Título Original: Divergent (#1 Divergent)
Autor: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 352
Sinopse
Na Chicago distópica de
Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma
delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a
sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais
(a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os
jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o
resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua
família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos,
inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.
Opinião
Depois do sucesso da trilogia Os Jogos da Fome, as distopias chegaram para marcar um lugar sólido
nas estantes de vários leitores. Divergente
é o herdeiro mais directo desta nova vaga e a sua publicação foi um
sucesso. Saído da mente de uma jovem estudante de Escrita Criativa, é já um
sucesso nos mais de 15 países onde foi publicado e hoje Veronica é escritora a
tempo inteiro estando neste momento a preparar o terceiro volume da série que
saíra no Outono de 2013.
Nascida em Chicago, cidade onde se desenrola a acção de Divergente, Veronica viu o seu primeiro
livro receber os prémios Katherine Tegen Books de 2011, o Favorite Book of 2011
e Best Young Adult Fantasy&Science Fiction 2011 do Goodreads, entre outros,
tendo o livro recebido opiniões entusiasmantes da parte dos seus leitores.
Este livro estava na lista dos que eu quero muito comprar devido
as comparações entre este livro e a trilogia Os Jogos da Fome que adorei mas acabei por o ler através do Clube
Blog-Ring uma vez que a oportunidade surgiu. Também em mim este género de livro
tem suscitado uma grande atenção, muito devido a forma como estas recentes
autoras têm apresentando as suas distopias.
Divergente toca de
uma forma muito parecida aos livros de Suzanne Collins, emergindo sobre os
mesmos temas da falta de liberdade, controlo dos órgãos de poder, divisão
acentuada de classes e a soberania da lei do mais forte. Ao escolher também uma
rapariga que marca pela mesma personalidade rebelde e lutadora de Katniss,
Veronica podia estar a chegar perto da cópia mas as semelhanças terminam aqui. A
sociedade desta Chicago do futuro está dividida de uma forma mais linear, que
prende o cidadão a uma única qualidade ou característica, criando não uma
sociedade mas quatro que convivem entre si, nem sempre da melhor forma.
O que a autora nos apresenta é a decadência dessa forma de
governo, os seus segredos e tiranias por trás de uma aparência não tão clara
como seria suposto, e apresenta-nos Tris como a evolução ou solução dessa
sociedade que apresenta em si um pouco de algumas facções, apresentando um
perigo para essa sociedade ideal onde o cidadão não pensa e deve cingir-se a
posição que cada facção guarda para si. Encontrámos portanto uma crítica a
sociedade, uma visão quase perfeita que falha pela ambição de alguns dos seus
membros e que poderá ser solucionada pela união das características de todas as
facções. Divergente é, então, um
grito pela individualidade própria, pelas decisões pessoais e uma amostra de
que não se pode considerar o ser humano igual e que todas as diferenças são
necessárias à sobrevivência e entendimento.
Transmitir algo tão forte num livro juvenil é arriscado e
pode tal mensagem passar despercebida pelas crises e amores de uma jovem de 16
anos que, por mais forte que seja, também detém o direito aos seus medos de
miúda e, daí, talvez não. A perda da juventude, das brincadeiras e graçolas
pode afectar gerações como mais nada o pode fazer e, apesar da jovem vida de
Tris, este é um alerta que em determinadas conjunturas a idade pode pouco importar.
Este livro acaba por carregar em sim uma mensagem política e social mais forte
do que aparenta a primeira vista.
Apesar de tudo isto poder ser absorvido neste livro, a
autora dedicou-se em demasia ao romance da história e podia ter passado mais
deixando a protagonista longe de tais condicionantes ou podia ter transmitido
esse romance de uma forma mais chegada à maneira como nos apresenta Tris,
acabando esta por ter falhas e disparidades na personalidade, que de alguma
forma incoerente, consegue mesmo assim tornar o leitor seu companheiro e faz
com que este a aceite melhor. As restantes personagens são mistérios que
prometem ser desvendados e que passarão da clareza à profundidade, se a autora
conseguir manter o ritmo da história, podendo tudo alterar-se no segundo
volume.
De resto, é uma narrativa bem construída, uma leitura viciante
que absorve o leitor e o deixa a desejar por mais. A escrita de Veronica é
directa, crua, sem grandes malabarismos mas com um sentido de “preto no branco”,
absorvendo através das emoções mais elementares aqueles que pegam no seu livro.
Consegue, ainda, distanciar-se da trilogia de Collins e criar algo próprio que
fará muitos dos seus leitores pensarem um pouco para lá da história
entrelinhas.
Uma leitura revigorante que nos faz desejar que toda a YA
fosse mais assim e, sem dúvida, um calmante para os fãs de Jogos da Fome que ansiavam por algo do género. Espero que o segundo
volume seja muito melhor.
4* Opinião Clube BlogRing seguindo a classificação do Goodreads

Olá!
ResponderEliminarAdorei sua resenha,aqui no Brasil esse livro está sendo lançado esse mês e já garanti o meu.Depois da sua resenha,tenho certeza que acertei na compra!
Beijos!!
Eu gostei muito. ^^
ResponderEliminarSim, também gostei do livro. É um bom YA sem dúvida :) digno da comparação que fazes com Jogos da Fome.
ResponderEliminarEu gostei bastante deste livro e até o li antes de ler Os Jogos da Fome, apesar de ter gostado mais deste último.
ResponderEliminarObrigada a todas pelos comentários =)
ResponderEliminarSão livros com a mesma essência mas diferentes e por isso não temos a sensação de estar a ler o mesmo. Apesar que eu continuo a preferir os "Jogos da Fome" ;)