sábado, 30 de junho de 2012

Aquisições *JUNHO*

Este mês passou sem dar conta. Entre exames e o anseio de conhecer as notas, estudar e fazer trabalhos até as tantas, os livros foram chegando a estante, mesmo que tenha sido o mês em que li menos em comparação com os anteriores.

Agora de férias, posso voltar ao antigo ritmo e ver o monte de livros por ler a diminuir, ou talvez não. Aqui ficam as novidades da estante cá de casa:


Compras


Trocada Amanda Hocking
A Jornada do Assassino Robin Hobb
No Tempo das Fogueiras Jeanne Kalogridis
 

O Filho do Dragão Sandra Carvalho
Sangue-do-Coração Juliet Marillier
 

O Segredo de Sophia


Trocas


Leonor da Aquitânia Mireille Calmel
Comer,orar e amar Elizabeth Gilbert
 

A Condessa Rebecca Johns
Emma Jane Austen
Chocolate Joanne Harris
 

Rubi, o amor atravessa todos os tempos Kerstin Gier

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Picture Puzzle #18


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues:

Puzzle #1

Pistas:titulo em português; romance; 3º livro publicado da/o autor/a




Puzzle #2

 Pistas:título em português;romance; autora bestseller


terça-feira, 26 de junho de 2012

Opinião - O Filho do Dragão

Título Original: O Filho do Dragão (#7 A Saga das Pedras Mágicas)
Autor: Sandra Carvalho
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 468

Sinopse
 Após a cruenta batalha que reduziu a Ilha dos Sonhos a cinzas, Kelda, filha do Rei da Lua e da Rainha do Sol, assume-se como Sacerdotisa dos Penhascos, a fim de salvar o seu povo do ferro e do fogo dos inimigos. Durante a longa viagem que a levará à Terra das Montanhas de Areia, a jovem guerreira, eleita decisora pela Pedra do Tempo, interroga-se se irá encontrar Halvard, o seu irmão gémeo, marcado pelo destino para concretizar a profecia do Filho do Dragão. Kelda acalenta a esperança de que ainda será possível desviá-lo do trilho da perdição. Contudo, antes terá de combater Deimos, o rei do Povo do Fogo, assim como Sigarr, o terrível feiticeiro que raptou Halvard quando este era criança

