Título Original: Outlander (#1 Outlander)
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 774
Sinopse
Claire leva uma vida dupla. Tem um marido num século e um amante noutro…
Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituta pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã MacKenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Claire se sente dividida entre a fidelidade e o desejo… e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis.
Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a quase extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: o que fazer quando se conhece o futuro?
Um misto de ficção romântica e histórica, Outlander – Nas Asas do Tempo já foi publicado em 24 países.
Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituta pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã MacKenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Claire se sente dividida entre a fidelidade e o desejo… e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis.
Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a quase extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: o que fazer quando se conhece o futuro?
Um misto de ficção romântica e histórica, Outlander – Nas Asas do Tempo já foi publicado em 24 países.
Opinião
Diana Gabaldon nasceu em Janeiro de 1952, no Arizona mas é
de ascendência mexicana e inglesa. O seu pai, Tony Gabaldon era senador do
estado de Arizona e a sua mãe era do Yorkshire. Licenciada em Zoologia, mestre
em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária
durante 12 anos, período durante o qual escreveu artigos e críticas de software
para revistas como PC Magazine ou Byte Magazine.
Em 1988 decidiu escrever um livro e, quando estava a ver um
episódio de Dr. Who a ideia de o
situar na Escócia do século XVIII surgiu naturalmente bem como a de usar
viagens no tempo. Ainda esse ano, quando publicou um excerto do seu livro, o
autor John E. Stith apresentou-a ao agente literário Perry Knowlton. Ele
conseguiu um acordo para uma trilogia e o livro de Diana seria publicado com o
título Cross Stitch, título que os
americanos mudariam para Outlander, o
nome porque ficou conhecida a saga que hoje já conta com sete livros e cujo
oitavo vem a caminho. Neste momento, Diana dedica-se exclusivamente à escrita e
vive em Scottsdale, Arizona, com a família.
Publicado em 1991, Outlander
– Nas Asas do Tempo está traduzido para 38 línguas e está prestes a passar
no pequeno ecrã. O casting para a série está a ser feito e Claire, Jamie e
Frank/Black Jack já estão escolhidos. Este livro venceu o RITA em 1991.
Esta leitura foi uma montanha-russa de sensações. Ao longo
de mais de setecentas páginas odiei-o e adorei-o, ri e amuei, sorri e gritei de
exasperação mas a verdade é que nunca consegui ficar indiferente. Com uma
escrita rica e fluída, Diana leva-nos através do tempo, dos costumes, da
História numa viagem intensa e fascinante que termina com todas as ideias
pré-concebidas que pudéssemos ter não só quanto aos nossos limites perante o
inimaginável como perante as limitações do tempo, do espaço e dos sentimentos. Historicamente
bem detalhado, repleto de momentos inesperados e inundado pela aura de
fatalidade, Outlander não é o que se
espera, em momento algum.
Com um enredo bem estruturado, rico em pormenores e
reviravoltas, malvadez e romance, humor e tensão, esta leitura tinha tudo para
conquistar desde a primeira página mas durante algum tempo andei às avessas com
ele. Apesar de historicamente muitos acontecimentos e detalhes estarem
correctos e, sem dúvida, bem trabalhados, penso que houve algum exagero em
determinados momentos e o cuidado que a autora dedicou aos mais variados
assuntos tornam ainda mais evidente, algumas irrealidades e estranhezas que fui
encontrando ao longo da leitura. A verdade é que por melhor que este livro
seja, não é um livro equilibrado pois tanto demonstra um realismo excessivo com
chega a roçar o absurdo, algo que se nota bem na primeira metade do livro em
que algumas coisas me pareceram fora de contexto. Outro problema foi o facto da
protagonista ter aceitado demasiado bem logo de início a mudança temporal e por
momentos nos fazer parecer que esqueceu por completo a sua vida no presente. A própria
personalidade da protagonista e a relação com o protagonista masculino, que de
início é ainda muito crua e distante de uma maneira mas intensa de outra,
acabaram por me dificultar o início da leitura.
Contudo, à medida que avançámos essas pequenas falhas vão desaparecendo
e, a partir do momento em que a relação dos protagonistas muda, a minha leitura
mudou também, pois este é um ponto de viragem importante na história. A história
tornou-se mais realista apesar de não menos exagerada mas as emoções fortes são
uma grande valia desta narrativa por isso passam a estar menos em evidência, a
beleza da escrita da autora e das suas descrições passam para primeiro plano e
os protagonistas, principalmente Claire, tornam-se mais agradáveis. Aliás, a
meu ver, Claire é a principal culpada de eu não ter conseguido apreciar este
livro em pleno numa primeira parte mas acabou por me ir conquistado aos poucos.
A partir daqui a história tornou-se mais fluída e bem mais aprazível e, a
verdade, é que Diana sabe como prender a atenção do leitor, como jogar com os
elementos que tem à sua disposição, como mexer com os nossos sentimentos e
mente. Através de cenas fortes e intensas, extremamente emotivas, ela acaba por
nos prender por completo.
