quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Opinião - Selling Scarlett

Título Original: Selling Scarlett (#1 Love Inc.)
Autor: Ella James
Editora: Barkley's Books
Número de Páginas: 426


Sinopse
 Elizabeth DeVille doesn't belong at a party like this - one where the gowns cost more than her Camry and cigars run higher than her grad school utility bills. Dragged out of seclusion by her best friend Suri, Elizabeth is merely playing dress-up, rubbing elbows with a crowd that banished her troubled family years ago.

Hunter West is tired. Tired of parties, tired of pretending, and tired of trying to right a wrong that haunts him every day. Bourbon heir and professional poker player by day, by night Hunter is gambling with his life in a high-stakes game of crime and blackmail.

When Elizabeth stumbles into Hunter's den of vices, she's a light in the darkness, a flame in the void. And, just like everything he touches, Hunter mars her in a record time. To rectify the damage done, Elizabeth needs money she doesn't have, and she's come up with a foolproof way to get it.

Follow Elizabeth - code-named Scarlett - to the lush Nevada brothel where she'll auction her virginity and risk the only thing that's not for sale: her heart. The highest bidder is a familiar face, with wicked hands and the devil's mouth. And a secret so dark that it could cost her life.


Opinião

  Ella James é uma autora indie do Colorado que escreve livros tanto para adultos como para adolescentes. É presença contínua nas listas de bestsellers da Amazon desde que publicou o seu primeiro livro em 2011, tendo já publicado onze livros.

  Selling Scarlet, a sua segunda obra mais popular, é o primeiro livro de uma nova série e foi publicado em Abril de 2013. A versão Kindle vai na quarta edição.

  Virgindades leiloadas, chantagem e Las Vegas, são os temas que fazem de Selling Scarlett um livro controverso mas também cheio de adrenalina, perigo e sensualidade. Ella James surpreende, nem que seja por tentar que este não seja só mais um romance de amantes torturados mas, também, uma história sobre os meandros mais obscuros da política e do negócio mais rentável de sempre, o sexo. Através de uma escrita vibrante e provocadora, a autora dá-nos uma leitura fluída, que mesmo tendo as suas falhas, consegue agarrar o leitor da primeira à última página pela intensidade e ousadia que rodeiam esta história.

  Bordéis, escravatura sexual e estrelas porno podiam ter feito desta uma história apenas centrada no sexo mas a autora, inteligentemente, foge do óbvio e acaba por incluir outros temas como o póquer, os segredos sujos dos políticos ou a vida degenerada levada pelos milionários e os seus vícios. Infelizmente, nenhum dos temas é bem explorado ou suficientemente explicado apesar do seu relevo para a história. Dá a sensação que a autora tinha excelentes ideias mas acabou por não conseguir delineá-las suficientemente bem, o que tornou o enredo confuso pela profusão de temas e não lhe deu a profundidade que poderia ter tido. A autora podia ter explorado melhor as competições de póquer, a rotina de um bordel, as consequências da droga, entre outros temas, mas acaba por lhes tocar superfluamente.

  O mistério que se desenrola durante toda a narrativa acaba por sofrer com isso, já que, apesar de ser interessante, acaba por ser bastante confuso. Seria preferível se a autora tivesse apostado mais no romance e nos temas que tenta explorar em vez de adicionar mais um elemento que acabou por desgastar a história e retirar-lhe fluidez. Em comparação, o romance é o ponto forte deste livro. A intensidade da relação de Libby e Hunter é muito bem explorada e a autora não caí nos típicos exageros, apesar de ambos serem duas pessoas com passados complicados. O amor entre os dois é bonito e sensível e, não deixando de passar pela atracção sexual, acaba por ser mais sobre confiança e salvação do que destruição ou obsessão, o que é bastante favorável numa história em que o sexo e as suas vertentes mais obscuras estão bem intricados.

  Também existem demasiadas personagens nesta história, demasiadas relações, que acabam por ajudar a tornar o enredo confuso. Penso que a maior parte delas não traz nada para a história e não precisavam de existir. Em compensação, os protagonistas são uma dádiva. Libby surpreende pela sua força de vontade e sensatez e, Hunter, por não ser o típico protagonista atormentado, não sendo nem obsessivo nem possessivo, mas sim preocupado e sensível. Como casal convenceram e gostava que a autora se tivesse concentrado mais neles.

  Se fosse uma história mais simples, Selling Scarlett teria tudo para ser um bom romance, pois não lhe falta irreverência e ousadia. 

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