Opinião
A Fantasia em Portugal tem ganho cada vez mais notoriedade através de jovens escritores e sagas que podem bem comparar-se a muitas das obras do género que têm proliferado pelo estrangeiro.
Entre esses autores, Sandra Carvalho ganhou um lugar especial na minha estante com a sua Saga das Pedras Mágicas, uma saga inicialmente composta por 7 livros mas que terá um oitavo volume. Com inspirações em Juliet Marillier e uma visão própria da mitologia viking e do cenário celta, a autora portuguesa tem colocado a sua marca no panorama nacional com esta saga para todas as idades e tem levado a imaginação dos seus leitores por aventuras incontornáveis através de gerações de uma família de poderes espantosos.
Quando li A Última Feiticeira, não sabia o que havia de esperar. Se o início me relembrou imediatamente uma das mentes brilhantes do género, Marillier, ao longo da sua leitura, a escritora marcou-me pela sua imaginação e pela forma como conduziu esta história sobre amor, amizade e laços de família. Foi com ansiedade que esperei e desesperei por este último volume que para mim demorou demasiado tempo a chegar-nos e, confesso, foi com algum desagrado que soube que não terminaria por aqui. Contudo, não consegui evitar pegar neste livro para uma leitura frenética e foi com prazer que revi algumas das minhas personagens preferidas.
Quem segue esta saga, tal como eu, não esperaria o rumo que este livro levou. Com um ritmo fluído e o estilo a que já nos habitou, a autora leva-nos numa viagem incansável por terras desconhecidas e pelo mais negro que esta história tem. Apesar das opiniões gerais, não acho que este livro tenha tido pouco desenvolvimento, pelo contrário, acho que este volume era necessário para esclarecer muitas das dúvidas que me têm assolado, mesmo desde o início da saga, e entre revelações bombásticas, decisões e momentos marcantes, a autora pisa um território que poucos autores se atrevem a pisar, explicar o porquê da malvadez dos vilões.
Foi com entusiasmo que observei as diferenças entre o bom e mau, e acho que foi um golpe de génio a autora ter querido dar-nos a outra face dos seus vilões, demonstrando que afinal as linhas na sua história não são tão lineares quanto parecem. Sendo eu uma fã do Sigarr, gostei de o ver noutro prisma e conhecer mais a fundo o que os aprendizes de Arte Obscura sentem pelo seu mestre, a sua dinâmica e relações. A personalidade de Halvard, aqui desvendada, foi um dos marcos deste livro pois estava com receio que a escritora destruísse a imagem que se criou dele e afinal fez aquilo que eu queria, transmitindo ele tudo o que os seus vilões juntos podiam transmitir.
Sendo um livro para se ler rapidamente, não tem momentos parados e concerne, para mim, alguns dos melhores momentos da saga, tendo dado oportunidade para demonstrar que Kelda é um aprimoramento das protagonistas da autora. A paixão inerente a todas as personagens da escritora é uma das coisas que me faz adorar esta saga e mais uma vez ela não me desiludiu. O crescimento e mudança nas personagens mais antigas, o descobrimento de novas personagens pautam este livro de uma carga emocional diferente da que o leitor estaria habituado mas mantendo a beleza de toda a história dos herdeiros de Aranwen.
Com um enredo mais negro e obscuro, agradou-me a forma como a autora construiu o “outro lado” da história mas para uma fã da saga, alguns destes momentos podiam ter sido mais aprofundados e outros evitados. A história de Kelda já é tragédia suficiente para ainda se lhe acrescentar todo o novo panorama que o livro apresenta. Se alguns momentos mereciam ser evoluídos de outra forma, se outros não me convenceram, é devido a uma sucessão de acontecimentos quanto a mim, evitáveis. Ao sair da zona estável, a escritora espalhou-se um bocado no desenvolvimento e algumas coisas não são coerentes o suficiente para passarem ao lado do leitor atento.
Outra coisa, há alguns detalhes que precisam de ser explicados urgentemente porque dá a sensação nalgumas partes que certos acessórios ou alucinações não fazem sentido nenhum para história e que podiam ter sido explicados. É bom poder imaginar o para quê mas no fundo o leitor quer uma resposta que o surpreenda rápido.
Mesmo assim, aguardo o último volume para me tirar algumas dúvidas e espero que a Sandra termine esta saga com chave de ouro pois tem protagonista e história para isso. Como leitora, não me senti tão satisfeita com este volume, como fã, estou ansiosa por mais e espero que não demore, por favor.

6*

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Picture Puzzle #17







Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover

Puzzle #1

Pistas:titulo em inglês; YA; steampunk



Puzzle #2

 Pistas:título em inglês



terça-feira, 19 de junho de 2012

Teaser Tuesday (28)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

 "Entretanto, Osbourne, louco de alegria dirigiu-se a uma mesa de jogo e começou a apostar freneticamente. Ganhou repetidas vezes."
p. 290, A Feira das Vaidades, William Thackeray


Rubrica original do blog Should Be Reading

domingo, 17 de junho de 2012

Perdida no Meio de Tantos Livros





Cada vez mais se tem falado da quantidade de livros que são publicados e da rapidez com que ALGUMAS editoras os publicam. Se por um lado, isto nos traz uma enorme variedade de leitura, por outro, já não é bem assim.

Várias têm sido as condicionantes apontadas para este excesso de oferta. Entre elas a mais imperativa são os preços que as editoras praticam. A verdade, é que os livros estão caros, muito caros, o que obriga o leitor a fazer uma selecção do que realmente quer no meio da infinidade que podemos encontrar numa livraria.

Outra, é que muitos desses livros têm temas iguais, são bastante parecidos pois a "moda" na literatura tem tido um peso cada vez maior. O livro vende, logo lança-se outro do mesmo género. Se isso ajuda aos indecisos e àqueles que não saem do mesmo género e gostam de se manter na chamada "zona de conforto", também limita os leitores com gostos mais variados e com um grau de exigência mais elevado, pois afinal, o que difere esses livros uns dos outros?

