terça-feira, 18 de março de 2014

Opinião -Requiem

Título Original: Requiem (#3 Delirium)
Autor: Lauren Oliver
Editora: HarperCollins
Número de Páginas: 276 (ebook)


Sinopse
They have tried to squeeze us out, to stamp us into the past.

But we are still here.

And there are more of us every day.

Now an active member of the resistance, Lena has been transformed. The nascent rebellion that was under way in Pandemonium has ignited into an all-out revolution in Requiem, and Lena is at the center of the fight.

After rescuing Julian from a death sentence, Lena and her friends fled to the Wilds. But the Wilds are no longer a safe haven—pockets of rebellion have opened throughout the country, and the government cannot deny the existence of Invalids. Regulators now infiltrate the borderlands to stamp out the rebels, and as Lena navigates the increasingly dangerous terrain, her best friend, Hana, lives a safe, loveless life in Portland as the fiancée of the young mayor.

Maybe we are driven crazy by our feelings.

Maybe love is a disease, and we would be better off without it.

But we have chosen a different road.

And in the end, that is the point of escaping the cure: We are free to choose.

We are even free to choose the wrong thing.

Requiem is told from both Lena’s and Hana’s points of view. The two girls live side by side in a world that divides them until, at last, their stories converge.


Opinião
  Nascida em Queens e criada em Westchester por dois professores de Literatura, Lauren foi ensinada a passar o seu tempo a viver imaginativamente. Pintava, criava histórias e dançava com máscaras numa casa antiga, cheia de arte e torres de livros, ou seja, tinha a vida que qualquer menina sonharia e tornou-se uma adulta que, em vez de escrever continuações para os livros dos outros, passou a escrever os seus.

  Em adulta, continua a adorar dançar, inventar músicas estranhas e ler. Detesta bananas e sapatos confortáveis, passa a vida entre Brooklyn e quartos de hotel e desde 2010 escreve livros. Delirium é o seu segundo livro e iniciou a sua trilogia de sucesso que Requiem terminou o ano passado. Está traduzido para dezasseis línguas.

  Depois das leituras fenomenais que foram Delirium e Pandemonium, muitas eram as expectativas para o grande final que Requiem tinha de ser. Tinha, é a palavra-chave, pois o final de Delirium acabou por se revelar uma grande desilusão, senão o pior final que alguma vez li, tendo deixado um sabor muito amargo na boca e uma dor na alma, que dificilmente irá passar. Lauren Oliver deu-nos uma história que tinha tudo para dar certo. Uma história sobre amor, liberdade e escolha, que do primeiro para o segundo livro, cresceu em acção e complexidade mas, que no final, se espalhou completamente ao comprido. Requiem não é um final, é sim, um livro que não serve para nada senão para nos perguntarmos o que raios aconteceu aqui. Lauren consegue, sem percebermos bem como, arruinar por completo a sua trilogia com um único livro.

  Depois de um livro cheio de tensão e adrenalina como foi Pandemonium, Requiem devia ter culminado com ainda mais acção e momentos surpreendentes, algo que a autora ainda tentou fazer mas, que acabou por não funcionar, já que não se preocupou quer em explicar, quer em aprofundar os vários desenvolvimentos que ocorreram no livro anterior, o que resulta numa sequência de acções que não percebemos bem como ocorrem ou o porquê de acontecerem. Dividido em dois POV’s, um na perspectiva de Lena, outro na perspectiva de Hana, são estes últimos que acabam por resultar, tornando-se os momentos de maior interesse na leitura. Já os de Lena, acabam por ser marcados pela atitude imatura e egoísta que a protagonista tem neste livro e que culminam abruptamente naquele que não é um fim em aberto. É sim, um fim que de fim nada tem, já que a autora não responde a qualquer questão, não resolve qualquer situação, deixando tudo mais escancarado do que propriamente em aberto.

  E por fim, para agravar ainda mais a coisa, temos os protagonistas, que de repente se tornam bipolares e mudam por completo. Lena e Alex, decidem virar crianças mimadas e passam toda a história a discutirem, fugirem e a ignorarem todos os outros, enquanto teimam em não conversarem nem explicarem o que seja um ao outro, insistindo nas suas posições de ofendidos. O triângulo amoroso que é introduzido no livro anterior, nem chega a existir, já que Julian é totalmente posto de parte logo desde o início sem que Lena se preocupe com os seus sentimentos, usando-o para fazer ciúmes a Alex, que se comporta como um idiota sem cérebro. Ou seja, todo o santo livro temos de levar com a choradeira e diarreia mental destes dois que no fim, depois de discutirem, ignorarem-se e sabe-se lá que mais comportamentos imaturos, parece que ficam juntos. A sério Lauren? Sério?


  Resumidamente, Requiem é uma desilusão. Um final atroz que nos deixa de queixo caído pelos piores motivos e que provocou uma zanga sem volta entre mim e esta autora. Desculpa Lauren, mas a mim não as voltas a fazer.


As minhas opiniões da série

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