sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

From Pages to a Movie *Anna Karenina*


Depois de cinco longos meses de espera, uma leitura absolutamente soberba e quase a dar-me um colapso, treco, o que lhe quiserem chamar, eis que finalmente Anna Karenina fez a sua estreia nas salas de cinema.
Há uma semana que já tinha tudo combinado para ver o filme no dia de estreia, a sessão estava escolhida desde que saíram os horários e ontem passei todo o dia numa ansiedade crescente que só se acalmou quando a sala escureceu. Quando isso aconteceu, a dor nos pés, a dor no ombro, o cansaço, tudo desapareceu num instante e os meus olhos só se desviaram da tela no intervalo para me assegurar que o bestie estava a gostar do filme e não me ia matar por depois de um dia intenso de faculdade o ter arrastado para ali. A sorte é que ele estava a gostar mas, de certeza, eu devia extrapolar felicidade por todos os poros.

O filme não começou como estava a espera, mas a originalidade da criação de Wright arrebatou-me na questão de segundos em que percebi que não ia ser um filme como os outros. A sequência das imagens, a música russa de fundo tão absolutamente maravilhosa, o facto de terem sido seleccionadas as minhas cenas preferidas do livro, o guarda-roupa tão belo, aqueles cenários que me fizeram os olhos brilhar, poderiam me ter provocado mais um colapso se não estivesse tão feliz pregada a cadeira e atenta ao ecrã.
Em cada cena, o realizador conseguiu extrapolar a beleza e a profundidade dos sentimentos das personagens de Tolstoi, da forma como ele via a sua sociedade, das ironias que ele colocou a vista no seu livro...nada do espírito e da emoção de Anna Karenina foi esquecido. O elenco de luxo surpreendeu-me por ser exactamente aquilo que eu esperaria das personagens, e apesar de ter sido a única coisa que não foi uma surpresa, foi sem dúvida um dos pontos altos do filme pela fidelidade ao livro. Keira, mais uma vez, é assombrosa e estou a fazer figas para que seja desta que venha o Óscar (espero muitas nomeações para além desta já agora), Johnson foi uma revelação surpreendente e cada vez mais gosto do desgramado do Matthew Macfadyen, cada papel representado por ele é algo bem feito, muito bem feito. Apesar de não ser fã do Law ele surpreendeu-me pela positiva e foi extremamente fiel à personagem. Quanto ao resto do elenco, a minha Michelle aparece pouco mas bem como sempre e não foi a única representante de Downtown  Abbey no filme! O mais conhecido por vós como Bill Weasley, merece vénia, ovação e uma salva de palmas daquelas até ficarmos com as mãos dormentes, foi tão bom, tão bom que eu até lhe perdoei ter casado com a tonta da Fleur. Não conhecia a Alicia mas ficou de parabéns pela sua Kitty mais que convincente. 
O engraçado é que houve uma actriz que eu conhecia mas não sabia de onde e andei a puxar pela cabeça e não é que a Dolly é o Peter Pan no À Procura da Terra do Nunca?? Ah e a Helena Ravenclaw! Mistério resolvido.


Depois de todas as emoções, dores no coração e duas horas e qualquer coisa, eu lá saí da sala do cinema tão feliz que só me apetecia voltar para trás e ver tudo outra vez. 

Para quem estiver curioso não só como o filme, deixo-vos a minha opinião do livro para vos tentar mais um bocadinho

Anna Karénina

6 comentários:

  1. Eá, conseguiste aguçar-me a curiosidade acerca deste livro e filme! Agora vou querer ler! E ver, claro! Isso não se faz! xD
    Beijinho

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    1. Ainda bem que consegui!=D é um livro soberbo, uma verdadeira história épica de amor como eles anunciam.
      beijinhos

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  2. Uau, gostaste mesmo. :D O Joe Wright tem mão para as adaptações de época, adoro, adoro o OeP, portanto hei de ver este, mesmo que ainda não tenha lido o livro... pelo menos espero que seja uma adaptação amiga de quem não leu. :)

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    1. Adorei p7, cada bocadinho delicioso do raio do filme!*.* Vê, vê! O Joe tem mesmo jeito para este tipo de filmes e atrevo-me a dizer que é o melhor dele até agora =D
      É sim, podes ver descansada porque ele pega nas partes importantes do livro, por isso tu entendes o sentido e a mensagem sem as partes mais chatas ou filosóficas do Tolstoi

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  3. Ai, Homónima, até fiquei com o coração apertadinho! *.* Ainda bem que gostaste porque as minhas expectativas para este filme estão em alta... e como já vi alguns comentários menos favoráveis no facebook, fiquei um pouco atordoada.

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    1. Acho que as pessoas estranharam a maneira como o filme foi construído mas como estudante de cinema, cheira-me que vais gostar da forma como ele o fez, é uma obra-prima e foge das outras adaptações pela originalidade =)
      Fiquei rendida ao brilhantismo do filme!

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