sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Opinião - The Sixth

Título Original: The Sixth
Autor: Avery Hays
Editora: Diadema Press
Número de Páginas: 353


Sinopse
 Avery Hays brings us an effervescent adventure from the dawn of the modern age, with a heroine who is strong of heart and quick of wit. Welcome to the gaslit, cobblestoned streets of Paris, 1910. Florbela Sarmentos is twenty-one and knows what she wants: art, romance, and to free her father from the prison of Portugal's despotic King Manuel II. Born in Lisbon, educated in London and at a painting academy in Cherbourg, France, the cosmopolitan Florbela moves to Paris and takes up residence in the wildly bohemian enclave of La Ruche, there to pursue a creative life. Some of the yet-to-be-discovered artists living in her building are Diego Rivera, Amedeo Modigliani and Marc Chagall. By day she paints, and by night she attends parties with the residents of La Ruche, who introduce her to collectors and creative spirits in Paris's fabled Sixth Arrondissement. Along the way, Florbela attracts several hot-headed admirers, two of whom become so inflamed with jealousy that they become each other's deadly enemies. But Florbela's fledgling artistic and social life is soon eclipsed, when she can no longer escape the political shadow of her father, a Portuguese writer imprisoned in Lisbon for criticizing the corrupt monarchy. Florbela tries to find news of her father through Portuguese political exiles and sympathizers in Paris - with alarming results. When she contacts a friend of her father, Professor Almeida, he turns up dead, killed by an assassin from the pro-monarchist society Ordo Crucis Incendio - the Order of the Burning Cross. Professor Almeida's dying words lead Florbela to a secret, encrypted painting that might save her father and overthrow the king. Now, Florbela is the assassin's next target. With the help of Armand, a dashing French rebel, Florbela fights to bring the secret painting to the Portuguese resistance fighters. It just might save her country...and her life.


Opinião

  AM.D. Hays trabalhou, viveu e viajou por mais de trinta países nos seis continentes mas actualmente reside nos Estados Unidos enquanto trabalha no seu próximo romance, outro trabalho em conjunto com o seu marido, W.S.T Hays. O seu primeiro romance é uma colaboração de ambos e foi publicado no dia 31 de Outubro deste ano ainda não estando traduzido para qualquer língua.


  Não é todos os dias que encontrámos um livro estrangeiro cuja história seja sobre um acontecimento da História de Portugal por isso, foi com grande curiosidade e entusiasmo que comecei a ler The Sixth, um livro cuja história assenta no fim da monarquia e na implantação da república. Escrito com cuidado e muito detalhe, o livro é rico em descrições que acabam por se tornar exageradas e extremamente aborrecidas, dando a sensação que em mais de metade do livro nada de significativo para a história acontece, o que torna a leitura pouco fluente e cheia de informação desnecessária. O ponto positivo deste livro, a escrita, acaba por perder por isso, deixando em evidência os muitos pontos negativos da primeira obra de Avery Hays.


  A narrativa começa mal logo desde início quando vários erros históricos sobre esta época da História de Portugal são descritos e usados como fundo para a história, o que a torna desde o início, pouco credível e errónea. Não há desculpa para a falta de pesquisa quando, ainda por cima, mais tarde nos apercebemos do cuidado que a autora teve em relação à história artística de Paris da época. Como se não bastasse, a autora também utiliza mal expressões portuguesas, cometendo erros ortográficos imperdoáveis ou usando palavras do português do Brasil em vez de no português de Portugal.


  O enredo é supérfluo e aborrecido. A acção é extremamente lenta e com o avançar dos acontecimentos vai se perdendo em descrições desnecessárias, o que faz com que a história acabe por se perder da ideia original. A isso também ajuda o facto de ser tão repetitivo pois mais de metade da história passa-se em festas ou em jantares que nada trazem de novo à história, aliás, a história acaba por se centrar mais nas pouco credíveis relações amorosas e no problema da protagonista com a roupa de um dos pretendentes. As situações românticas chegam mesmo a ser ridículas pois não existe nenhuma razão para a protagonista ter três pretendentes nem se percebe como se criam essas ligações. Pareceu-me tudo muito exagerado e mal desenvolvido como tantas outras coisas neste livro.


  As personagens são ocas, sem personalidade ou qualquer característica que apele ao leitor. As próprias relações entre elas não têm emoção ou sentido, sendo mal exploradas e desenvolvidas. 


  The Sixth podia ter sido um bom romance histórico mas acaba por ser uma salganhada de erros sem pés nem cabeça. Uma grande desilusão.


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