sábado, 30 de novembro de 2013

From Pages to a Movie *Em Chamas*



  Um dos filmes mais esperados do ano, uma das adaptações mais desejadas, Em Chamas superou as expectativas e mostrou, mais uma vez, a razão do sucesso desta trilogia quer em papel quer no cinema.

  Tal como o primeiro filme, este também está muito fiel ao livro, conseguindo transpôr muitos dos momentos do livro de uma forma fantástica e credível. Toda a adrenalina, tensão e medo que se vive no livro é reflectido no filme em imagens fortes e marcantes que me arrepiaram do início ao fim, principalmente o discurso de Katniss no Distrito 11 que me deixou de lágrimas nos olhos, entre tantos outros momentos arrepiantes. Em Chamas segue a linha de qualidade de Os Jogos da Fome, seja no maravilhoso guarda-roupa que mais uma vez tem o seu auge nos vestidos de Katniss, seja nos cenários, em que a diferença neste filme é a nova arena, absolutamente espectacular, seja nos efeitos especiais como a névoa ou a destruição da cúpula que ficaram deveras impressionante.

  O elenco neste filme foi aumentado, tendo sido adicionadas muitas personagens importantes. O tão esperado Finnick foi exactamente o que eu imaginei, Sam Claflin é
perfeito para o papel e a parte boa é que vai continuar a aparecer. Johanna Mason, interpretada por Jena Malone, é ainda mais louca do que me lembro e a Mags, para mim a sempre eterna empregada da Miranda do Sexo e a Cidade, é ainda mais fofa. O restante elenco mantêm o carisma a que nos habitou no primeiro filme, sendo o grande destaque a maravilhosa Jennifer Lawrence, perfeita como sempre. Donald Sutherland, um senhor que adoro, é absolutamente de meter medo como Presidente Snow e todos os dias agradeço por ser ele a interpretá-lo. E, claro, o Woody Harrelson marca sempre pontos como Haymitch. Liam e Josh não ficaram esquecidos claro mas como não sou fã do Gale pode-se dizer que gosto mais da interpretação do Josh que cada vez se revela mais um Peeta há altura.

   A destacar que fui ver este filme ao IMAX em excelente companhia e estou muito contente por não ir muito ao cinema porque à partir de agora não sei se o cinema dito normal vai voltar a ter piada. Possivelmente não. Em Chamas supera tudo e no fim só me apetecia voltar a vê-lo e chorar por ainda faltar um ano para Revolta. Ai que dor.

























sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Opinião - The Sixth

Título Original: The Sixth
Autor: Avery Hays
Editora: Diadema Press
Número de Páginas: 353


Sinopse
 Avery Hays brings us an effervescent adventure from the dawn of the modern age, with a heroine who is strong of heart and quick of wit. Welcome to the gaslit, cobblestoned streets of Paris, 1910. Florbela Sarmentos is twenty-one and knows what she wants: art, romance, and to free her father from the prison of Portugal's despotic King Manuel II. Born in Lisbon, educated in London and at a painting academy in Cherbourg, France, the cosmopolitan Florbela moves to Paris and takes up residence in the wildly bohemian enclave of La Ruche, there to pursue a creative life. Some of the yet-to-be-discovered artists living in her building are Diego Rivera, Amedeo Modigliani and Marc Chagall. By day she paints, and by night she attends parties with the residents of La Ruche, who introduce her to collectors and creative spirits in Paris's fabled Sixth Arrondissement. Along the way, Florbela attracts several hot-headed admirers, two of whom become so inflamed with jealousy that they become each other's deadly enemies. But Florbela's fledgling artistic and social life is soon eclipsed, when she can no longer escape the political shadow of her father, a Portuguese writer imprisoned in Lisbon for criticizing the corrupt monarchy. Florbela tries to find news of her father through Portuguese political exiles and sympathizers in Paris - with alarming results. When she contacts a friend of her father, Professor Almeida, he turns up dead, killed by an assassin from the pro-monarchist society Ordo Crucis Incendio - the Order of the Burning Cross. Professor Almeida's dying words lead Florbela to a secret, encrypted painting that might save her father and overthrow the king. Now, Florbela is the assassin's next target. With the help of Armand, a dashing French rebel, Florbela fights to bring the secret painting to the Portuguese resistance fighters. It just might save her country...and her life.


