Autor: Amanda Hocking
Editora: Edições ASA
Número de Páginas: 272
Sinopse
Aos seis anos Wendy escapa à morte quase por milagre - e quem a tenta matar é a própria mãe, acha que a filha não é sua, mas sim uma intrusa, trocada à nascença no hospital. Onze anos mais tarde, a estranha adolescente, de cabelos negros, começa a suspeitar de que a mãe, se calhar, até tinha razão. Na nova escola, mais uma entre tantas, ela sente-se posta à parte por todos. Menos por Finn Holmes, um rapaz silencioso e sombrio que se limita a olhá-la fixamente - e lhe desperta sentimentos contraditórios, um medo enorme, e uma irresistível atração. Finn é um Achador, que a procura há anos. E agora que a encontrou, quer levá-la para casa, para o reino dos Trylle, onde Wendy vai descobrir o que sempre suspeitou - ela é mesmo diferente, e tem poderes mentais muito mais poderosos do alguma vez imaginara. Primeira romance da Saga Trylle, Trocada é um fenómeno editorial sem precedentes. A autora foi rejeitada por dezenas de editores. Até que um dia decidiu publicar os seus livros sozinha, e vendê-los em sites, para pagar uma viagem a Chicago. O sucesso foi imediato, vendeu mais de dois milhões de exemplares. "Os seus livros provocaram um frenesim que já não se sentia desde Stephenie Meyer ou até mesmo J.K. Rowling." >The New York Times.
Opinião
Amanda Hocking terminou o seu primeiro romance aos 17 anos e
contactou mais de 50 editoras mas nenhuma quis comprar os seus romances, e a
jovem decidiu vendê-los online em formato digital, tendo-se tornado a primeira
autora bestseller do Kindle que não
tinha qualquer contracto com uma editora. O sucesso foi tal que a jovem
escritora começou a receber propostas milionárias pelos seus livros, recebendo
dois milhões de dólares pelos dois volumes da trilogia Trylle, cujos direitos
também já foram vendidos para o cinema.
A história de trolls de Amanda já esteve no New York Times
Bestseller e a autora já tem 13 livros publicados estando o segundo da série
Watersong pronto a ser publicado e com data já definida. Por cá, o segundo
volume de Trylle saiu este mês com o
título Dividida.
Este livro foi um daqueles casos não muito comuns em que eu
me apaixonei literalmente pela capa e, sim, eu comprei-o por causa dela, não
pela sinopse que sendo parecida com tantas outras mas por esta capa simplesmente
maravilhosa. A segunda razão foi que não havia vampiros, anjos ou lobisomens
mas trolls, que quando aparecem são uns tipos muito maus, broncos e feios,
excepto neste livro, onde são trylle, perfeitos, lindos e com poderes
especiais. A terceira e última razão foi porque li algures que o livro fazia
lembrar o Diário da Princesa da Meg
Cabot, livros que li na minha adolescência.
Quando comecei esta leitura, queria mesmo muito gostar do
livro e, no início, ainda acreditei que fosse possível mas rapidamente deu para
perceber que por muito grande fosse a minha vontade, ele não iria fazer parte
dos livros que adoro. O começo é tal como tantos outros livros do género mas
sendo a premissa tão promissora, estava disposta a deixar passar o início
repetitivo e estava desejosa de chegar a parte em que conhecia os trylle
propriamente ditos, o que sendo um livro pequeno, chegou rapidamente mas não
chegou para eu gostar do livro.
