Título Original: Anna and the French Kiss
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 288
Sinopse
Anna Oliphant tem
grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor
amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha.
Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um
colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela
conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele
e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais
complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não
estão destinadas a acontecer?
Opinião
De cabelo azul ou vermelho e fanática por beijos (a sério, não
acham que os filmes e livros têm poucos beijos??) e homens de sotaque
britânico, Stephanie tem já uma longa relação com livros. Vendeu livros, foi
bibliotecária e hoje é escritora de livros para jovens que os adultos também
podem ler. Em 2010 começou a aventura com autora publicada com o primeiro livro
da sua trilogia, Anna e o Beijo Francês,
publicado em doze países e que tem conquistado inúmeros fãs, existindo uma
multidão completamente desesperada à espera do terceiro livro que só sairá em
2014.
Apesar de só ter
estado em Paris um mês e falar francês de uma forma péssima, Stephanie decidiu
escrever um livro nesta cidade porque teve um sonho. Sim, um sonho onde um
lindo rapaz de nome francês e sotaque britânico estava sentado nas escadas do
Panteão e ela pura e simplesmente não lhe conseguiu resistir.
Casada com o melhor amigo, Jarrod, Stephanie vive em
Asheville, Carolina do Norte numa casa centenária cujas divisões estão pintadas
com as cores do arco-íris, pois parece que ela gosta mesmo de cores, por isso
ela deve adorar a nossa capa. Ah, com eles vive também Mr. Tummus, o gato.
E se o teu último ano de secundário fosse não noutra cidade
mas noutro país? Um país com uma língua que não fazes a mínima ideia como se
fala, com uma cultura de que não conheces praticamente nada e cuja comida
ouviste dizer, é muito requintada mas pouco satisfatória? Longe de tudo o que
conhece, da família e dos planos fantásticos que tinha para o seu futuro
próximo, Anna é deixada sozinha em Paris, cheia de saudades de casa e com medo
do ano solitário que se avizinha mas rapidamente consegue um grupo de amigos e,
nesse grupo, está Étienne, o americano internacionalizado super giro. Ao longo
de um ano cheio de peripécias, loucuras, discussões e lágrimas, Anna vai descobrir
uma lição muito importante. Que casa não é um local mas onde as pessoas que
realmente importam estão e, que o primeiro amor, é muito mais complicado e belo
do que ela imaginava.
Quem olha para este livro pode pensar que não precisa de o
ler para saber o que ele é mas Anna e o
Beijo Francês é uma autêntica caixa de surpresas, cheia de doces, cores e
magia das emoções que irá surpreender-vos e mostrar que o melhor está nas
coisas mais simples, nos gestos mais pequenos e nos sentimentos mais sinceros. Stephanie
consegue através de um enredo simples e fluído criar algo fantástico, puro e
doce que nos enlaça nas suas palavras, que nos aconchega e faz sonhar, rir, acreditar.
Pelas ruas de Paris, nalguns locais emblemáticos ou em sítios típicos da
cidade, percebemos que Paris não é só a cidade mais romântica do mundo mas
também um local onde todos os dias se aprende, onde todos os dias descobrimos
uma surpresa mais brilhante que a do dia anterior. Com um talento e um jeito
que só quem ama a vida e o poder dos gestos pode ter, Stephanie leva-nos numa
viagem de amizades, tensões familiares, primeiros amores e sonhos por
conquistar onde a espontaneidade dos gestos está sempre presente, onde os medos
podem esconder desejos, onde a camaradagem está numa palavra, num sorriso.
De uma forma deliciosa, romântica e inocente, este livro
fala-nos daquele momento em que a inocência começa a ir-se, daquele momento em
que os nossos actos passam a ter consequências, daquele momento em que a vida
ganha múltiplas cores intensas que antes não estavam lá. Através de momentos em
que a vida transpira e as mudanças ocorrem, de descrições maravilhosas que nos
deixam lembranças etéreas, vivemos a força, a magnitude de um primeiro amor. De
um amor que nasce da amizade, das provocações, das preocupações, do
companheirismo. De um amor que vem da vontade de conhecer cada entoação, cada
gesto, cada cheiro, cada tique daquela pessoa que virou o nosso mundo do avesso
e transformou os nossos sonhos. Um primeiro amor de partilhas de momentos
cheios de riso, de solidariedade nos piores, de tensão a medida que os
sentimentos mudam e aumentam.
Mas não só de amor nos fala este livro. A amizade, tão
essencial nesta altura da nossa vida, em todas as suas diferentes formas também
está presente. Aquele sentimento que nos leva a zangarmo-nos com fúria
desmedida, a preocupar-nos histericamente, a fazer coisas idiotas e únicas. Da família,
o núcleo de protecção que muitas vezes não o é. As diferentes relações entre mães,
filhos, pais e irmãos, o amor e dedicação, a indiferença, a preocupação e as
exigências de quem cria, de quem foi criado, o que se espera da palavra família
e o que ela muitas vezes é.
E depois temos o clima boémio e elegante de Paris. As ruas
cheias de cheiros e texturas, os edifícios imponentes e antigos, a história
entrelaçada com amor, alegria e irreverência que nos são descritas de forma tão
soberba quanto a sensação de estar sozinho porque a solidão também faz parte
desta história. Estarmos sozinhos num país diferente sobre o qual nada
conhecemos, estarmos sozinhos e longe de tudo o que amámos, estarmos sozinhos
contra as vicissitudes da vida, estarmos sozinhos nos nossos sonhos e anseios,
estarmos sozinhos na nossa forma de pensar. Porque a solidão também faz parte
da vida e é por ela que procurámos uma luz, um gesto, um sorriso, uma palavra. É
por ela que querem os lutar, desejar, quebrar. Simples? Não, este livro afinal
não é assim tão simples, só que todos nós já conhecemos estas sensações.
Para além de um enredo muito bem construído, são as
personagens que nos fazem devorar este livro com uma satisfação latente. Anna é
um encanto tal que até lhe posso perdoar os seus poucos conhecimentos de
História. É uma menina crescida que não deixa de fazer asneiras e de aprender
com elas, é uma menina-mulher que nos enternece e que já fomos uma vez na vida.
Étienne, esse, é uma tentação, um doce pelo qual já todos nos quisemos
apaixonar, um rapaz que delicia e nos quebra. E depois, temos um grupinho de
amigos diferente e fantástico que os acompanham em todos os momentos e que nos
fazem lembrar alguém e sorrir a cada momento.
Stephanie conquistou-me logo, à primeira palavra e Anna e o Beijo Francês tornou-se um
daqueles livros que mais do que nos fazer suspirar e deixar com um sorriso
enorme e um brilho nos olhos, que irá ser passado entre gerações quando dúvidas
aparecerem e a inocência conhecer as cores intensas do amor.
6*
Podem encontrá-lo aqui

Gostei… embora alguns pormenores me fizeram torcer o nariz LOL
ResponderEliminarO quê?=p
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