terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Opinião - The Queen's Choice

Título Original: The Queen's Choice (#1 Heirs of Chrior)
Autor: Cayla Kluver
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 512

Sinopse
 Magic was seeping out of me, black and agonizing. I could see it drifting away. The magic that would let me pass the Road to reach home again.

When sixteen-year-old Anya learns that her aunt, Queen of the Faerie Kingdom of Chrior, will soon die, her grief is equaled only by her despair for the future of the kingdom. Her young cousin, Illumina, is unfit to rule, and Anya is determined not to take up the queen's mantle herself.

Convinced that the only solution is to find Prince Zabriel, who long ago disappeared into the human realm of Warckum, and persuade him to take up his rightful crown, Anya journeys into the Warckum Territory to bring him home. But her journey is doomed to be more harrowing than she ever could have imagined….

Opinião

  Filha de advogados e irmã do meio de um trio de raparigas, Cayla ditou à mãe a sua primeira história (sobre um coelho) quando tinha dois anos, facto que a mãe conta a todos mas do qual Cayla não se recorda. Recorda-se sim, que o seu primeiro livro foi publicado graças a ela. Quando a jovem tinha 15 anos, a mãe babada abriu uma editora e publicou o primeiro livro da filha, Alera – A Princesa Herdeira que mais tarde seria vendido à AmazonEncore e dois anos depois à Harlequin Teen, a actual editora de Cayla.

  A autora terminou a sua primeira trilogia em 2012 e irá lançar uma nova trilogia este ano, iniciada com The Queen’s Choice, uma fantasia feérica.

  Cayla Kluver é uma autora que me tem suscitado curiosidade desde que a sua trilogia Alera foi publicada em Portugal mas só tive oportunidade de ler um livro seu agora com o início desta trilogia. As expectativas eram muitas e o desejo de gostar desta autora imenso mas infelizmente há desilusões de vez em quando e esta autora, este livro foi a primeira desilusão deste ano. Como único ponto positivo tenho a apontar a escrita da autora, trabalhada e bonita que não chega a ser fenomenal pelo simples facto de se perder em descrições desnecessárias em vez de contar uma história, história essa que faz jus à sinopse bastante vaga uma vez que depois de ter terminado o livro continuo sem perceber exactamente o que se passou. Um exemplo de como uma escrita bonita não faz um livro sozinha.

  A verdade é que este livro é aborrecido até a morte. Durante mais de trezentas páginas não se passa nada, absolutamente nada. As quinhentas páginas de The Queen’s Choice são feitas de descrições detalhadíssimas sobre coisas que não interessam ao enredo, de diálogos desinteressantes entre a protagonista e a suposta amiga, de acontecimentos incoerentes e uma constante repetição de desgraças em que a protagonista se mete porque se acha inteligente mas é burra que nem uma porta. Literalmente. Imaginem: a protagonista, Anya, diz “isto não faz sentido, sou a única pessoa inteligente que vê isso” e logo a seguir caí na situação mais estúpida e previsível que pode acontecer. Ou seja, a autora muito embeleza a história com supostas frases profundas e palavras bonitas mas isto não tem conteúdo, não tem enredo, não tem ponta por onde se lhe pegue.
 
  Supostamente este livro é sobre fadas, seres feéricos. Ora as fadas de Kluver resumem-se em três pontos: asas, poder relacionado com um dos elementos e Natureza. Nada mais do que isto. Na minha cabeça, as fadas são criaturas com centenas, milhares de anos ou assim diz o folclore mas estas fadas têm a idade dos humanos e sem asas são exactamente isso. Humanos. Depois descobri que há umas criaturas que perseguem fadas porque se alimentam da sua magia só que mais à frente essas mesmas criaturas pedem para ser salvas… à fada. Portanto atacam fadas, perseguem-nas e depois “por favor salva-nos”? E isto são alguns exemplos da incoerência deste livro porque há mais, muito mais. Por exemplo, isto é uma suposta fantasia épica mas a autora utiliza imensas expressões do nosso mundo moderno. Estão a ver o sentido nisto?

  E por fim, as personagens. Aquelas que recebem o prémio pelas personagens mais chatas, estúpidas e sem personalidade deste ano. E atenção, o ano começou há catorze dias. Ora, a Anya é um exemplo de tudo o que não se deve fazer e dizer. A Anya é uma daquelas criaturas que tudo o faz dá asneira, tudo o que diz dá problema. Resumindo, ela é um problema andante, irritante, chata, pedante e sonsa que se faz acompanhar de uma amiga que eu ainda não percebi como se tornou amiga dela, que é por sua vez, manienta, convencida e intratável. Estão a imaginar esta dupla? Agora imaginem que vão ter de as aturar quase exclusivamente até a página 354. Pois é. Dor, muita dor. As próprias relações entre as personagens são pouco credíveis e desinteressantes para além de não demonstrarem qualquer emoção.

  The Queen’s Choice marca assim como a primeira desilusão do ano e conseguiu retirar-me toda a vontade de ler os restantes livros de Kluver.


5 comentários:

  1. Opah! A sério? Que cena! Eu até gostei da trilogia da Alera (não sei de viste no Blog). Agora fiquei triste. =(

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    1. A sério Joana =( Eu já li uma opinião no Goodreads de uma pessoa que gostou da Alera mas não tanto deste... Por acaso ainda não vi mas fiquei mesmo triste porque estava cheia de vontade de ler a Alera e agora até fiquei com medo =(

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    2. Pah, eu até achei os livros engraçados, podia ter gostado mais, mas eu e o YA temos tido problemas ultimamente. De qualquer modo, se quiseres posso emprestar-te os livros =)

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  2. I gave it 3/5 because I felt generous. The ending was alright, the rest was pretty much lame.

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  3. Tenho os Alera para ler, fiquei sem vontade. :(

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