terça-feira, 22 de outubro de 2013

Opinião - Across a Star-Swept Sea

Título Original: Across a Star-Swept Sea (#2 For Darkness Shows the Stars)
Autor: Diana Peterfreund
Editora: Balzer + Bray
Número de Páginas: 464


Sinopse
 Centuries after wars nearly destroyed civilization, the two islands of New Pacifica stand alone, a terraformed paradise where even the Reduction—the devastating brain disorder that sparked the wars—is a distant memory. Yet on the isle of Galatea, an uprising against the ruling aristocrats has turned deadly. The revolutionaries’ weapon is a drug that damages their enemies’ brains, and the only hope is rescue by a mysterious spy known as the Wild Poppy.

On the neighboring island of Albion, no one suspects that the Wild Poppy is actually famously frivolous aristocrat Persis Blake. The teenager uses her shallow, socialite trappings to hide her true purpose: her gossipy flutternotes are encrypted plans, her pampered sea mink is genetically engineered for spying, and her well-publicized new romance with handsome Galatean medic Justen Helo… is her most dangerous mission ever.

Though Persis is falling for Justen, she can’t risk showing him her true self, especially once she learns he’s hiding far more than simply his disenchantment with his country’s revolution and his undeniable attraction to the silly socialite he’s pretending to love. His darkest secret could plunge both islands into a new dark age, and Persis realizes that when it comes to Justen Helo, she’s not only risking her heart, she’s risking the world she’s sworn to protect.

In this thrilling adventure inspired by The Scarlet Pimpernel, Diana Peterfreund creates an exquisitely rendered world where nothing is as it seems and two teens with very different pasts fight for a future only they dare to imagine.


Opinião


  Dedicou-se à moda e a cozinha. Formou-se em Geologia e Literatura. Acabou por se tornar escritora. Nascida na Flórida, Diana começou a escrever em 2006 e pelo seu livro, baseado no filme Manhãs Gloriosas, com o mesmo nome, que é mais conhecida. Tem-se dedicado à literatura YA, primeiro fantástica e agora distópica.

  For Darkness Shows the Stars é, para além de uma distopia, um retelling de um clássico e a sua continuação, Across a Star-Swept Sea, segue a mesma onda, sendo baseado no clássico The Scarlet Pimpernel para além de também se basear na Revolução Francesa. Publicado este mês, ainda não foi traduzido para nenhum país.

  Depois de me ter arrebatado com For Darkness Shows the Stars, Diana Peterfreund deixou-me rendida com Across the Star-Swept Sea. Mantendo a mesma escrita envolvente e delicada, a autora acaba por criar um livro com mais acção, mais humor, tornando este livro tão bom como o seu companheiro mas diferente e único a sua maneira. Passada no mesmo mundo, esta história apresenta uma perspectiva completamente diferente da Reduction, da tecnologia e ciência, da aristocracia e da monarquia, uma perspectiva onde a ciência e a tecnologia são bem aceites, onde existem monarquias, onde a Reduction não existe, onde as chamas revolucionárias acabam de despoletar entre os dois grupos que formam esta sociedade, onde as diferenças, depois de duas gerações de paz e aceitação, estão prestes a tornarem-se mais vincadas, mais beligerantes. 

  Usando a Revolução Francesa como inspiração, a autora criou um enredo não só interessante, cheio de ideais e visões do mundo diferentes, como faz um grande tributo a um dos acontecimentos mais importantes da nossa História. Entre revolucionários idealistas, revolucionários desapontados e revolucionários que pouco compreendem as mudanças que estão a ocorrer no seu mundo, a autora expressa muito bem o que foi a realidade francesa da época neste livro, onde os ideais e os sonhos de igualdade, fraternidade e liberdade acabaram corrompidos pelas ambições, ódios profundos e revoltas sangrentas. Galatea é o quadro distópico de um passado que mudou o mundo mas que deixou graves baixas para trás e Abilon é o retrato das monarquias que tremeram perante a Revolução e que a tentaram impedir nos seus países.

  E é disso que é feito este livro. De sonhos, de esperança, de revolução. A narrativa é cheia de reviravoltas, segredos e fugas, deixando-nos presos do início ao fim a uma aventura que não só tem uma heroína bem a altura, como mostra como a vida, a História é um ciclo que se repete indefinidamente e, infelizmente, são mais as coisas erradas que se repetem do que as boas. Nesta história podemos ver como o sentido de justiça e salvação podem ser deturpadas, como um grande mal pode ser considerado um bem, como ao tentar avançar podemos retroceder enormemente e como as grandes acções podem vir de onde menos se espera.

  Infelizmente não li The Scarlet Pimpernel, o clássico em que é baseado este livro e por isso não posso compará-lo mas que fiquei com muita vontade de o ler, ai isso fiquei pois Persis é uma protagonista fantástica, cheia de humor que lida muito bem com as suas duas personalidade. Ora espia salvadora, ora socialite tonta, Persis está sempre a altura da sua missão, seja desaparecer perante os guardas de Galatea, seja a organizar um baile, sendo sem dúvida, a grande presença deste livro. Justen aliás, uma personagem querida que acaba por ir aprendendo com os seus erros e com a visão de um mundo tão igual mas diferente ao seu, não tem pedalada para Persis mas sem dúvida, fazem um casal fofo à mesma. O restante elenco de personagens é bastante interessante e foi fantástico rever personagens de For Darkness Shows the Stars.

  Espero que se siga mais um livro, espero que isto seja traduzido cá, espero que todos os que o leiam o adorem, porque esta série de Diana Peterfreund é qualquer coisa de muito especial.

6*
 
As minhas opiniões da série

Sem comentários:

Enviar um comentário