Opinião

  AM.D. Hays trabalhou, viveu e viajou por mais de trinta países nos seis continentes mas actualmente reside nos Estados Unidos enquanto trabalha no seu próximo romance, outro trabalho em conjunto com o seu marido, W.S.T Hays. O seu primeiro romance é uma colaboração de ambos e foi publicado no dia 31 de Outubro deste ano ainda não estando traduzido para qualquer língua.


  Não é todos os dias que encontrámos um livro estrangeiro cuja história seja sobre um acontecimento da História de Portugal por isso, foi com grande curiosidade e entusiasmo que comecei a ler The Sixth, um livro cuja história assenta no fim da monarquia e na implantação da república. Escrito com cuidado e muito detalhe, o livro é rico em descrições que acabam por se tornar exageradas e extremamente aborrecidas, dando a sensação que em mais de metade do livro nada de significativo para a história acontece, o que torna a leitura pouco fluente e cheia de informação desnecessária. O ponto positivo deste livro, a escrita, acaba por perder por isso, deixando em evidência os muitos pontos negativos da primeira obra de Avery Hays.


  A narrativa começa mal logo desde início quando vários erros históricos sobre esta época da História de Portugal são descritos e usados como fundo para a história, o que a torna desde o início, pouco credível e errónea. Não há desculpa para a falta de pesquisa quando, ainda por cima, mais tarde nos apercebemos do cuidado que a autora teve em relação à história artística de Paris da época. Como se não bastasse, a autora também utiliza mal expressões portuguesas, cometendo erros ortográficos imperdoáveis ou usando palavras do português do Brasil em vez de no português de Portugal.


  O enredo é supérfluo e aborrecido. A acção é extremamente lenta e com o avançar dos acontecimentos vai se perdendo em descrições desnecessárias, o que faz com que a história acabe por se perder da ideia original. A isso também ajuda o facto de ser tão repetitivo pois mais de metade da história passa-se em festas ou em jantares que nada trazem de novo à história, aliás, a história acaba por se centrar mais nas pouco credíveis relações amorosas e no problema da protagonista com a roupa de um dos pretendentes. As situações românticas chegam mesmo a ser ridículas pois não existe nenhuma razão para a protagonista ter três pretendentes nem se percebe como se criam essas ligações. Pareceu-me tudo muito exagerado e mal desenvolvido como tantas outras coisas neste livro.


  As personagens são ocas, sem personalidade ou qualquer característica que apele ao leitor. As próprias relações entre elas não têm emoção ou sentido, sendo mal exploradas e desenvolvidas. 


  The Sixth podia ter sido um bom romance histórico mas acaba por ser uma salganhada de erros sem pés nem cabeça. Uma grande desilusão.


From Pages to a Movie *Frakenstein de Mary Shelley*


  Adaptação do livro de Mary Shelley, Frankenstein, este é um filme de 1994 que conta com imensas estrelas como Helena Bonham Carter, Kenneth Branagh, Ian Holm, Aidan Quinn, John Cleese e Robert De Niro. Só por este elenco fica visto o quão bom este filme é e as expectativas foram sem dúvida ultrapassadas.

  Ainda não li o livro, irei lê-lo para o ano para a temático de Terror do Desafio 12 Clássicos em 2014, porque confesso esta é para mim a história dos meus pesadelos. Imaginar que a ambição humana pode ultrapassar toda e qualquer moral, que o conhecimento pode decidir questões como a vida e a morte é para mim, uma ideia assustadora pois demonstra que os limites podem ser ultrapassados facilmente com consequências que poucos poderão adivinhar ou até mesmo preocupar-se. Daí que esta história me assuste como nenhuma outra e que só agora me tenha rendido a ela.

  Parti para a visualização deste filme sabendo o básico sobre a história do monstro de
Frakenstein e foi com curiosidade e horror que assiste a cada momento deste filme que está para mim muito bem conseguido. A caracterização, os cenários, o vestuário estão bastante bem adequados e dão à história o ar sombrio que ela deve ter. O laboratório está perfeito bem como todas as cenas de construção da criatura e aquela em que ela desperta para a vida é qualquer coisa de arrepiante. Não sei porquê mas este filme fez-me lembrar muito outro que adoro, Sleeppy Hollow, talvez pelo ar gótico e sombrio que ambos têm e por colocarem a nu as partes mais negras da alma humana. Para além das cenas assustadoras este filme tem também cenas bastante comoventes e mesmo bonitas, acho mesmo que tem uma das cenas mais românticas do cinema, que mostram que esta não é apenas uma história de monstros.