Depois temos as chamadas sagas, trilogias, tetralogias e outras tre qualquer coisa gia, que obrigam uma leitura contínua e têm sido o método de preferência de autores e editoras. Se sou fã de muitas delas, também tenho noção que me limitam a leitura, que a divisão de um título original em dois me faz gastar mais dinheiro e ler menos stand-alones, por exemplo. Mais uma vez, o leitor sente-se na obrigação para consigo próprio de ser selectivo pois para ler mais séries, se calhar vai ler menos tipos de livros, principalmente, porque muitas deles têm o modo da repetição entre si.

A maior oferta tem ainda outra consequência, e é que mais me tem preocupado de momento. Sempre que os lançamentos do mês são apresentados, há uns quantos que eu quero mas como o dinheiro não estica, poucos ou só um vêm para casa. Conforme os meses, anos vão passando, mais lançamentos, mais escolhas e um dia nunca mais nos lembrámos ou encontrámos aqueles outros livros que queríamos mesmo ler. Temos oferta mas estamos limitados e o que aconteceu a esses livros, que passados anos ainda estão na prateleira a nossa espera?

Já me aconteceu chegar a uma feira, por exemplo, e encontrar uns quantos desses livros que quero ler à anos, que já não são portanto novidades mas acabo por não os trazer para casa porque o tempo passou, há cada vez mais livros, mas os preços não descem, e lá estamos limitados outra vez. Outra situação que acontece é estarmos indecisos entre dois livros, comprámos um, lemos e depois não nos sentimos satisfeitos e não pudemos evitar pensar naquele outro livro que lá ficou e, se calhar, nos tinha enchido as medidas só que, este mês acabaram-se os gastos.

Mais livros mas estaremos nós leitores mais satisfeitos?




sábado, 16 de junho de 2012

Opinião - No Tempo das Fogueiras

Título Original: The Burning Times
Autor: Jeanne Kalogridis
Editora:Saída de Emergência
Número de Páginas: 463 (de bolso)

Sinopse
 Transportando o leitor para a França do séc. XIV, terra fértil em hereges - cátaros, gnósticos e templários -, Jeanne Kalogridis conta-nos a história de Sybille, uma rapariga com estranhos e inexplicáveis poderes.Como se não bastasse a Guerra dos Cem Anos e a terrível Peste Negra, a Inquisição acende dezenas de milhares de fogueiras para queimar hereges. E quando a avó de Sybille é torturada e queimada, só lhe resta fugir para um convento. Os seus dons de cura e premonição permitem-lhe subir na hierarquia da Igreja e na admiração do povo que a adora como uma santa. Mas, aos olhos do Papa, Sybille é uma ameaça e uma bruxa que tem de ser atirada ao fogo. Quando é presa, cabe ao jovem inquisidor Michel interrogá-la. Este agradece a Deus a sua sorte, pois sempre acreditou na santidade de Sybille e assim poderá salvá-la. Mas quando ela lhe conta a sua história, toda a fé do jovem ameaça ruir. Para piorar, de dia sofre pressões para a queimar, e de noite arde de desejo por ela. No Tempo das Fogueiras é um livro vitorioso, onde Kalogridis conseguiu criar uma heroína de proporções épicas e um leque de personagens maravilhosas.

