Título Original: Fall of Giants (#1 O Século)
Autor: Ken Follett
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 921
Sinopse
Em A Queda dos Gigantes,
o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias -
americana, alemã, russa, inglesa e escocesa - cruzam-se durante o
período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do
Movimento Sufragista.
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.
Opinião
Um dos romancistas mais amados da nossa era, Ken Follett
estreou-se enquanto autor de thrillers e
livros de suspense em 1978 com O Estilete
Assassino. Seguiram-se mais quatro
thrillers que partilhavam com o primeiro uma personagem feminina memorável
como protagonista. Escreveu ainda O Voo
das Águias, um livro baseado numa história verídica de dois empregados da
Ross Perot que foram resgatados durante a revolução iraniana de 1979.
Onze anos depois, o autor mudou radicalmente de rumo e
mostrou um mundo que podia fazer outra coisa e ainda melhor. O Pilares da Terra, uma ficção
histórica, tornou-se o livro mais galardoado e mais amado do autor. Depois disso
escreveu mais nove livros mas em 2008 regressou a Kingsbridge e publicou Um Mundo Sem Fim, a continuação de Os Pilares da Terra.
Dois anos depois, publicou mais um livro de ficção histórica
e o seu projecto mais ambicioso, este A
Queda dos Gigantes, o primeiro volume de uma trilogia que acompanhará cinco
famílias ao longo do século XX. Traduzido para quase trinta países, foi a
escolha dos leitores do Goodreads para
melhor Ficção Histórica de 2010. A sua continuação, O Inverno do Mundo já está disponível nas nossas livrarias.
Desde que vi a minissérie baseada no livro de Follett, Os Pilares da Terra, que desejava ler
um livro do autor e este tinha sem dúvida a minha cara para além de eu ainda
não conhecer a história. A primeira coisa que me surpreendeu quando comecei a
ler este livro gigante é que a escrita de Follett não é maçuda, muito pelo
contrário, apesar de detalhada é fluída, consegue prender-nos a atenção mesmo
com todos os acontecimentos que se desenrolam ao longo das páginas e o autor
consegue explicar de uma forma simples e correcta todos os factos, algo que me
agradou imenso. Sem deixar escapar nada, o autor apresenta-nos uma história
complexa, cheia de emoção que, mesmo a mim que conheço todos os acontecimentos
aqui descritos e portanto não tive muitas surpresas, me deixou com o coração
nas mãos e a desejar que as personagens não tivessem as surpresas desagradáveis
que eu a partida sabia que iriam ter.
Com uma narrativa que parece complicada a primeira vista,
este livro apresenta a forma como cinco famílias de diferentes países, os que
maiores mudanças sofreram durante a I Guerra Mundial, olham e lidam com aquele
que seria o primeiro desastre à escala mundial que o mundo alguma vez vira. Através
das várias vertentes da história conhecemos os porquês de se favorecer uma
guerra ou não, a maneira como cada um lidou com as alterações políticas e
sociais do seu país, como pessoalmente, cada personagem viveu as mudanças
drásticas que o seu mundo sofreu. Desde o movimento feminino e das classes
sociais na Grã-Bretanha, a escalada ao poder pelos bolcheviques, a esperança destronada
dos alemães ou o começo dos E.U.A como potência, todos estes acontecimentos nos
são relatados de uma forma coerente, com todos os prós e contras, sem o autor
tomar uma posição sobre cada um deles, deixando o leitor observar em pleno e
permitindo-lhe tomar as suas próprias conclusões.
Emocionante, cru, duro e, por vezes, emotivo, este enredo
não só nos ensina como nos agarra à realidade e à ficção de milhares de vidas
que através destas personagens podemos conhecer. A fome, a guerra, a morte, as
revoltas, os casamentos e nascimentos, tudo o que é inerente a uma vida humana
está aqui, na sua forma mais real sem ser embelezada, sem ser desculpada ou
considerada culpada. Um mapa acaba por ser tornar um desenrolar de histórias,
consequências de actos e perdas, de vitórias e pensamentos, acaba por ser o
retrato de uma Europa que chegou ao fim e recomeçou da pior forma possível,
onde ser perdedor e vencedor acabou por decidir modos de vida e de pensar. Brilhante,
intenso, este livro é algo de extraordinário e mostra como a I Guerra Mundial
mudou o mundo profundamente e o deixou à beira de um colapso mundial, em pausa
até a próxima guerra, cimentado ódios e revoltas que dariam frutos mais tarde
por causa da ambição, da esperança, dos desejos dos mais poderosos.
As personagens de Follett têm algo de especial. São reais,
extremamente reais. São personagens imperfeitas até à médula, são personagens
que não puxam pela nossa compaixão, amor ou ódio. Têm defeitos, em nada são
perfeitas, em momento algum são heróis ou vilões, são vidas que ao longo de
vários obstáculos se reinventam. São humanas no sentido mais lato da palavra. Aqui
não há favoritos e isso ainda torna este livro melhor, mais real, mais puro
porque demonstra o quanto este livro é sobre o ser humano, sobre as suas
esperanças e ideais, ódios e preconceitos.
A Queda dos Gigantes é
um mosaico de extrema crueza e, surpreendentemente, também de beleza. É um
livro que nos apresenta a Humanidade, o Mundo, a forma como nas épocas mais
negras, sentimentos refulgem como chamas ainda mais fortemente. É um livro que
não vos vai ensinar História mas que poderá fazer-vos compreender muitas coisas.
Parece que estou convencida senhor Follett.
4,5*

Ai quero tanto ler este!!! Li Os pilares da terra e as sequelas, Um mundo sem fim e fiquei admiradora do senhor Follet:).
ResponderEliminarBeijinhos*
Desses ainda só vi as séries mas tenho cá o Pillars of the Earth em inglês para ler *.* Este é tão bom Jojo!
EliminarBeijinhosss
Olá,
ResponderEliminarApenas tive a oportunidade de ler Os Pilares da Terra e adorei, aqui a grande questão dos livros do escritor é mesmo os preços pois são muito caros.
mas já tinha lido boas referências a esta nova trilogia do qual a tua opinião só vem confirmar ser excelente :)
Bjs
Olá Fiacha!
EliminarDe facto os preços dos livros dele são um abuso o que é uma pena =s
Sem dúvida!;)
Beijinhos