A melhor parte deste livro é, sem dúvida, o fundo do
histórico. Mesmo com pequenas falhas, os detalhes, as descrições, a forma como
a Escócia e os seus clãs e conflitos vivem através destas páginas são
impressionantes. Também a estrutura e a ideia por trás da narrativa, as viagens
no tempo, um coração dividido por duas épocas diferentes e dois homens
diferentes, acaba por apelar e muito à nossa curiosidade. Sendo o primeiro
volume de uma saga grande, Outlander é
uma longa e profunda apresentação a um núcleo de personagens que ainda terá
muito porque passar e, acaba por atingir o objectivo que é levar as pessoas a
ler pelo menos o próximo volume.
Com um elenco de personagens interessantes, este livro tem
como falha Claire. Não é fácil estar na sua situação mas muitas atitudes de Claire
são para mim incompreensíveis sem contar que parece faltar-lhe algum fogo e
personalidade bem como controlo. Já Jamie, bem, Jamie é irresistível. Ele compensa
por completo Claire e é a personagem que adorámos neste livro. Quanto à
Jonathan, há poucos vilões que me façam estremecer como este senhor. Crueldade temperada
com loucura e falta de amor é algo demasiado forte para ser ignorado.
Outlander começou
mal mas a pouco e pouco conseguiu fazer-me ver a sua qualidade e prender-me a
sua história que está longe de terminar. A passo trôpego e por fim com um passo
firme, Diana Gabaldon lá conseguiu apresentar um livro que consegue mudar por
completo a nossa opinião. Estou muito feliz por não ter desistido da leitura e
vou sem dúvida ler o próximo.
5,5*

Ainda bem que gostaste, fico muito contente! O Jamie é sem dúvida um dos personagens masculinos mais interessantes e complexos que já li.
ResponderEliminarDevido ao actual hype com a série tenho andado a convencer muitos a pegarem neste livro e até criámos um grupo no FB para discutir livro e novidades da série de TV. Se te quiseres juntar, basta ir aqui: https://www.facebook.com/groups/outlanderportugal/
Beijinhos.
Eu fiquei ainda mais contente por ter gostado *.* Espero ler o segundo em breve... E sim, o Jamie é uma das personagens masculinas mais fantásticas que já tive o prazer de ler e, só por isso, esta leitura já valeu a pena =)
EliminarIrei certamente juntar-me ao grupo, obrigada pelo convite!=D
beijinhos
Eu não achei que hajam falhas históricas. Acredito que ela investigou muito bem, até porque a produção da série televisiva já elogiou precisamente a qualidade dessa investigação e vai manter-se fiel ao livro. Duvido que eles quisessem adaptar à TV um livro com falhas históricas. É sem dúvida mais cru e diferente do que se costuma ler, mas é por isso mesmo que estas história me conquistou sem reservas. Estou ansiosa para ler os outros que me faltam.
ResponderEliminarOlá Anónimo!
EliminarExactamente por estar tão correcto e detalhado historicamente (como digo na opinião) é que se notam mais essas pequenas falhas. Porque elas existem pode ter a certeza, apesar de serem falhas que podem escapar a quem não tem formação na área de História (como é o meu caso, que tenho).
Quanto ao que se adapta para TV, quantas vezes foram coisas más adaptadas porque venderam e eram garantia de sucesso televisivo? E muito mais são as vezes em que os detalhes históricos NÃO são respeitados (o que espero que não aconteça com a adaptação deste livro) porque dá jeito aos produtores e afins?
Também estou ansiosa pelos restantes.
Boas leituras!
Talvez depois nos próximos deixes de achar isso pois ela é muito minuciosa em certas coisas porque a série é toda um grande emaranhado de mistérios. Eu estou a ler o 5º livro e há coisas do livro 1 que ainda não vi esclarecidas. Fora os mistérios que vão aparecendo nos seguintes. Uma coisa te garanto, esta autora não dá ponto sem nó. E até quando parece que te está a dar palha, não está.
EliminarOlá! Estou neste momento a ler este livro. Vi criticas muito feias no goodreads que o equiparavam quase ao 50 sombras de Grey. Felizmente não me parece que tenha alguma coisa de semelhante! Concordo ctg em como há varias falhas, principalmente quando a protagonista ainda não foi transportada para o passado, como quando ela fala em "antibioticos", quando em 1945 só havia UM antibiotico - a penicilina. Além disso coisas como descrições de turistas a tirar fotos não fazem mt sentido em 1945, quando a fotografia não era para qualquer um! Esses pequenos detalhes irritam-me um bocadinho, mas ainda assim...não é tao horrivel como se dizia!!
ResponderEliminarCumps!
Sim, é um livro com falhas históricas, maioritariamente na primeira parte, e eu confesso que sou um bocadinho dura demais com isso porque acho que é algo facilmente possível de evitar (mas isso sou eu). Mas como disse, acabei por apreciar esta leitura e no fim acabei por gostar imenso dele. Espero que o segundo, que espero ler este mês, venha consolidar a minha posição quanto a este livro.
EliminarBoas leituras!