Título Original: Sense and Sensibility
Autor: Jane Austen
Editora: Europa-América
Número de Páginas: 292
Sinopse
Sensibilidade e Bom Senso,
o primeiro livro de Jane Austen, publicado em 1811, conta a alegre e
satírica história de duas irmãs. A instintiva e apaixonada Marianne e a
sensata e mundana Elinor.
Embora o coração impaciente de Marianne a deixe vulnerável aos males de amor, as qualidades opostas de Elinor também não a protegem dos problemas emocionais.
Sensibilidade e Bom Senso - um retrato psicológico e social da pequena-burguesia do século XVIII.
Embora o coração impaciente de Marianne a deixe vulnerável aos males de amor, as qualidades opostas de Elinor também não a protegem dos problemas emocionais.
Sensibilidade e Bom Senso - um retrato psicológico e social da pequena-burguesia do século XVIII.
Opinião
Sensibilidade e Bom
Senso foi a primeira obra de Jane Austen a ser publicada, em 1811, tendo
sido escrita entre 1795 e 1799, a segunda obra a ser vendida e a terceira a ir
parar as mãos de um editor. Início de uma carreira brilhante que sobreviveu à
morte de Jane em 1817 e perdura até aos nossos dias, Sensibilidade e Bom Senso ocupa um dos lugares de preferência dos “austinianos”,
tendo mesmo sido adaptada para série duas vezes pela BBC em 1981 e em 2008,
para filme em 1995 com as estrelas Emma Thompson, Hugh Grant, Kate Winslet e
Alan Rickman e até teve direito a uma produção indiana.
Este é um daqueles livros que eu já devia ter lido há muito
tempo, não fosse eu uma fã de Austen, mesmo que principiante mas pronto
consegui finalmente lá chegar e a este ritmo pode ser que tenha os livros mais
sonantes dela lidos até ao final do ano, o que me faz muito feliz. Este era o
de alta prioridade, visto ser com os meus dois preferidos, considerado um dos
melhores da Jane, portanto um que eu esperava a partida gostar muito.
Este livro começa por ser diferente ao falar-nos de duas
irmãs que são o oposto uma da outra e, por isso, enfrentam os seus problemas de
formas contrárias sem deixarem que a sua relação seja afectada por isso. Tanto Elinor
como Marianne são adoráveis à sua maneira e, cada uma delas, reflectem duas
formas de estar na sociedade em que estão inseridas, mesmo quando confrontadas
com situações românticas quase idênticas.
É fácil para o leitor se identificar com uma ou com a outra,
já que Elinor é a racional e sensata e Marianne a impulsiva e apaixonada. Ambas
simbolizam, no entanto, a mulher do século XIX que se começa a instruir, que lê
e vive para além dos mexericos, do casamento e dos filhos. Tendo as irmãs
Dashwood sido inspiradas em Jane e na sua irmã Cassandra, a autora
apresenta-nos um livro mais pessoal, em que se identificava com muitas das situações,
e era, também uma forma de homenagear a sua irmã mais chegada. Por isso mesmo,
este livro dá aos fãs de Jane uma abertura para a vida da autora que mais
nenhum dá. Mais do que isso, será possivelmente o que mais se coaduna com a
opinião pessoal de Jane acerca dos seus contemporâneos.
Retrato de uma sociedade burguesa em crescimento, Sensibilidade e Bom Senso está cheio de
críticas e pequenos sarcasmos, apresentando os vícios e falhas de um meio
voltado para o dinheiro e para a posição social, onde os erros são escondidos
por trás de mexericos e uma amabilidade fria. Nenhuma personagem escapa ao
escrutínio da autora, tirando as duas irmãs, vistas como as únicas que não
colaboram com a mesquinhice e o pobre senso-comum de todas as outras
personagens.