  Não sei se está muito fiel ao livro por ainda não o ter lido mas posso dizer que é uma história complexamente humana, que transmite muitas emoções e tem uma moral bastante vincada e que isso é transmitido no filme pelas emoções das personagens. Aliás este filme tem representações de arrepiar. Primeiro Robert De Niro é excelente como criatura, nenhum actor poderia o ser como ele é. Seja nos momentos de ira ou de fraqueza, seja na relação amor/ódio entre a criatura e Frankenstein ou nos momentos mais introspectivos, toda a representação de De
Niro tem a qualidade que este actor dá a todos os seus papéis. A sempre magnífica Helena é fantástica como Elizabeth, aliás acho que esta tornou-se uma das minhas personagens preferidas dela. Já Branagh é um actor que não conheceu tão bem mas que me convenceu em pleno como Frankenstein.

 Se for possível ganhei um respeito ainda maior a esta história, fiquei com vontade de a ler e este filme tornou-se um dos meus preferidos. Fantástico.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Momento da Semana Harry Potter #1

  Vi este meme no blogue Blog of Erised e como fã de Harry Potter era impossível resistir-lhe!

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionad. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é o objecto mágico preferido.

  Existem vários objectos que adoro na saga Harry Potter e muitos deles estão ligados a momentos ou personagens preferidos, por isso, foi um bocadinho difícil escolher um deles mas escolho o Mapa do Salteador.


  O Mapa do Salteador é um mapa lá está, mágico da Escola de Hogwarts que apareceu pela primeira vez em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o meu livro preferido. Este mapa nunca mente e precisa de umas palavras mágicas para ser aberto ("Juro solenemente que não irei fazer nada de bom") e se estas não forem ditas aparece uma mensagem ofensiva personalizada.

  Este objecto tão simples e talvez o menos espectacular de todos para mim é muito especial, não só porque foi criado pelo grupo mais fixe de sempre, James, Sirius, Remus e o menos fixe Peter mas porque acompanhou Harry, Ron e Hermione em muitas aventuras. Sendo um objecto que acaba por ligar uma geração à outra, acaba por ser um objecto que esconde muitos segredos e diabruras e graças ao qual muitos se puderam safar... ou não. Ou seja, este é um objecto especial para mim mais por termos sentimentais apesar de  sempre ter achado que um mapa onde diz onde estam todas as pessoas e que sabe todas as passagens secretas é de extrema utilidade, não só porque podemos fazer as travessuras que quisermos como em caso de dúvida ou mentira temos uma prova irrevogável de quem estava onde, útil não é?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Picture Puzzle #52





Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; 

Puzzle #2
 Pistas: traduzido para português;


terça-feira, 26 de novembro de 2013

*TAG Literária*

Quem criou esta  TAG foi a Ana Vitorino do Como Respira? e eu encontreia no blogue I Only Have... da Marta M.


1. Qual a capa mais bonita da tua estante? 
 Porque é linda, linda, linda e me foi dado por meninas lindas, lindas, lindas *.*



2. Se pudesses trazer uma personagem para a realidade, qual seria? 
 A Daphne Bridgerton! Adoro-a!

3. Se pudesses entrevistar um/a autor/a qual seria? 
 A Jacqueline Carey. Era a pessoa mais feliz do mundo!



4. Um livro que não lerás de novo, porquê?
 São alguns mas pronto eu escolho só um... Escolho o Halo para não me estar a repetir. Porque é mais um Crepúsculo só que com anjos.




5. Uma história confusa?
 O Alquimista de Michael Scott. Que livro mal enjorcado...



 6. Um casal? 
 Joscelin e Phèdre de A Saga de Kushiel. Eu passo a vida dizer isto mas eles são mesmo o casal perfeito!


7. Dois vilões? (podem ser vilões amados ou odiados).
 Melisande da Saga de Kushiel e Darkling do Luz e Sombra. Adoro ambos porque são vilões à sério, complexos, cruéis, cheios de planos e segredos que manietam todos à sua vontade sem ninguém perceber e são geniais. Completamente geniais.

