do que parece à primeira vista, não se destinava a ser uma
grande obra mas uma história familiar de um pai para os seus filhos e, é por
isso mesmo, que teve o sucesso que teve.
Tolkien é um contador de histórias que gosta de tomar o seu
tempo e adicionar informações aqui e ali de tal forma gosta de encantar e de
contar, que por mais que a narrativa possa parecer perdida, ela flui através de
uma escrita soberba e magnífica que agarra o leitor e não o larga mais até ele
puder saber mais e mais e mais e não ser o suficiente. As suas influências,
vindas do imaginário vivo, tenham sido quais foram, levaram-no a criar uma
dicotomia entre o Bem e o Mal complexa, clara e directa mas com todos os seus
subterfúgios.
As descrições belíssimas, as aventuras maravilhosas que os
nossos hobbits e companheiros vivem aguçam a criança que existe dentro de cada
adulto, respeitando a maturidade conseguida pela idade pois ao ler este livro,
a nossa mente perde-se e tudo o que queremos é fazer parte deste mundo. O Bem e
o Mal estão de tal forma presentes que cada cenário ou momento nos transmite a
energia própria de cada um. Podemos sentir medo, paz, raiva e desespero, uma
alegria profunda. Cada coisa tem o seu lugar e cada lenda tem uma razão de ser.
Depois de ter visto os filmes já tinha algumas personagens
preferidas que só confirmaram com a leitura do livro, uma vez que no filme elas
não têm a complexidade, o brilho ou a vida que transmitem através das páginas. Cada
personagem tem uma demanda, um destino, cada uma delas tem uma história e os
seus segredos, uma razão de existir. Podemos atribuir qualidades específicas a
cada uma delas mas desengane-se quem acha que tudo está “preto no branco”. À primeira
vista não se pode conhecer a maior parte deles e só com o decorrer da aventura
se poderá descobrir quem realmente são e o que os espera.
Dei por mim a esquecer os filmes e a ler o livro como se
nunca tivesse sabido o que era O Senhor
dos Anéis, pela primeira vez, vi, senti e descobri o que realmente esta
história e sei que nunca mais olharei para os filmes da mesma forma. Encantamento,
maravilhamento é aquilo que senti com cada palavra lida até terminar com
satisfação e necessidade de mais.
Leiam esta trilogia, releiam-na quando nada mais vos
satisfazer. Apreciem-na, apaixonem-se e vivam na Terra Média pois nunca mais
irão encontrar algo como isto.
7*

Deixaste-me com vontade de ler outra vez os livros :)
ResponderEliminarEsse é o melhor elogio que me podiam ter feito, obrigada =)
ResponderEliminar*sigh* Vais ler os seguintes já a seguir? :D
ResponderEliminarCuriosamente, nunca mais peguei nos livros, acho que tenho um bocadinho de receio de perder a magia da leitura. :/
Já a seguir não, quero aproveitar bem a magia do Tolkien, devagar....até pegar nos livros lool Quero estar cheia de vontade quando pegar no segundo *.*
ResponderEliminarÉ compreensível que te sintas assim mas se calhar é o que anda a faltar, reler um livro preferido ;)
Ois espero que esteja tudo bem por estes lados, ai este corvo que é mesmo um desaparecido lol.
ResponderEliminarBem devo confessar que não gosto da escrita do Tolkien (massuda) e gosto muito mais dos filmes.
Mas também confesso que li os livros à imenso tempo e talvez agora a leitura seria diferente.
Também fiquei com vontade de reler Tolkien o problema é que temos tanta coisa para ler e ainda por cima ando na ideia que comprar o Hobbit, esse sim penso que tenha uma escrita muito mais acessível.
BJS
Olá corvo desaparecido! Ainda não foste de férias pa?=D
ResponderEliminarEu tinha de tentar novamente o Tolkien senão a minha consciência não me deixava em paz e hoje também tenho outra maturidade e consigo apreciar melhor a escrita do senhor (aleluia!)
Não me fales em coisas para ler se faz favor!! Tenho uma pilha gigantesca -.-' Também me parece que seja e se calhar te puxe mais para leres o resto ;)
beijinhos