domingo, 22 de junho de 2014

Opinião - Anjos Rebeldes

Título Original: Rebel Angels (#2 Gemma Doyle Trilogy)
Autor: Libba Bray
Editora: 1001 Mundos
Número de Páginas: 480


Sinopse
Um livro cheio de história, mistério e romance.

Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente.
Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...
A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.
Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.



Biografia
  Nascida no Alabama e filha de um ministro presbiteriano, Libba Bray, ou melhor, Martha Elizabeth Bray, escreveu a sua primeira história aos 11 anos, história que a mãe guarda religiosamente, aos 13, juntamente com as melhores amigas, vestiu-se tal e qual a banda Kiss para o Halloween e aos 18 um acidente de viação custou-lhe o olho esquerdo e parte da cara. Mudou-se para Nova Iorque aos 26 anos, onde conheceu o homem com quem viria a casar em Florença durante uma viagem de trabalho. O seu pior defeito é exagerar, detesta palavra “talvez” e adora a palavra redenção.

  É autora de seis livros e participou em dez antologias, tendo publicado o seu primeiro livro, Uma Grandiosa e Terrível Beleza em 2003. Autora bestseller do New York Times e vencedora de vários prémios literários, Libba está neste momento a escrever o segundo volume da sua nova trilogia passada nos loucos anos 20. Os três livros da trilogia Gemma Doyle receberam os prémios ALA Teen’s Top Ten e Anjos Rebeldes, publicado em 2005, recebeu mais nove prémios para além desse e está traduzido para treze línguas. Uma mistura entre ficção histórica, fantasia e terror, esta trilogia passada na época vitoriana é um autêntico conto gótico que tem conquistado tanto os leitores como os críticos.


Opinião
  Anos depois da publicação de Uma Grandiosa e Terrível Beleza, heis que finalmente, as livrarias nacionais recebem a continuação da série que me fez conhecer uma das autoras que mais adoro e, deixem-me que vos diga, que regresso em grande. Mais sombrio e aterrorizador, Anjos Rebeldes mostra o talento de Libba Bray para criar narrativas cheias de ilusões, magia e sonhos, onde a loucura pode ser a sanidade e a luz a escuridão. Num confronto contra uma inimiga demasiado poderosa, a lealdade e o amor podem levar à ruptura, a beleza pode esconder horrores e a confiança não pode, nunca, ser dada de ânimo leve. Uma história gótica, bela e original, este livro perpetua a tradição do seu antecessor e volta a demonstrar a voz única e brilhante de Libba Bray.


  Depois de um primeiro volume bastante introdutório, cheio de suspense, segredos e mistério, Anjos Rebeldes vem dar resposta a muitas questões enquanto cria mais dúvidas,  numa narrativa flúida, complexa e arrepiante. Com uma escrita imaginativa, um humor único e uma adaptação perfeita da época vitoriana à fantasia, Libba dá-nos uma trilogia que nos faz suspender a respiração e percorrer as páginas com uma fome voraz que nem o virar da última página acalma, onde cada momento pode provocar arrepios e exclamações de surpresa, onde tudo pode terminar numa revelação atroz. Num cenário mais gótico e sombrio, este segundo volume é uma caixinha de surpresas prestes a abrir-se quando menos esperámos, assolando-nos com a sua beleza terrível, segredos obscuros e esperanças inalcançáveis.


  Rapidamente nos apercebemos ao longo desta leitura que Libba é uma mestra em deixar os seus leitores em suspenso, dando respostas ansiadas mas, também, ainda mais questões que fazem a nossa mente fervilhar com hipóteses, conseguindo assim,, surpreender-nos com as reviravoltas que dá à sua história, enredando-nos por completo na complexa teia de magia, fascínio e loucura que criou. Ao colocar a acção deste livro em plena Londres vitoriana em época de Natal, a autora mostra-nos ainda mais o seu talento, ao conjugar detalhes históricos, atitudes e situações próprias da época com a parte fantástica desta história numa sintonia perfeita. Entre os salões londrinos e os reinos, de bailes a hospícios, as nossas protagonistas submergem em segredos e verdades ocultas enquanto vão vivendo a sua vida normal e enfrentam as suas próprias demandas e medos pessoais.


  É notório ao longo da narrativa o crescimento e a profundidade das três jovens, que a cada momento conseguem mostrar que são mais do que aparentam e que por trás do porte perfeito e comportamento irrepreensível elas próprias escondem demasiado, temem demasiado e à sua maneira, cada uma delas, luta pelo que quer e dá a sua parte sem nunca se esquecerem de si mesmas.  Longe de serem perfeitas, Gemma, Felicity e Ann, acabam por ser protagonistas que suscitam o nosso interesse, que nos irritam, nos fazem rir e provocam a nossa pena pois nenhuma delas é apenas uma linda boneca mas sim jovens a caminharem para adultas, a formarem personalidades, com demasiados segredos e medos, e sonhos enterrados bem no fundo de si mesmas. Diferentes em todos os aspectos, elas são a prova que a verdadeira amizade se forma conhecendo todos os defeitos, aceitando todas as fraquezas e unindo-se nos piores momentos.


  Com uma história sobrenatural original, que se vai desvendado ao longo de cada livro mas deixando-nos sempre em suspenso, esta trilogia acaba por se destacar cada vez mais das restantes do género em muitos aspectos, quer pela sua história esotérica, tão bela quanto terrível, e da qual nem nos sentimos capaz de prever o fim, quer pelas personagens profundas e misteriosas ou mesmo pelo temível triângulo amoroso. A forma como Gemma vê os dois rapazes unidos a si acaba por lhe conseguir o nosso respeito pois apesar de se portar como a adolescente que é em algumas situações, ela também prova que a sua tarefa, a forma como foi educada e a época em que vive faz com que ela veja a realidade e impossibilidade de ambos os relacionamentos, colocando a amizade e o seu papel na ordem do mundo antes da vontade do seu coração. 


  Uma continuação que eu ansiava ler e que me surpreendeu muito pela positiva, Anjos Rebeldes é o meio entre o início e o fim, um livro que provoca ataques cardíacos, que mostra os caminhos mas que ainda oculta muitos detalhes e me fez tanto ansiar pelo último livro como querer fugir dele porque nada nesta história é simples, nem me quer parecer, feliz mas isso não apaga a sua excelência, brilho e originalidade.


As minhas opiniões da série

8 comentários:

  1. Olá,

    Fui oficialmente proibido em meter-me em mais trilogias, *palavra de não escuteiro* :D

    Parece interessante mas só o facto de ser trilogia até fujo :D

    Olha deixei-te um selo no meu blogue, espero que gostes ;)

    http://leiturasdocorvofiacha.blogspot.pt/2013/02/ora-bem-foi-um-final-de-semana-com.html

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    1. Olá!

      Lool eu bem tento fugir mas elas adoram-me xD

      Obrigada!=D

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  2. Acabadinha de o comprar, mal posso esperar por o começar. Qd o acabar tenho q ler a tua opinião.(a pontuação máxima ainda me aguçou mais o apetite:-)))

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    1. Espero que gostes, eu adoro esta trilogia =D

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    2. Acho q vou adorar!!! Já agora, alguma novidade sobre o 3.o volume?

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    3. Sim, em princípio será publicado para o ano. Rezemos para que as vendas deste livro sejam melhores que as do primeiro...

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    4. Rezemos mesmo, porque normalmente, quando começo uma trilogia e não a leio toda de seguida, passo-me completamente. Mas pronto, se for para o ano, menos mal...

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    5. Tendo em conta que entre este e o primeiro foram 3 anos, um ano seria óptimo...

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