Opinião
 Há momentos que marcaram para sempre a nossa imaginação e épocas que suscitam um tal maravilhamento que serão retratadas de todas as formas possíveis. A caça às bruxas e a Peste Negra são duas das razões para a Idade Média ser conhecida como a Idade das Trevas que estando recheada de pormenores e enredos, é uma inspiração para qualquer escritor que procure um palco denso e rico para um livro deste género, o que a torna uma das épocas históricas mais retratadas na literatura.
Jeanne Kalogridis retoma um dos temas habituais relacionados com este tempo, numa história entre santidade e bruxaria, num estilo próprio e de uma forma única que pode espantar os leitores assíduos do género e das suas obras. Autora de vários romances históricos como A Noiva Bórgia e de Star Trek pelo pseudónimo de J.M. Dillard, Kalogridis deixa o Renascimento para pisar o palco da “Dark Ages”.
Sendo um tema com a qual me identifico mas que não tenho lido com tanta regularidade, este é um livro que há muito me chama a atenção e que tenho procurado com afinco pois pareceu-me que sairia dos cânones impostos em vários livros com o mesmo tema. Com uma sinopse interessante, é um livro que facilmente chama a atenção aos leitores do romance histórico e que prometia pelas opiniões uma leitura interessante e assaz boa.
Primeiro, tenho de salientar a escrita concisa e detalhada da autora, tendo de confessar que não esperava a qualidade com que este livro está escrito nem os detalhes históricos precisos que se apresentam ao longo da leitura e que me agradaram sobremaneira. Depois, a Jeanne sabe contar uma história e através de uma visão alternativa e, quanto a mim, brilhante, dá uma nova dimensão a um tema que tem sido repetido até a exaustão e que provoca no leitor uma sensação de agradável ansiedade.
Contudo, nem tudo neste livro foi perfeito e, se até meio do livro, foi uma leitura viciante, depois foi perdendo o interesse até ler o fim em agonia. Como é que um livro pode provocar duas sensações tão distintas, perguntam vocês? Bem, até meio do livro é com grande interesse e curiosidade que vemos Sybelle a contar a sua história, que rica em pormenores e características próprias, agarra ao leitor de forma inquestionável e acaba por ser o momento alto do livro e o que nos faz gostar tanto dele e me fez lamentar haver tanto pormenor no início do relato de Sybelle e depois ela contar tudo a correr, o que terá contribuído para o sentimento com que fiquei em relação ao livro.
As personagens são outro dos factores que me dividiram. Simples, apresentando também elas um detalhe histórico de qualidade roçam o que mais esotérico a humanidade pode ter, sem serem personagens que provocam emoções, são pelo menos, de uma mestria cuidada que combina perfeitamente com a história em si. Mas, no fundo, cada uma delas tem um propósito e não uma personalidade própria, o que se vai notando com o avanço da história. Resumindo, estão bem construídas mas falta-lhes o factor x que nos ligue a elas.
Para mim, este livro só teve realmente um problema que acabou por me levar à tal outra sensação distinta, e é o rumo que o enredo leva. A visão única da autora leva-a por um caminho que se salienta do resto da história e que corta a ligação entre o princípio e o fim. Quando comecei a perceber onde a história ia dar e à medida que alguns segredos iam sendo descobertos, senti-me algo enganada pois ao iniciar este livro, este não era um caminho perceptível e tornou o final incoerente para mim, tendo me retirado aos poucos o prazer desta leitura. Depois foi a velocidade com que terminou, demasiado repentino, ficou com demasiadas coisas por explicar e fiquei mesmo com a sensação que estava a ler um livro diferente do que comecei.
No Tempo das Fogueiras é um livro de extrema qualidade mas de poucas emoções, é brilhante mas não agarra, é coerente e bem construído mas tem um final totalmente diferente do que seria de esperar. Dividiu-me e entristeceu-me, pois estava a gostar da leitura e depois fui-me sentido desligada. Penso que este não será o melhor trabalho da autora e espero ler algo mais dela pois a essência deste livro é fantástica, a alma é que lhe faltou.
Sinto que não fui coerente com esta opinião mas a leitura também não o foi.

4*

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Picture Puzzle #16


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover

Na semana passada ficou o Puzzle #2, querem saber a resposta?

Tcham, tcham, tcham!

Nobody's Princess de Esther Friesner

Esta semana espero que seja mais fácil ;) Boa sorte a todos!


Puzzle #1

Pistas:titulo em português





Puzzle #2

 Pistas:título em português


terça-feira, 12 de junho de 2012

Teaser Tuesday (27)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Do golpe rápido resultará uma sensação fria. Os nossos olhos não se tinham apartado..."
p. 193, O Filho do Dragão, Sandra Carvalho 


Rubrica original do blog Should Be Reading

sábado, 9 de junho de 2012

Opinião - Cinco Quartos de Laranja

Título Original: Five Quarters of the Orange
Autor: Joanne Harris
Editora: ASA
Número de Páginas: 320

Sinopse
 Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista nos dias já longínquos da ocupação nazi.
Framboise recorda os sabores e os sentimentos da sua infância, numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, e muito especialmente um episódio que marcou a vida da família e constitui, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, já no Outono da vida, chegou a hora de enfrentar a difícil verdade.


