sábado, 29 de setembro de 2012

Quem Faz Anos Hoje?

Sim, esta rubrica ainda existe! Depois de meses seguidos sem conseguir acertar com as datas, eis que hoje regresso com um aniversário muito especial: faz hoje 202 anos que um dos maiores nomes do romance vitoriano e feminino nasceu.

 Parabéns a...

Elizabeth Gaskell


Biografia
A escritora de North and South, cujo nome de solteira era Stevenson, nasceu neste dia no ano de 1810, tendo sida a oitava e última filha, uma dos dois filhos sobreviventes. Com a morte da mãe, treze meses depois do seu nascimento, Elizabeth foi entregue a sua tia, Hannah Lumb, com quem viveu até se casar. 
Entre a residência da tia e dos avós, Elizabeth passava anos sem contacto com o pai e a sua nova família, uma vez que se casou em segundas núpcias e teve mais dois filhos. Apenas o seu irmão, John, visitava-a até integrar a Marinha Marcante, tendo desaparecido em 1827 numa expedição à Índia.
Numa visita a Manchester, onde o irmão da madrasta, William John Thomson, pintou o seu famoso retrato de 1832, conheceu o seu futuro marido, William Gaskell, ministro da Cross Street Chapel e também escritor.
Elizabeth foi então viver para a Manchester, tendo sido mãe de 5 crianças, Marianne, Margaret, Florence,  Julia e William, tendo sido a morte deste último em 1845 que levou Elizabeth a escrever. 
Com a publicação do primeiro romance Mary Barton (1848) mudaram-se para Plymouth Groove (1850), onde receberam várias vistias distintas entre as quais Charles Dickens, que ajudou a elaborar contos de fantasmas num estilo mais gótico, e a amiga intíma de Elizabeth, Charlotte Brönte, da qual escreveu a primeira biografia.
A autora viria a morrer na casa onde escreveu todos os seus romances, aos 55 anos em 1865. Os seus romances tornaram-se um marco da literatura vitoriana, tendo escrito acerca dos estratos sociais mais pobres e do papel das mulheres na sociedade.


Bibliografia
1848 Mary Barton
1851/3 Cranford
1853 Ruth
1854/5 North and South
1863 Sylvia´s Lovers
1865 Wives and Daughters

Escreveu mais 9 novelas, 9 contos, dois deles com co-autoria de Charles Dickens, e a biografia de Charlotte Brönte, The Life of Charlotte Brönte (1857)


Eu e as suas obras
Infelizmente, Elizabeth Gaskell faz parte daquelas autoras que deviam mas não foram traduzidas para a nossa língua (se foi nunca encontrei uma edição). Mas como o desejo de ler a sua obra é gigantesco, comprei recentemente North and South, em inglês na edição da Harper Collins Classics, uma vez que estou a juntar o maior número de clássicos possíveis. Espero vir brevemente a ler esta obra, para puder ver então a série da BBC.  

5 comentários:

  1. Adorei :D
    Estas curiosidades sobre os autores são sempre giras de ler :)

    Contos em co-autoria com Charles Dickens? Não estava à espera dessa :P

    Quanto à série da BBC, fazes muito bem em ver, é linda. Tanto a realização, os cenários, como os actores estão maravilhosos :)

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  2. Obrigada Liliana!=D

    Eu nem sabia que ela era amiga da Charlotte, quanto mais que tinha escrito com o Dickens lool

    Eu vi um bocadinho *.* Adoro séries desse género =)

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  3. Tanto quanto sei Cranford tem edição portuguesa, podes ver os detalhes aqui: http://janeaustenpt.blogs.sapo.pt/331306.html

    mas é uma edição antiga, já só consegues encontrar em alfarrabistas e tens de ter alguma sorte.

    Para mim é uma pena que as editoras não apostem nos clássicos. É algo que me faz alguma confusão porque os escaparates estão cheios de livros que se passam noutras épocas e se continuamente os editam é porque vendem. Eu sei que possivelmente são mais apelativos ou fáceis de ler do que um clássico, mas tb a linguagem num clássico muitas vezes não é nada de transcendente.

    O mesmo se passa com séries de época se Downton Abbey tem tanto sucesso de certeza que outras tb teriam, mas lá está só trazem o que é conhecido.

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  4. Obrigada Madrigal!=D

    Eu continuo sem perceber porque é que quando se editam clássicos ou se fazem colecções são sempre os mesmos a aparecerem...em vez de termos não sei quantas versões do mesmo (eu tenho é verdade) podíamos ter outros, pois há tantos que nunca foram publicados ou que as edições são muito antigas e raras!
    Se calhar, lia-se e comprava-se mais clássicos se houvesse mais escolha.

    Concordo contigo, a linguagem de um clássico muitas vezes não é nada de outro mundo, muito pelo contrário...

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    Respostas
    1. Exacto, o ano passado com mais uma adaptação de Jane Eyre ao cinema, várias editoras publicaram o livro, foi a Presença, a Relógio de Agua e a Book.it, bem que podiam diversificar. Como se costuma dizer uns com tanto e outros com tão pouco!! :)

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