O casamento acaba por ser o principal tema deste livro, estando
todas as personagens condicionadas por ele. Pode-se mesmo considerar que o
feminismo de Jane está patente em cada consideração que faz sobre a situação matrimonial
das personagens, em que a autora acusa os erros do casamento, sendo que cada um
dos casais um exemplo do que este não deve ser mas que era a regra nos
casamentos da época. A autora ataca aqueles que casam por dinheiro ou por uma posição
elevada apresentando-lhes as diversas formas do ridículo a que podiam chegar e
Elinor e Marianne são o exemplo do que as jovens deviam ser e procurar.
Conservadora ou feminista, Jane Austen era uma romântica mas
neste livro não ultrapassa as linhas entre o decoro e posição. O casamento de
Marianne é um exemplo em como a autora não acreditava em romances impulsivos
com jovens que pouco pensavam e a relação de Elinor de que a calma e a
prudência dão sempre frutos, daí os fins das duas irmãs estarem de acordo com
as suas personalidades.
Sobre amor e fraternidade, sobre como os laços de união se
devem construir, em que o casamento é uma alta instituição que deve ser
respeitada mas levada a cabo por quem realmente o sente, este é um livro
encantador, que sublinha o talento de Austen enquanto romancista.
Um dos melhores livros de Jane, pode ser o livro perfeito
para os estreantes e irá proporcionar-lhes um retrato único sobre uma sociedade
em mudança, onde as aparências eram tudo.
6*

Este foi o primeiro livro que li da Jane Austen, acho que tinha uns 16 anos na altura, e apaixonei-me pela escritora. Ela é sem dúvida a minha escritora preferida entre os clássicos e nada me encanta mais do que "Orgulho e Preconceito" :) ..."Persuasão" tem também o seu encanto :) ...mas em "Northanger Abbey" encontrei a heroína de Austen mais parecida comigo, Catherine que lê demasiados livros e mete-se em sarilhos :)
ResponderEliminarEu gosto tanto do "Orgulho e Preconceito" *.* Tanto, tanto, tanto!!! E do "Persuasão" também =p
ResponderEliminarEsse é um dos que me que falta ler mas espero não demorar muito =)
De uma maneira geral este livro não está entre os preferidos dos fãs de Jane Austen :)
ResponderEliminarNão sei se conheces mas existe um blogue dedicado a Jane Austen, o único em Portugal dedicado a esta escritora: http://janeaustenpt.blogs.sapo.pt/
Se quiseres espreitar e ir sabendo as novidades, eu faço parte da equipa e tentamos ir divulgando o que vai acontecendo no mundo de Austen :)
A sério?? Eu pensava que era dos preferidos =s Mas obrigada pela correcção Madrigal!=)
ResponderEliminarConheço sim!!=D Já sou seguidora a algum tempo e até participei na votação do "Vamos Editar os Clássicos" =)
bem, aquele que toda a gente prefere é sem dúvida o Orgulho e Preconceito, mas há gostos para tudo, há quem tenha como preferido o Mansfield Park :)
ResponderEliminarNo caso de Sensibilidade e Bom Senso há quem não simpatize particularmente com a Marianne e daí surge uma certa antipatia pela obra, mas isto são ideias gerais, há gostos para tudo.
Pessoalmente posso-te dizer que os meus preferidos são Persuasão e Orgulho e Preconceito, mas o bad boy que me conquistou logo foi precisamente o Willoughby :) e mais recentemente o Henry Crawford do Mansfield Park.
Por acaso os meus preferidos também são o Persuasão e o Orgulho e Preconceito =p
ResponderEliminarEu acho que gostei do livro exactamente por causa da Marianne e fiquei um bocado triste de ela não ficar com o Willoughby, mas pronto é a vida! Mas a personagem dele é fantástica *.* já a do coronel, bahh!
Eu li o Mansfield Park a pouco tempo e gostei muito mas a Fanny e o Edward não me convenceram, gostei mais da história do que deles. Já o Henry, adorei a reviravolta nele, foi o ponto alto =D