 
 8. Uma personagem que matarias (ou tiravas do livro)? 
 Autores agradeço que parem de matar as personagens que EU gostava de matar sim? Que coisa, agora tenho de ir escolher uma que não se tenham lembrado de matar... Já sei! o "Black Jack" Randall do Outlander! Se eu pudesse pôr-lhe as mãos em cima desfazia-o aos bocadinhos.

 
9. Se pudesses viver num livro, qual seria?
 Neste momento queria viver dentro do Luz e Sombra da Leigh Bardugo.



 10. Qual o teu livro mais pequeno e maior? (em termos de páginas)
 Com 70 páginas o meu livro mais pequeno é o Escaravelho de Ouro de Edgar Allan Poe e o maior é o Pillars of the Earth com 1100 páginas. Coisa pouca. Pouca diferença.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Opinião - Tigana, A Lâmina na Alma

Título Original: Tigana (#1.1 Tigana)
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 320


Sinopse
 Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.


Opinião

  Quando Christopher Tolkien precisou de um assistente para editar o trabalho do pai, escolheu um estudante de Filosofia cujos pais eram amigos da sua segunda esposa, Baillie, um jovem chamado Guy Gavriel Kay. Guy mudou-se para Oxford em 1974 para ajudar Christopher com a edição d’O Silmarillion e durante esse processo aprendeu bastante sobre escrita e edição e também ganhou um gosto pela fantasia, um gosto que o levaria, após terminar a sua graduação em Direito, a começar a escrever ficção.


  Anos mais tarde, Guy publicou o seu primeiro livro, A Árvore do Verão, o início de uma trilogia onde a influência de Tolkien era bem visível e que foi lida por gerações de leitores, A Tapeçaria de Fionavar. Mas, foi em 1990 que Guy Gavriel Kay encontrou o seu lugar na Fantasia, com um livro que pela primeira vez mostrou a sua voz e estilos únicos e que iriam marcar todos os livros que seguiram. Tigana é a obra-prima de Kay, o livro que revolucionou a Fantasia Histórica apesar de o autor preferir dizer que os seus livros não têm um género específico. Vencedor de dois prémios, nomeado para o Aurora, Tigana está traduzido para dezasseis línguas e anos depois, finalmente, chega às livrarias portuguesas.


  Depois de me ter apaixonado pela escrita de Kay em A Tapeçaria de Fionavar e Os Leões de Al-Rassan heis que finalmente leio o famoso Tigana e, mais uma vez, voltei a apaixonar-me pela voz arrebatadora deste autor que, com uma escrita de beleza ímpar, palavras onde as emoções fluem e as lendas ganham vida, nos conta uma história de perda, de vingança e recordação que irá prender-nos o fôlego, arrebatar-nos a alma e devastar-nos os sentimentos. Kay é um mestre sem igual, um autor que consegue transmitir as ambiguidades e conflitos do ser humano, um autor capaz de contar histórias sublimes que nunca mais seremos capazes de esquecer, um autor que eleva os sentimentos nobres como a coragem, a lealdade e a esperança a um patamar que poucos poderão um dia alcançar.


  Sendo este o primeiro volume de dois, A Lâmina na Alma é uma apresentação de um mundo onde poderemos ver resquícios dos vários territórios italianos no tempo da Renascença, territórios divididos por dois poderes tiranos onde o rancor tem crescido cimentado pela recordação e saudade. Como vem sendo habitual no trabalho deste autor, são múltiplas as culturas, crenças e sociedades representadas, com políticas, histórias e línguas próprias, que vamos descobrindo ao longo da leitura através de personagens ou lendas tal como vamos absorvendo a rivalidade entre os tiranos, as diferenças de actuar de cada um, os ódios e revoltas que cada um cimenta, as suas próprias histórias e as próprias rivalidades entre territórios e suas diferenças. Como mundo fantástico, Tigana é um regalo para qualquer leitor fã de mundos e histórias complexas pelas suas vastas características bem desenvolvidas, pelos pormenores requintados e pela força da sua história.


