quarta-feira, 19 de março de 2014

Opinião - Ligeiramente Perverso

Título Original: Slightly Wicked (#2 Saga Bedwyn)
Autor: Mary Balogh
Editora: ASA
Número de Páginas: 368


Sinopse
A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?


Opinião
  Mary Balogh nasceu Mary Jenkins em Gales, 1944 e mudou-se para o Canadá, para ensinar Inglês depois de se ter graduado, onde conheceria o seu marido e pai dos seus três filhos. A autora começou a escrever a noite, depois de deitar os filhos, como hobby, até que em 1985 publicou o seu primeiro livro e, três anos depois, abandonou o ensino para se dedicar à escrita de romances da Regência. Quase trinta anos depois, a autora já publicou setenta romances e quase trinta contos, tendo já ganho inúmeros prémios.

  A Saga Bedwyn é a sua série mais famosa, da qual este Ligeiramente Perverso é o segundo dos seis romances que a constituem. Publicado em 2003, está traduzido para dez línguas.

  Depois de um primeiro volume destinado a conquistar os corações mais românticos, heis que agora chega uma nova história de sedução e escândalo que irá, mais uma vez, deliciar as mais apaixonadas. Ligeiramente Perverso continua a tradição de doce romance que Ligeiramente Casados nos havia trazido, mas com uma pitada de picante que o torna ainda melhor. Com uma escrita terna, divertida e a que não falta um toque ligeiramente perverso, Mary Balogh oferece-nos uma leitura que nos fará suspirar e acreditar em finais felizes.

  A fantasia junta dois desconhecidos na paixão mas é o destino que os fará reencontrarem-se. Rannulf, o terceiro mais velho da família Bedwyn, é o protagonista deste segundo volume, que desde o início, se mostrou mais viciante que o seu antecessor. Uma heroína rodeada de bruxas más, um herói honrado e duas avós armadas em fadas madrinhas, são o mote para este romance recheado de segredos, aventura e ternura. Tal como no livro anterior, a autora preferiu contar-nos uma história de amor mais baseada na amizade e confiança, do que na paixão carnal. É com um sorriso nos lábios que vamos vendo a relação de Rannulf e Judith evoluir e ultrapassar os difíceis obstáculos que lhes são colocados, sendo uma delícia, não só observar a relação amorosa entre ambos mas também com aqueles que os rodeiam.

  Com um enredo adorável e apaixonante, a que não falta humor e paixão, esta história vai nos cativando, primeiro pela forma como os protagonistas se conhecem e, depois, pela forma como a história de ambos se entrelaça com momentos cómicos ou revoltantes, apaixonados ou doces. Para além disso, a autora mais uma vez consegue acrescentar temas interessantes a história, o da parente pobre que tem de se submeter à vontade da família rica para puder sobreviver, o puritanismo, entre outros, enquanto nos apresenta vários pormenores curiosos que vem enriquecer a história e torna-la ainda mais deliciosa. E, graças ao espírito aventureiro do livro, este está recheado de peripécias, fugas e tramoias, não deixando o romance dominar por completo a narrativa.

  Já as personagens, vão das mais adoráveis às mais detestáveis. Os vilões de Balogh são daqueles que nos apetece apertar-lhes o pescoço de tão detestáveis, enquanto os nossos heróis pautam pela perfeição das suas imperfeições. Rannulf e Judith podiam quase ser irritantes de tão perfeitos mas a autora lá consegue equilibrar a coisa, e verdade seja dita, juntos eles são tão adoráveis que nem nos chateámos com isso. Mas quem nos conquista mesmo neste livro, são as avós, estas avós tão queridas quanto loucas ou autoritárias. Tenho pena que o resto da família Bedwyn tenha aparecido tão pouco mas as poucas cenas em que marcam a sua presença são, mais uma vez irresistíveis.


  Mary Balogh consegue assim, conquistar-me mais um bocadinho com este seu Ligeiramente Perverso, uma continuação que promete trazer atrás de si, histórias ainda mais encantadoras.


As minhas opiniões da série

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