Opinião 
 Publicada em mais de 40 países, vencedora de vários prémios, Joanne Harris é um dos nomes mais amados da literatura. Com fama granjeada graças à brilhante produção cinematográfica de Chocolate, são os seus livros que nos arrebatam a cada página, seja qual for a história que nos decida contar.
Com diversos temas e épocas, os seus livros podem conquistar qualquer tipo de leitor, mas tem sido os seus livros baseados na gastronomia, no ingrediente “secreto”, que mais têm deliciado os seus fãs. Cinco Quartos de Laranja faz parte dessa temática, de como certos alimentos e receitas podem influenciar a nossa vida de forma drástica. Da Trilogia da Comida que a autora iniciou com o célebre Chocolate e terminou com este livro, temos histórias díspares, protagonistas antagónicas e um elemento gastronómico muito especial.
Joanne Harris é uma das minhas autoras de eleição e tenho aproveitado para finalmente juntar todos os seus livros e ler aqueles que me têm escapado ao longo dos anos. Quem olha para as capas ou sinopses dos seus livros, não imagina o que eles podem conter, o quanto uma história sua é capaz de nos arrepiar, levar ao extremo da sanidade ou do emocional, a menos que tal como eu, seja uma leitora ávida dos seus livros que se apaixonou pelo primeiro que leu.
Este livro é uma daquelas obras-primas disfarçadas por uma capa simples e uma sinopse que nada nos diz e que guarda uma das suas melhores histórias. De uma forma inocentemente macabra, a autora transporta-nos para um local na França onde a II Grande Guerra quase passa ao lado mas que vai marcar uma família e uma vila de uma forma que ninguém irá esquecer. Através de um relato cheio de sombras e segredos, conhecemos a mesma pessoa em duas fases da sua vida, e em cada relato essa pessoa é nos revelada de diferentes formas e perspectivas, demonstrando-nos que a experiência e a vida podem marcar um indivíduo e mudá-lo para toda a vida.
Numa história chocante que nos enche de perplexidade e impotência, no seu habitual estilo único e marcante, Joanne mostra-nos que não há inocentes que os culpados muitas vezes não o são. Que no fundo, uma criança inocente, no meio dos seus medos infantis, na sua forma clara de ver a vida, pode causar a tormenta e a dor a todos os que a rodeiam.
Mais uma vez, senti-me puxada para o meio de uma história típica de Harris. Voraz, pensada, bela e irónica, onde cada acção e momento podem marcar toda uma vida, onde um simples erro pode condenar e alterar todo um destino. A forma como a autora nos leva em cada encruzilhada, sem temer o que iremos pensar, é brilhante e humana, onde a mente pode tomar decisões de forma tão pesada quanto o coração.
Com um leque de personagens simples, onde nada é o que parece, Joanne consegue transpor o que de mais cruel e mais benevolente o ser humano pode ter. Cada personagem sua é uma surpresa, cada uma delas na sua simples mortalidade pode impressionar-nos ou levar ao horror de um acto impensado. De todas as personagens da escritora, estas foram as que mais me chocaram, pela sua história dramática, pela crueldade da insensatez e da busca da independência ou do amor. Cada vez mais, fico espantada pela forma como a cada livro que leio desta escritora, fico a gostar ainda mais dela.
Com um plano histórico pouco habitual da época, longe da guerra e dos grandes ataques, longe das atrocidades e dos actos macabros que se viveram, a autora consegue com que sintamos como até no local mais remoto e longínquo, esse espírito de sobrevivência passou para todos os que viveram sobre o jugo nazi. É revoltante e chocante pensar quantos vidas se perderam por bugigangas e futilidades, é atroz como uma criança por amor e incompreensão pode provocar actos de tal crueldade.
Brilhante e antagónico, leva um leitor a extremos impensados, causando um tumulto de sensações que provoca uma leitura voraz. Cinco Quartos de Laranja é, talvez, um dos melhores livros de Joanne Harris e para mim, um marco do seu génio enquanto escritora.

7*

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mais um Selinho!



1º - Escolher três blogues para passar...

A Rapariga dos Livros 
Encruzilhadas Literárias
Bookeater/Booklover


2º - Fazer a ligação de quem te ofereceu:

Páginas Soltas
Muito Obigada!!! =D
 
3º - Escolher 5 factos aleatórios sobre ti:
- Adoro gelado
- O meu filme preferido é "A Bela e o Monstro"
- A minha cor preferida é o vermelho
- Tenho mais de 300 livros e de 2000 marcadores
- Estou apaixonada por um futuro actor que há de ser famoso!

