terça-feira, 4 de março de 2014

Opinião - White Hot Kiss

Título Original: White Hot Kiss (#1 Dark Elements)
Autor: Jennifer L. Armentrout
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 384


Sinopse
 One kiss could be the last

Seventeen-year-old Layla just wants to be normal. But with a kiss that kills anything with a soul, she's anything but normal. Half demon, half gargoyle, Layla has abilities no one else possesses.

Raised among the Wardens—a race of gargoyles tasked with hunting demons and keeping humanity safe—Layla tries to fit in, but that means hiding her own dark side from those she loves the most. Especially Zayne, the swoon-worthy, incredibly gorgeous and completely off-limits Warden she's crushed on since forever.

Then she meets Roth—a tattooed, sinfully hot demon who claims to know all her secrets. Layla knows she should stay away, but she's not sure she wants to—especially when that whole no-kissing thing isn't an issue, considering Roth has no soul.

But when Layla discovers she's the reason for the violent demon uprising, trusting Roth could not only ruin her chances with Zayne…it could brand her a traitor to her family. Worse yet, it could become a one-way ticket to the end of the world.


Opinião

  Jennifer começou a sonhar em se tornar escritora nas aulas de álgebra, nas quais ela passava o tempo a escrever contos, o que explica as suas más notas nessa disciplina. Mulher de muitas faces, não há género em que não escreva, ou quase. Paranormal, ficção científica, fantasia ou romances contemporâneos. Young Adult, ou Nem Adult e livros para adultos com o seu pseudónimo J. Lynn. Seja, o que for, Jennifer escreve-o e com sucesso. Os seus livros são publicados por quatro editoras, tendo escrito catorze e três contos como Jennifer L. Armentrout e três como J. Lynn, tem duas séries de sucesso, uma que será adaptada para filme e outra para TV.

  Dark Elements é a sua nova série paranormal e promete manter a qualidade e sucesso de The Lux e Convenant. White Hot Kiss é o primeiro livro da trilogia, e saiu no final do mês passado.

  Depois de muito ouvir falar desta autora, heis que finalmente me estreio com a sua mais recente série e, as expectativas, foram confirmadas, até mesmo superadas. White Hot Kiss é um furacão de adrenalina, tensão e sensualidade, que nos deixa a desesperar pela continuação, tal é a forma como ficámos agarrados à sua história. Jennifer L. Armentrout prova nas últimas páginas o quão tortuosa pode ser, confirma logo no início que romance paranormal é a sua praia e, durante toda a leitura, deixa-nos completamente obcecados. Com humor, a autora conquista-nos pelas grandes doses de acção, romance e diversão, com que nos presenteia ao longo destas páginas.

  Gárgulas e demónios numa guerra milenar, um amor proibido, feitiços e Apocalipse, são os ingredientes deste enredo explosivo, a que não falta lutas, reviravoltas e muitas cenas quentes. A forma como nos é apresentado as gárgulas, o seu mundo e costumes, bem como o meio do submundo infernal, é muito interessante e, a acção constante, vidra-nos neste mundo cujas várias características paranormais são conjugadas com bastante equilíbrio. Entre os tempos de hoje e lendas do Velho Testamento, muitos são os momentos marcados por uma enorme tensão, uma constante nesta leitura que não nos deixa respirar nem pensar, um segundo que seja.

  Se os momentos de mais acção com lutas, fugas, entre outras, são algo de bastante visual e intenso neste livro, os momentos de romance não quebram a regra da intensidade. O romance entre os protagonistas, tendo desde logo vários factores contra, é marcado pelas diferenças dos protagonistas, pela forma como a sua relação passa de desprezo a algo mais intenso e pelas muitas cenas de fazer calor que ambos protagonizam. A autora consegue criar uma química fantástica entre o casal, o que faz com que torçamos pela relação desde o início e nos deixe quase a arrancar cabelos por causa dos obstáculos que lhes vão sendo colocados. O final, uma total tortura, deixa-nos a torcer ainda mais por eles e cheio de curiosidade pelo que se irá passar a seguir.

  Layla, a protagonista, é um bocadinho inocente e ingénua demais para o meu gosto, algo que é fomentado pela maior parte das personagens à sua volta, sendo por isso tão giro ver a evolução da sua relação com Roth, um tipo com muita piada, um autêntico mau rapaz que acaba por se revelar e, que é sem dúvida, a minha personagem preferida. O suposto outro elemento do triângulo, Zayne, enerva-me por ser demasiado perfeitinho mas não se pode ter tudo.

  White Hot Kiss foi assim uma estreia a altura e correspondeu às muitas expectativas que tinha quanto a esta autora, tendo-me deixado completamente vidrada e a sofrer por ainda faltar tanto para Novembro. 

Sem comentários:

Enviar um comentário