segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Opinião - Rosa Selvagem

Título Original: Where Roses Grow Wild
Autor: Patricia Cabot
Editora: Livros d'Hoje
Número de Páginas: 368

Sinopse
 Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muito mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.

Opinião 
Patricia Cabot é autora de sete romances históricos e é um pseudónimo de Meg Cabot, a criadora de O Diário da Princesa e autora bestseller tanto em literatura juvenil como para adultos. Depois de ter visto o filme Romancing the Stone (Em Busca da Esmeralda Perdida na versão portuguesa) com Michael Douglas em 1984, Meg decidiu que ia ser escritora de romances como a personagem Joan Wilder representada por Kathleen Turner, decisão que colocou em prática após da morte do pai em 1993. Apesar de o seu primeiro manuscrito ter sido rejeitado, o apoio da avó foi essencial para Meg não desistir e Rosa Selvagem foi assim publicado em 1998 como o primeiro romance de Patricia Cabot.
Actualmente os livros de Patricia já não são distribuídos nos EUA mas estão traduzidos em várias línguas e receberam críticas honrosas no Publishers Weekly e Meg faz parte da Lista de Honra das Romance Writers of America, honra só concedida às autoras que estiveram nos bestsellers da Publishers Weekly, New York Times ou USA Today. Hoje em dia Meg assina os romances deste género com o seu verdadeiro nome e deixou de utilizar o pseudónimo Patricia Cabot.
O humor de Meg há muito que me fez render à sua escrita e saber que vinha aí um romance histórico escrito por ela só aguçou a minha curiosidade, pois já estava a imaginar uma versão adulta de Victoria e o Charlatão, o meu livro preferido dela de todos os tempos, cheio de humor, romantismo e faíscas a saltar dos protagonistas. Eu queria que Rosa Selvagem fosse isso e ainda mais. Começou prometedor, com faíscas, relâmpagos e muito mau feitio da parte de Peegen e uma atracção inegável por Edward mas depois, não sei, algo se perdeu ou simplesmente não se encaixou. O que começa com um fogo crescente, rapidamente se vai extinguindo e todas as expectativas saem goradas.
Peegen podia e devia ser a protagonista perfeita, aquela que admiramos e queremos ser mas a sua personalidade, ao início rebelde, efervescente, “senhora do seu nariz” e feminista, perde-se e não demora muito para isso acontecer. Os seus ideais perdem-se no luxo, as suas preocupações em irritar ou deixar-se seduzir por Edward e mesmo a relação com Jeremy, o seu sobrinho e duque de Rawlings, vai diminuindo. Ou seja Peegen passa da “menina dos nossos olhos” a uma egoísta, falsária e mentirosa com muita garganta mas que pouco faz, em pouco tempo e acabar a odiar a protagonista nunca é bom para um livro. O que o salva? Edward, Edward, Edward.  Apesar de não haver um grande desenvolvimento nas personagens, ele é o único que se mantém fiel a si próprio, que nos consegue fazer rir e suspirar mesmo nos seus piores momentos de macho déspota em que também merecia uns bons murros mas, enfim, acabou por salvar a leitura do livro. Jeremy foi outra das salvações, com um seu ar traquina, reguila e dominador e que rapidamente mostra que nasceu mesmo para ser um duquezinho adoravelmente irritante. De resto, apeteceu-me bater em quase toda a gente menos nas personagens de que não me lembro.
Faltou-me, para além disso, enquadramento histórico a sério. Tirando as ideias base com que todos podem escrever um livro deste tipo, não houve quaisquer detalhes que nos dissessem que este era um romance de época, quanto mais em qual se passava. Imperdoável porque eu sei que esta autora consegue fazer isso em livros juvenis mas lá está, este também foi o seu primeiro romance do género mas não é por isso que vou dar um desconto. É uma história que acaba por ser previsível e acaba por ganhar com o humor de Meg que faz-nos sempre rir.
De resto, o desenvolvimento da história não é memorável, não se distingue no meio de tantos romances fantásticos que li em 2012 mas dá para passar o tempo e dar umas boas gargalhadas e ficar de boca aberta com alguns acontecimentos. Não foi uma má maneira de acabar o ano mas esperava realmente mais desta autora.


4*

4 comentários:

  1. Também adoro os históricos YA da Meg Cabot, se bem que o meu favorito era o da Nicola e o Visconde. ^-^

    Tenho este para ler, afinal há anos que andava para ler um histórico adulto da Meg, mas já vejo que não preciso de ter muita pressa. :P

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    1. Eu li "Nicola e o Visconde" depois da "Victoria e o Charlatã"o =D e apesar de ser muito giro não teve o mesmo sabor ^.^

      Não tenhas lool como fã dela estava a espera de mais...

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    2. Eu li o da Nicola primeiro, se calhar foi por isso que gostei mais, como contigo foi o da Victoria. ;) Lembro-me que me fartei de reler o da Nicola antes de finalmente editarem o da Victoria, e adorava as trocas entre a Nicola e o Nathaniel. :D

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    3. E eu reli o da Victoria não sei quantas vezes até comprar o da Nicola xD eu passava-me com a Vic a refilar com as golas do Jacob e o Jacob a chamar-lhe abelha, e a Vic a meter-se na vida de toda a gente e depois de uma linda discussão eles beijarem-se que nem os tontos *.* Era tão girooooo

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