segunda-feira, 12 de maio de 2014

Opinião - Sedução Perigosa

Título Original: Something Reckless (#2 Albright Sisters)
Autor: Jess Michaels
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 248


Sinopse
O sedutor acaba seduzido

Timida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles - o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath - foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela - mascarado - durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.

Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.



Opinião
  Começou a escrever em 1999 incentivada pelo marido mas, ao longo dos anos, tem-se dedicado também a outras actividades como designer de jóias e a criação do Passionate Pen. Jess Michaels é escritora de romances históricos sensuais porque adora as “partes boas” do romance histórico mas também escreve noutros géneros como a fantasia urbana com um dos seus dois pseudónimos. Para além disso, é uma nerd convicta, tia extremosa e uma dona de gatos com muita paciência.

  Sedução Perigosa é o segundo volume da série mais conhecida da autora, Albright Sisters. Publicado em 2008, está traduzido para português e italiano. Foi finalista do Write Touch Readers Award para a categoria de Melhor Romance Erótico.

  O confronto entre moral e pecado, restrição e liberdade, tentação e controlo, estala na sociedade londrina dando azo a um jogo perigoso entre respeitáveis e libertinos, entre uma mulher e um homem, cujo preço é a desonra completa ou a descoberta mais inesperada de todas. Mas será que tudo será assim tão preto no branco? Será que render-nos significa perdermos… ou sairmos gloriosos? Penelope é assombrada por aquilo que não compreende, o desejo que domina, a atracção que nos descontrola, a paixão desenfreada e tenta a todo custo controlar as emoções que renega. Mas o que acontece quando alguém a provoca até ao limite?

  Em mais uma história imoralmente pecaminosa, Jess Michaels volta a seduzir-nos com a sua escrita crua e requintada, provocando-nos os sentidos e devastando as nossas emoções através de um enredo, em que a paixão declara guerra à moral, em que a nossa mente e o nosso coração são desafiados numa aposta em que um ou outro irá sair derrotado. Através de cenas luxuriosas, num ambiente cheio de dualidades, a autora leva-nos numa viagem entre os salões respeitáveis e o submundo do pecado, onde ninguém é o que diz ser e as tentações são um oceano de descobertas infindáveis.

  A premissa desta história prometia um jogo perigoso, em que os instintos mais básicos de duas pessoas completamente diferentes seriam testados e desafiados, em que um amante tinha de levar a melhor sobre o outro. À partida, seria uma história desafiante e interessante mas, apesar de ter como pilares o estilo irreverente e sensual de Michaels, acabou por falhar. A narrativa, a mais fraca que li da autora até hoje, não sendo má, isso nunca, acaba por ser a menos desenvolvida das que já li da autora, deixando um pouco de insatisfação no ar. Falta-lhe algo, seja uma melhor organização da história, seja um pouco mais de tensão entre o casal, seja um pouco mais de desenvolvimento. Isso faz com que, continuando a ser uma leitura aprazível, não tenha a beleza a que esta autora já nos habitou.

  Para isto ter acontecido, ajudam, ou desajudam os protagonistas. Jeremy, apesar de ser uma boa personagem, cheia de conflitos e uma grande necessidade de viver, alguém de quem gostámos logo desde o início, ao pé dos outros protagonistas da autora parece um gatinho sem garras, o que ainda mais se nota quando Ethan aparece. Já Penelope, bem, não é fácil gostar de Penelope à partida. Uma personagem que poderia ser complexa, em conflito com ela própria, acaba por parecer alguém que não sabe em que acredita, o que quer ou quem realmente é.

  Apesar das falhas, Jess continua a ser a minha autora de eleição neste género. Se Sedução Perigosa não é bem o que esperaríamos, ao menos permite-nos horas puras de entretenimento.



As minhas Opiniões da série

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