Trocada tem uma
escrita fácil, básica e que entretém, isso não há dúvidas, não há cá
malabarismos e invenções, permitindo uma leitura rápida com uma catapulta de
acontecimentos que não deixam pousar o livro mas a história em si, não é
suficientemente boa e as expectativas criadas à volta do livro podem levar a
que não exista uma satisfação latente com a leitura e isso começa com o tema. Quando
imagino trolls, imagino os dos contos de fadas e das lendas, ligados a natureza,
feios, brutos, egoístas e os trylle não são nada disso mas pessoas bonitas com
poderes especiais ligados a natureza, ou nem por isso, não sendo
suficientemente brutais mas demasiado doces e delicados para o que se poderia
esperar. Por isso mesmo, não consigo associar as acções ou as personagens a
esse povo do folclore, mais parecem bruxas e feiticeiros que outra coisa e tudo
o que aparece relacionado com os trolls como a troca de crianças a nascença,
não parece plausível na explicação dada mas antes um acto de vigaristas e a
falta de justificação para este tipo de actos acaba por afastar o leitor e o
resultado é a falha na parte original da história que afinal não é.
A narrativa em si, por exemplo, apesar de ser até fluída nos
acontecimentos e diálogos tem um problema que conseguiu tornar a leitura
cansativa e dar-me cabo dos nervos, que é a repetição excessiva de expressões. Em
mais de metade do livro se refere ao facto da Wendy ser uma princesa, que mais
tarde se vai explicar o que determinada coisa quer dizer ou que a Wendy não fez
nada de mal e mais umas quantas coisas, o que conseguiu tirar-me do sério
porque uma dessas expressões provoca no leitor o mesmo desconhecimento que o da
personagem principal em relação à sociedade dos trylle, as suas normas e
regras, que suspeito seriam a melhor parte do livro se tivessem existido. O que
aprendemos dos trylle é que eles são como as pessoas que vivem nos Hamptons,
por exemplo, e mais nada, o que leva a pergunta do “Afinal o livro é sobre o
quê?”.
Isto leva-nos as personagens, sem as quais não há história
ou verdadeiro prazer na leitura e, espantem-se, houve algumas de que eu
consegui gostar como a verdadeira mãe da Wendy que se aproxima em personalidade
daquilo que eu imagino dos trolls e que achei a melhor personagem do livro,
gostei do irmão mais velho muito protector e do Rhys que tem imensa piada, para
além de ser um querido. As restantes, para além do casalinho, tenho só a referir
a miúda convencida que me fez lembrar as gémeas da Casa da Noite da P. C. Cast e que de cada vez que aparecia me fazia
pensarem “Socorro!” porque de resto, as outras passaram-me um bocado ao lado.
O casalinho, bem, não é nada de impressionante. Ele é
perfeito, perfeito, perfeito e enjoativo e ela devia ser um perigo mas mete-se
em situações que não lembram a ninguém apesar de até se notar uma personalidade
que pode vir a ser mais forte, veremos. Acho que o meu azar com eles foi aquele
amor supersónico e mal estruturado porque até havia uma esperança para ter
corrido melhor já que este livro deve ser dos poucos em que o casal tem uma
cena mais ousada e que foi, admito, o meu ponto alto do livro e me fez pensar
que a autora pode ter feito melhor que isto.
Para romance de estreia, não se pode dizer que Amanda
Hocking é má escritora, aliás, não ponho de parte ler outros livros dela mas
esta trilogia para mim está arrumada pois não fiquei curiosa de saber mais e tinha
demasiadas expectativas que não se cumpriram.
3*

eu não sou leitora do género fantástico, fantasia, sobrenatural, nem sei qual é o termo mais correcto. Contudo, pelas criticas que vou lendo ou sinopses que às vezes espreito tenho a sensação que as ideias se vão repetindo ou seja o género foi tão explorado nos últimos tempos que ninguém consegue criar algo novo ou pelo menos minimamente apelativo.
ResponderEliminarEu sou leitora assídua do género e há fantasia e fantasia, sobrenatural e sobrenatural como em todos os géneros e a verdade é que tendo a ser cada vez mais selectiva, mesmo que por vezes falhe, pois os temas e histórias são tão repetidos que acabam por não nos trazer nada de novo, muitos acabam por se tornar bastante banais
ResponderEliminarBem… parece que anda toda a gente a falar desta série e eu não me consigo decidir se leio ou se não leio…
ResponderEliminarO problema é que embora muitos dizem que gostam, eu vejo poucos "apaixonados"...
Oh querida eu não achei nada de impressionante =(
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