  A narrativa é poderosa e sublime. Conta-nos uma lenda de incomensurável beleza, de exílio e amor à pátria e à família, de vingança e perda, de recordação e esquecimento que nos destrói e preenche, que marca irrevogavelmente todo aquele que a lê, não nos deixando pensar em mais nada senão no que se seguirá na próxima página. Existe uma tristeza nesta história que se infiltra nas palavras e se transcende, uma tristeza que sentimos com as personagens, que nos absorve, tal o talento do autor para transbordar sentimentos das suas palavras. Feita de momentos únicos, predestinados que poderão mudar tudo, esta é uma história de fatalidades, de coragem e lealdade, tanto de ódio como de esperança, uma história feita de música e poesia que recorda sempre tudo o que se perdeu. E de amor, pois não há sentimento que mova mais os homens que este seja a uma mulher, ao filho, ao irmão ou à pátria.


  Subtilmente, a história vai se adensando e a cada momento torna-se mais profunda. Através de conspirações, segredos e revelações, cada peça deste complexo puzzle vai se juntando e as ligações entre acontecimentos e personagens começam a fazer sentido bem como a revelar facetas escondidas das personagens, passados que levam há quem são e o que procuram de facto e actos que nos fazem compreender melhor e trazem um maior misto de sentimentos ao leitor. Muito ainda está por revelar e muito ainda irá acontecer até que esta complexa tapeçaria esteja completa mas até lá não há como não nos deliciarmos com os encontros e desencontros que irão levar as personagens até ao confronto final.


  Como já é hábito, as personagens de Kay são ambíguas, complexas, cheias de profundas camadas que o leitor vai conhecendo em cada ocasião e que em todas o consegue surpreender. Poderia dizer-se que esta é uma história de heróis e vilões mas não, esta é sim, uma história que mostra que todos somos heróis e vilões, todos temos defeitos e qualidades, todos podemos ser santos e pecadores. Cada personagem é eximiamente elaborada, cada uma tem a sua aura própria, cada uma é importante. Aqui não há personagens há odiar, há personagens a adorar, a respeitar, a admirar. Poucos escrevem personagens assim, personagens tão reais como as palavras que as descrevem. 


  Tigana é considerado uma obra-prima. E é. Um livro que mais de vinte anos depois continua a chegar a gerações de leitores, um livro que continua a arrebatar todos aqueles que o lêem, um livro cuja história continua a provocar sentimentos. Falta agora o segundo volume para sabermos o fim. A espera será, certamente, dolorosa e o final, o final será, seja ele qual for, glorioso.


Resultado Passatempo *O Voo do Corvo*

E o último passatempo antes do Natal terminou!

Para passatempo, com o apoio da Planeta Manuscrito, tinha um exemplar do mais recente livro da Senhora da Fantasia Juliet Marillier para vos oferecer, O Voo do Corvo.

Das 86 participações válidas, o random.org escolheu...

39. Raquel (...) Barata, Santa Iria de Azóia

Muitos Parabéns a vencedora! Quanto aos restantes não se preocupem se não ganharam ainda porque vem aí o Natal...

domingo, 24 de novembro de 2013

Desafio 12 Clássicos em 2014



A Catarina do Páginas Encadernadas disse e muito bem que este desafio era para mim. Claro que é, é a minha cara!

Criado pela Catarina R. do blogue Sonhar de Olhos Abertos, este desafio consiste em ler doze clássicos, um em cada mês e dentro de certas temáticas. Eu gostei e vou sem dúvida participar!


 Janeiro: Época Victoriana - Great Expectations  
Fevereiro: Romance - Emma  
Março: Séc.XVIII ou anterior  - Umas das peças que não li de Shakespeare  
Abril: Fantasia ou ficção científica - 1984/Admirável Mundo Novo
Maio: Literatura europeia (excepto inglesa) - A Relíquia  
Junho: Infantil - The Secret Gardens  
Julho: Séc. XIX - Dom Casmurro
Agosto: Aventura - Sandokan Os Mistérios da Floresta Negra  
Setembro: Séc. XX - Mrs. Dalloway 
  Outubro: Terror/ Mistério /Gótico - O Calafrio  
Novembro: Foi adaptado para cinema - A Idade da Inocência  
Dezembro: Livre - Whashington Square

New Author Challenge 2014



  Participei neste desafio em 2012 e 2013 provou-me que ainda há muitos autores a descobrir por isso em 2014 vou voltar a repetir!