 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Picture Puzzle #15


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título



Esta semana é fácil, fácil!!



Puzzle #1

Pistas:titulo em português



Puzzle #2

 Pistas:título em inglês; histórico;


terça-feira, 5 de junho de 2012

Teaser Tuesday (26)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Eu nasci no fogo."
p. 78, No Tempo das Fogueiras, Jeanne Kalogridis  

Rubrica original do blog Should Be Reading

sábado, 2 de junho de 2012

Opinião - Luz e Sombras

Título Original: Shadows and Light (#2 Tir Alainn)
Autor: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 368

Sinopse
 Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam poteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…

Opinião

Tir Alainn foi a trilogia de estreia de Anne Bishop, o primeiro passo para uma carreira de sucesso na literatura fantástica de uma das autoras mais amadas do género. Com um estilo único e inconfundível, Bishop não deixa ninguém indiferente, nem as críticas, os fãs ou aqueles que hesitam em lê-la, sendo uma presença incontestável do género.
Luz e Sombras é o segundo volume desta trilogia e leva-nos de volta a um mundo onde bruxas, Fae e Inquisidores caminham pelos mesmos trilhos numa luta opressora que pode destruir o mundo pelo qual as wiccanfae lutaram e trabalharam, inundando-o nas trevas da incompreensão e do temor e podendo levar a extinção da magia e de um povo.
Bishop é, como todos já devem estar fartos de saber, a minha escritora favorita de sempre. Por muitos livros que leia não há nenhum que me dê a mesma sensação que os desta autora e é sempre com ansiedade e muitas expectativas que me embrenho na leitura dos seus livros. Este não foi excepção, e depois de um primeiro volume fantástico, a minha curiosidade estava a ebulir para descobrir o que se seguiria neste livro e puder saber mais sobre os Fae e a Casa de Gaian
Como é típico nesta autora, não me desiludi e as minhas expectativas foram mais que ultrapassadas. Ao pegar neste livro, logo nas primeiras páginas sente-se a essência de um mundo bishopiano a inundar-nos e a agarrar-nos à história logo nas primeiras palavras. Se Os Pilares do Mundo fugia aquilo que a autora nos habitou, este segundo volume tem uma essência mais escura, uma alma mais forte e aconchega os fãs numa sensação mais familiar.
Este livro acaba por ter uma história mais dedicada a caça às bruxas, o que faz com que este enredo seja muito mais desenvolvido e dedicado especialmente aos dois grandes pesos desta história, os Fae e as wiccanfae. O encanto e a doçura terminam no livro anterior, e aqui a escuridão tenebrosa, a vendetta e aquilo que os Fae realmente são, salta cá para fora, dando-nos um mundo ao qual já estamos mais habituados e que somos capazes de apreciar ainda mais.
Num enredo que se desenvolve de forma natural, os mistérios vão surgindo e sendo descobertos, enquanto novas histórias se entrelaçam às antigas para nos dar as respostas que poderão solucionar as divergências. Apesar de ser mais negro, os Inquisidores não têm um papel tão activo mas as poucas vezes que marcam presença servem para demonstrar que são um perigo real, tal como as várias vezes que são referidos com temor pelos perseguidos. Este livro tem uma carga psicológica maior, sendo antes a história de um povo e dos seus heróis do que uma história de amor delicada, o que acaba por ser transmitido na perfeição pela escrita maravilhosa da escritora, e mesmo não sendo uma obra-prima, consegue satisfazer até o fã mais exigente.
Através das novas personagens, a história ganha outra vida, novos dilemas e aproximam-se mais daquilo que esperaríamos de uma personagem criada por Bishop, caracterizando-se pela força e tenebrosidade, debaixo de uma capa vulgar. Apesar da grande quantidade de personagens, não é difícil sentirmo-nos atraídos por cada uma das suas histórias e a consciência da importância de cada uma delas é palpável e, mesmo que algumas delas ainda permaneçam no mistério, aguça-nos a curiosidade para o último livro desta trilogia.
A voz única da autora traz-nos, mais uma vez, uma história magnífica, influenciada por épocas negras da Humanidade, cheia de magia e singularidade, onde os bons podem ser piores que os maus.

7*