Título Original: Raven Flight (#2 Shadowfell)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 400
Sinopse
Depois de concluir a
sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn
tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada
passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como
uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta
pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das
quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia.
Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo
chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à
distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda
que inquietantes - da vida um do outro.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.
Opinião
Muito já foi dito sobre Juliet Marillier. Ela é a autora
mais amada da Fantasia e os seus livros apaixonam todos aqueles que têm a honra,
o prazer de os ler. Um séquito imenso de fãs segue-a desde a publicação de A Filha da Floresta, e todos os seus
livros, sem excepção, provocam sentimentos nos seus leitores, sejam bons ou
maus, mais intensos ou menos. Se as coisas têm andado mais agrestes com a
publicação dos últimos três livros de Sevenwaters, a verdade é que uma nova
série, uma nova história, tem voltado a agarrar os seus leitores senão da mesma
forma, pelo menos de uma forma muito própria, demonstrando o seu mérito, o seu
brilho.
Shadowfell virou a
maré e encheu os corações com a sua história de Bem e Mal, de criaturas
fantásticas, de heroínas predestinadas, de amores condenados que refulgem
contra tudo e todos e, agora, a sua continuação chega para nos continuar a
contar a história de uma das protagonistas mais fortes do Mundo Marilliano.
O Voo do Corvo foi
publicado no primeiro dia deste ano e já está traduzido para a nossa língua e
para holandês.
Apaixonei-me por Shadowfell
logo na primeira página. Fui transportada para dentro da sua história com
uma intensidade que só os livros de Marillier conseguem. Senti na pele todas as
dores, as alegrias, as dúvidas das suas personagens e, um ano depois, todas
estas sensações voltaram a dominar-me enquanto me perdia na leitura de O Voo do Corvo. Voltar a rever este
mundo, fez-me apaixonar por ele outra vez, com mais intensidade, com mais
dedicação e isso deve-se muito à voz única de Juliet. Já lhe chamei bardo dos
tempos antigos em muitas outras opiniões e volto a fazê-lo, porque a sua
escrita é mágica, a sua forma de contar uma história única e avassaladora, a
sua voz é inigualável. Ler um livro seu é um doce tormento, é perdermo-nos nas
palavras e sermos conquistados uma e outra vez com um sorriso nos lábios.
Como todas as histórias de Juliet, também esta é um eco das
histórias de embalar contadas por tempos imemoráveis, destinadas a encantar e a
ensinar, cheias de mensagens de coragem e bondade, de verdade e companheirismo,
de amor e tormento, histórias que nos fazem sonhar enquanto a dura realidade
nos coloca à prova. Ao longo deste livro vamos encontrar tudo isto e muito mais
num enredo cheio de lições e obstáculos, perdas e pequenas alegrias, que nos
vai agarrar na primeira palavra e deixar-nos a desejar ter o próximo livro já à
mão na última. Como qualquer história de assim ser digna de ser chamada, esta
tem uma demanda que irá colocar as forças do Bem contra as do Mal brevemente
mas, para isso, é preciso aprender, é preciso crescer, é preciso encontrar a
força e a coragem que só os heróis têm. Por vezes doce, por vezes cruel, esta é
uma história maravilhosa, cheia de criaturas fantásticas, lendas vivas, duras
aprendizagens e amores condenados, que se vai desenrolando frente aos nossos
olhos de uma forma apaixonante e encantadora onde o mal não pode ser evitado
mas torna as convicções ainda mais fortes, mais ardentes, mais desejosas de um
final feliz.
Ao longo dos vários acontecimentos deste livro há duas
forças que se degladiam momento a momento, através de actos e palavras. Estes
dois sentimentos tão opostos estão presentes ao longo de toda a narrativa e
cimentam toda a história. A esperança é uma luz por vezes forte, outras vezes
quase apagada, que vive na coragem, na amizade, nas recordações, nos sonhos
daqueles que lutam por uma vida melhor. Mas o desespero também está sempre lá,
na impotência, na incompreensão, nas perdas por um bem maior. Há um equilíbrio
sempre presente, um equilíbrio necessário não só na Natureza como nos actos
humanos que tornam esta história tanto senhora de boas memórias como de lágrimas
abundantes. Somos atormentados em vários momentos de perda e quase derrota,
naquele final inesperado. Atormentados numa miríade de situações que nos
colocam o coração na boca mas, também há momentos em que somos adoçados, em que
tudo parece melhor nem que seja fugazmente, em que nos sentimos capazes de
acreditar em tudo.
Com laivos de tempos antigos, de tradição e magia, O Voo do Corvo vai buscar os temas
habituais de uma história marilliana mas dá-lhe uma alma própria, a alma dos
heróis de Shadowfell, um grupo único de personagens pelos quais é impossível
não sentirmos um grande carinho. Neryn cresceu neste livro, mais, mostra-se
mais sábia, mais adulta, mais forte até, conseguindo cativar-nos, conseguindo
mostrar que afinal pudera estar à altura do que se espera dela. Acompanhá-la na
sua demanda faz com que apreciemos mais, principalmente quando percebemos que o
seu modo desconfiado e fugidio já lá vai. Mas Flint continua a ser a personagem
adorada nesta história mesmo que não apareça tanto. De cada vez que ele aparece
apenas faz com que o leitor o adore mais e mais. Contudo, a grande surpresa
deste livro foi Talli, a preciosa guerreira que se vai mostrando ao longo da
história e que nos toca o coração em vários momentos, principalmente quando nos
faz lembrar uma das minhas personagens mais queridas de Sevenwaters, Ciarán.
Depois de uma longa espera, este livro foi muito mais do que
me atrevi a esperar, ultrapassando as minhas expectativas, deixando-me desejosa
de saber o que se segue. Como sempre, Juliet encanta-nos em mais uma história
que deixará os fãs da Fantasia rendidos. O
Voo do Corvo é a continuação que Shadowfell
merecia e muito mais do se poderia antecipar. Preparem-se pois não sabem o
que vos espera. Ou talvez sim, afinal, é mais uma história da Senhora mais
amada da Fantasia, a maior contadora de histórias do nosso tempo.
7*
As minhas opiniões da série

Adorei a tua review e só me fez ficar mais ansiosa pela chegada do meu exemplar do Voo do Corvo (srs da Wook despachem-se :P). A Juliet também é uma das minhas autoras preferidas.
ResponderEliminarOh obrigada Patrícia *.* Esses srs. da Wook testam a nossa paciência, eles têm de se mexer para leres isto *.*
EliminarAi mulher até fiquei com uma lágrima no canto do olho
ResponderEliminar=$ Eu estava um bocadinho emocionada a escrever isto... Tinha acabado de o ler nem há uma hora ='(
EliminarOlá,
ResponderEliminarEstou a ver que tenho que voltar a ler a escritora, uma das minhas preferidas e é bom ler que voltou ao seu melhor, fico contente.
E com um titulo destes só posso mesmo ficar curioso, afinal Fiacha é um corvo de Sevenwatewrs :D
Excelente comentário ;)
Bjs
Olá.
EliminarTens!!! E tens!!loool
Engraçado, é que eu lembrei-me logo de ti quando li o título deste livro! E por acaso também há uma associação gira com corvos neste e... tens de ler para saberes =P
Obrigada!
beijinhos