  A ideia é do blogue Literary Escapism que nos propõe pelo sexto ano consecutivo a experimentarmos um número de novos autores. Eu vou desafiar-me a ler 25 novos autores.

  Para se inscreverem e conhecerem as regras basta aceder no link acima.

2014 Finishing the Series Reading Challenge




  Como todos os anos acabo uma ou outra série, este ano decidi aderir a este desafio!

  Originário deste blogue (clicando no link irão dar ao post onde se podem inscrever) o objectivo deste desafio é concluir as séries iniciadas. Todos os livros dessa série contam para o desafio, não interessando se faltam 1 ou 10 livros para a conclusão. Os livros podem estar em qualquer formato e devem ser lidos entre 1 Janeiro 2014 e 31 Dezembro 2014. Podemos ir mudando as séries ao longo do ano, desde que as concluamos. Existem três níveis:

1-Concluir uma série
2-Concluir duas séries
3- Concluir três ou mais séries

 Eu vou escolher o nível 3 apesar de não saber ainda quais as séries que vou terminar.

Queen's Challenge





  Pelo segundo ano consecutivo, irei realizar este desafio e convido os que já participaram e os que ainda não o fizeram mas sintam curiosidade em participar também!

  Como a maioria deve saber, a minha área de estudo é a História e por isso eu leio muitos romances ou ficção histórica e, de há uns meses para cá, têm vindo parar cá a casa muitos livros sobre personalidade femininas que, esquecidas nas árvores genealógicas ou nos livros de História muitas vezes, tiveram um peso assolapador na sua época, no seu país e na sua família. Estas mulheres eram esposas de reis, filhas de reis ou mães de reis e eram, muitas vezes, rainhas.

  É sobre algumas dessas mulheres que sentadas lado a lado com reis governaram e decidiram sobre vida e morte, ou simplesmente sentiram o peso exagerado da coroa, que eu proponho um desafio a quem quiser participar.

  Durante o ano de 2014, desafio-vos a ler 4 livros em que a personagem principal é uma Rainha. Podem ler sobre rainhas da mesma dinastia, do mesmo país, intercaladas, como quiserem, o que interessa é que a história seja sobre uma. 

  Para participarem basta levarem o botãozinho e se quiserem, podem ir dando conta do estado das vossas leituras neste post. Para seguirem as opiniões e estado das minhas basta irem ao separador dos Desafios.


TAG *Os Títulos*

  Mais uma TAG feita pela Catarina do Páginas Encadernadas que, mais uma vez, eu vou roubar! A TAG é originário deste canal e consiste em responder à seis perguntas sobre títulos de livros.


1- O título mais longo de um livro que já viste
Tenho dois livros com títulos muito longos e comparados este ganha.


 2- O título mais curto de um livro que já viste
 Neste momento não me lembro de nenhum mais curto, pelo menos dos que tenho.



3- Um título que não tem nada a ver com a história do livro
 Wolf Hall de Hilary Mantel porque esse era o nome da residência dos Seymour e ela só aparece no fim do livro e Jane Seymour só tem destaque no livro a seguir por isso não sei qual o sentido do primeiro livro da trilogia do Thomas Cromwell se chamar assim quando devia ter algo a ver com a Ana Bolena ou com o próprio Cromwell




4- Um título que descreve o livro na perfeição
 Não há título mais perfeito que Austenlândia: Há procura de Mr. Darcy! O livro passa-se na Austenlândia E a protagonista anda MESMO há procura do Mr. Darcy. Perfeito.



 5- O título mais irritante
 Crónica de Paixões & Caprichos da Julia Quinn. Desafio-vos a encontrar algo mais irritante que isto... Ainda por cima o livro é tão fofo e tem um título tão cliché.



6- Combina todos os títulos das perguntas anteriores e cria o teu próprio título
 Ai ai e agora? Vamos lá ver...

 Austenlândia e Wolf Hall, uma Crónica de Paixões e Caprichos, num Reino Mais Além das Ondas e da Duna