terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Opinião - Pandemonium

Título Original: Pandemonium (#2 Delirium)
Autor: Lauren Oliver
Editora: HarperCollins
Número de Páginas: 248


Sinopse
 "So what was your name before?" I say, and she freezes, her back to me. "Before you came to the Wilds, I mean."

For a moment she stands there.

Then she turns around.

"You might as well get used to it now," she says with quite intensity.

"Everything you were, the life you had, the people you knew... dust."

She shakes her head and says, a little more firmly, "There is no before. There is only now, and what comes next."

After falling in love, Lena and Alex flee their oppressive society where love is outlawed and everyone must receive the "cure" - an operation that makes them immune to the delirium of love - but Lena alone manages to find her way to a community of resistance fighters. Although she is bereft without the boy she loves, her struggles seem to be leading her toward a new love.


Opinião


  Lauren Oliver estudou Literatura e Filosofia e, mais tarde foi assistente editorial. Cresceu a ler e a escrever continuações para os seus livros preferidos mas, em 2010, começou a contar as suas próprias histórias com Antes de vos Deixar mas Delirium, o primeiro volume da sua trilogia distópica foi, contudo, o seu maior sucesso.

  Pandemonium é o segundo volume dessa trilogia, foi publicado em 2012 e traduzido para dezassete línguas. Ainda não está disponível em português.

  Depois de uma estreia arrasadora com esta autora graças a Delirium, heis que regresso a esta distopia, em que o amor é uma doença e, cujo fim do primeiro volume, me havia deixado com o coração nas mãos, coisa que Pandemonium volta a conseguir ainda com mais sucesso. A escrita da autora, tão arrasadora emocionalmente, ganha uma nova dimensão e, ainda mais força neste segundo volume, que nada deve à simplicidade do primeiro. Muito pelo contrário, mostra que mais do que sobre o amor, esta trilogia é sobre a liberdade e o crescimento e, que se Delirium era uma trama delicada e subtil, este livro é uma força da natureza capaz de quebrar tudo à sua passagem e que deixará o leitor de rastos de variadas formas. 

  Para quem está a espera de uma narrativa cheia de mensagens poderosas mas uma acção suave, Pandemonium será uma desilusão. Ou, pelo contrário, uma grandiosa surpresa. Com um início que pode suscitar estranheza no leitor mas que rapidamente mostra o seu propósito, este livro é uma montanha-russa de emoções, reviravoltas e surpresas que nos deixa suspensos na sua leitura. Cheio de momentos de tensão, esta leitura é tão desesperante quanto agonizante, tão avassaladora quanto poderosa, graças à acção constante e aos perigos que as personagens vivem. Apesar de parecer completamente diferente do seu antecessor, o que nos pode levar a estranhá-lo, este livro acaba por resultar exactamente por ser uma trama mais ousada, mais misteriosa e que mostra um lado mais controlador e negro deste mundo.

  Ao longo desta leitura, vamos descobrindo novas facetas deste mundo, novas personagens e pormenores, que nos ajudarão a entender melhor a política e sociedade, a forma como a revolução é feita e quem são afinal os Invalids, como funcionam e se dividem e qual o seu objectivo quanto à doença. A forma como a leitura está dividida acaba por ser uma excelente maneira de nos apresentar os dois lados da contenda pois permite-nos conhecer tanto o centro dos Invalids como a organização que mais defende a cura, entre outros, acabando por ajudar o leitor a enquadrar-se. Ou seja, há uma complexidade e tensão neste livro que não existia no primeiro, e que leva a ideia do amor é uma doença ainda mais longe, apresentando-nos toda uma nova perspectiva sobre ela e, em que o inimigo, não é apenas uma figura que nos assombra mas sim uma que é capaz de magoar e aterrorizar pelas suas próprias mãos, que leva à sua avante independentemente de quem estiver à frente.

  Das personagens de Delirium apenas Lena continua connosco. A jovem ingénua do primeiro livro cresceu e endureceu, levando-nos a respeitá-la e a compreender como as acções anteriores a mudaram. Todo o novo rol de personagens é interessante e misterioso, guardando cada um os seus segredos e, tendo cada um, um papel a representar nesta complexa luta. Uma nova personagem em específico causou-me sentimentos contraditórios pela posição que assume em toda a trama. Gosto dele, gosto da sua história e até da sua ligação mas o meu cérebro ainda está a tentar compreender o que raios se passou. Não sei o que vai acontecer a partir daqui mas cheira-me que vem aí sarilhos dos grandes.

  Com um final, mais uma vez, de cortar a respiração, Pandemonium é uma sequela que ganha o seu direito a elevar-se do seu antecessor pois acaba por ser uma leitura muito mais revigorante e arrasadora. Lauren, não sei o que estás a tramar, mas vamos a isso!


As minhas opiniões da série

4 comentários:

  1. Ainda não o acabei de ler mas tinha esperança que o Alex de alguma maneira surgisse, fiquei triste por saber que não, mas de qualquer das maneiras estou a gostar do rumo das coisas :)

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  2. Humm...como disseste "Das personagens de Delirium apenas Lena continua connosco" fiquei com essa impressão, mas parece-me que me vou surpreender ;)

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