sexta-feira, 20 de junho de 2014

From Pages to a Movie *A Rapariga que Roubava Livros*

 Opinião do livro; Trailer do filme

  Adaptado da obra homónima de Markus Zusak, A Rapariga que Roubava Livros é um filme sobre o qual se pode criar demasiadas expectativas, ou não fosse o livro considerado uma obra-prima por quase todos os que já o leram.

  Confesso que já estava preparada para não ver a espectacularidade e intensidade que o livro nos transmite pois muitas situações, principalmente o narrador ser a Morte, seriam difíceis de transpôr para o grande ecrã. Com isso em mente, não deixo de achar que, se me faltou algo que só o livro pode transmitir, contudo há uma beleza tocante nesta história, que só perde em imagem pela falta desses artíficios que só as palavras nos conseguem dar.

 Apesar de não ser uma história fácil de adaptar, parece-me contudo que algumas cenas alteradas ou retiradas não têm justificação para assim o serem, tornando  A Rapariga que Roubava Livros uma adaptação que já de si nunca poderia ser perfeita, mais imperfeita do que seria de se prever. Ao leitor, falta sem dúvida algo que o não leitor nunca perceberá a menos que o leitor lhe explique, por isso, pode-se dizer que as falhas que eu vejo neste filme se calhar são comichices de leitor, ao qual me reservo o direito de sentir.

  Por isso, só em termos de narrativa e diferenças do enredo original posso apontar falhas já que, cenariamente é um filme lindo e cativante, e em termos de representação satisfaz quase por completo. Fiquei imensamente feliz ao saber que caberia a Geoffrey Rush o papel de Hans e, depois de ver o filme, todas as expectativas foram alcançadas. Este senhor sabe o que faz, sempre o soube. Por outro lado, fiquei um pouco desiludida com o Max de Ben Schnetzer, talvez porque o Max do filme nunca tem oportunidade de brilhar como o do livro, uma falha injustificável. Para balançar a coisa, apaixonei-me pela Sophie Nélisse. Ela é a Liesel perfeita, não posso fazer melhor elogio do que esse. Já Emily Watson brilha como Rosa e Nico Liersch derrete-nos como Rudy.

 Como última queixa, o final foi muito abrupto, não há uma passagem suave entre cena anterior e o fim o que nos deixa um bocado confusos.

  Não posso, mesmo com as falhas apontadas, dizer que não gostei do filme. Gostei bastante mas tinha adorado demasiado o livro para o poder fazer com o filme.

4 comentários:

  1. Hello!

    Eu vi primeiro o filme. Penso que foi por isso que não consegui ter completa noção de algumas das incorreções do filme, uma vez que não tinha como comparar. Gosto sempre de ver os filmes antes, por isso mesmo.

    Gostei muito, principalmente dos desempenhos de todos os atores, dos cenários e guarda roupa, da banda sonora. Filmes e livros com este contexto é meio caminho andado para acabar em lágrimas e este não foi excepção. É uma história muito bonita, apesar de tudo =)

    Gostei muito da tua opinião! Também já fiz a minha lá no blogue =D

    Beijinhos

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    1. Olá!

      Eu gosto mais de ler os livros primeiro. Se vir o filme, possivelmente, já não irei o livro, mas se for ao contrário, já vejo o filme.

      É sim!=D Aliás, apesar das incorrecções, como disse, já esperava pela complexidade da narrativa que isso acontecesse.

      Eu sei, eu vi =)

      beijinhos

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  2. eu vi o filme e gostei, mas não achei a sim a última coca-cola do deserto :D como ouvi tantos elogios ao livro, fiquei um pouquito desiludida. Decidi ler para tirar teimas e dp de ler o que escreveste percebo melhor porque é que possivelmente o filme ficou um bocado aquém as minhas expectativas :)

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    1. Este é um daqueles casos é que o livro é melhor que o filme, exactamente pela complexidade e detalhes da história =)

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