segunda-feira, 23 de junho de 2014

Opinião - Shatter Me

Título Original: Shatter Me (#1 Shatter Me)
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 338


Sinopse
I have a curse
I have a gift

I am a monster
I'm more than human

My touch is lethal
My touch is power

I am their weapon
I will fight back

Juliette hasn’t touched anyone in exactly 264 days.

The last time she did, it was an accident, but The Reestablishment locked her up for murder. No one knows why Juliette’s touch is fatal. As long as she doesn’t hurt anyone else, no one really cares. The world is too busy crumbling to pieces to pay attention to a 17-year-old girl. Diseases are destroying the population, food is hard to find, birds don’t fly anymore, and the clouds are the wrong color.

The Reestablishment said their way was the only way to fix things, so they threw Juliette in a cell. Now so many people are dead that the survivors are whispering war – and The Reestablishment has changed its mind. Maybe Juliette is more than a tortured soul stuffed into a poisonous body. Maybe she’s exactly what they need right now.

Juliette has to make a choice: Be a weapon. Or be a warrior.



Biografia
  Tahereh Mafi nasceu numa pequena cidade algures no Connecticut mas agora vive em Santa Monica, California, onde o tempo é demasiado perfeito para o seu gosto. Quando não tem um livro à mão, lê tudo o que lhe apareça a frente, incluindo cupões. Talvez devido ao seu problema com a cafeína.


  Em 2011, publicou o seu primeiro livro Shatter Me, traduzido para mais de dezoito línguas e cujos direitos foram vendidos à 20th Century Fox.


Opinião
  Este foi um daqueles livros que, a pouco e pouco, se foi imiscuindo na minha mente, até a curiosidade ser quase insuportável. A verdade é que por mais opiniões que já tivesse lido, nunca mas nunca, poderia ter adivinhado a história formidável que viria a ler. Shatter Me é um daqueles casos que se ama ou odeia, muito por culpa da escrita de Tahereh Mafi, poética e lírica, crua e insana, imensamente original e absorvente. Somos apanhados desde a primeira palavra e, quando damos conta, já estamos completamente enredados nesta história frenética. Excusado será dizer que faço parte do grupo que adorou este livro, a começar por isto mesmo, pela forma única e intensa com que Mafi nos envolve nesta história de loucura, sobrevivência e estranheza.

  Quando começamos esta leitura somos atacados pela insanidade, dureza e choque, sensações que nos vão acompanhando, ao mesmo tempo, que o fascínio aumenta página a página, impedindo-nos de largar este livro. Cruel e frenético, distópico com queda para história de super-heróis, Shatter Me é uma tempestade de emoções e conflitos, uma narrativa altamente psicológica, que mexe com a nossa mente, apresentando-nos o pior do ser humano, bem como a forma como somos capazes de distorcer o bem e o mal, a obsessão e o amor, a crueldade e a justiça da forma que nos for mais conveniente.  Mas, não deixa por isso, de ser uma história cheia de adrenalina, surpresas e mistérios, capaz de nos espantar, amedrontar ou fascinar sem darmos conta, através de momentos fortes e carregados de tensão.

  Nesta narrativa, somos muitas vezes confrontados com situações onde algo puramente físico pode ser confundido como sentimento, onde obsessão e ilusão são formas distorcidas de afecto, onde passados falsamente perfeitos provocam agonia, vingança e fúria, situações estas que demonstram como a moral, o comportamento ou mesmo os relacionamentos nesta história, são corrompidos pelas experiências pu pelos maus tratos psicológicos e, consequentemente, pela necessidade de algo bondoso e de uma certa esperança. Esta capacidade da autora em demonstrar tão perfeitamente como uma sociedade pode ser desfeita em meras palavras, como um ser humano pode ser diminuído por não se enquadrar nos parâmetros e exigências dos seus pares e progenitores, é um dos motivos porque esta história é tão poderosa. Aqui nada é racional, moralmente perfeito ou idealmente construído, o que faz com que esta seja uma leitura diferente e pouco usual.

  Apesar de pouco sabermos sobre o mundo distópico que está por trás desta história, conhecendo apenas o governo/identidade que tudo controla e a forma como opera interiormente, o que deixa muito por descobrir e desbravar (sendo uma das razões porque este livro não é excelente), há um factor que acaba por desculpar, um pouco isto. É a inspiração que dá mote a este livro. Nesta sociedade há pessoas diferentes, capazes de fazer coisas inimagináveis e que são exiladas pela sociedade, destruídas e abandonadas pelas suas capacidades incompreendidas. E é esta vibe de X-Men, sem ser cópia ou inspiração rasca, que torna este livro ainda mais fascinante e refrescante dentro do género.

  Tal como a história, também as personagens são um pouco insanas, variando entre frágeis e demasiado poderosas, socialmente falhadas e psicologicamente complexas. Juliette, a protagonista, é social e psicologicamente complexa, uma criança no corpo de uma adolescente, que não sabe o que é e muito menos como se relacionar devido à sua falta de afecto e relações físicas. Não é uma personagem com que nos identifiquemos mas acaba por nos fascinar pelas suas limitações. Já Warner, misterioso e psicopata, é a personagem que mais mexeu comigo, primeiro por nos apercebermos que há muita coisa por trás, depois pela sua complexidade quer em emoções quer em acções. Kenji, no entanto, é a minha personagem preferida pelo seu lado divertido e por se revelar uma surpresa no final do livro. A única personagem com que acabei por antipatizar foi Adam. Sinceramente acho que é um panhonha e o moço dá-me urticária.


  Depois desta longa opinião, penso que dá para perceber que fiquei viciada nesta trilogia. Shatter Me é um começo incrível que promete uma história forte em emoções e revelações, capaz de mexer com a nossa mente e deixar-nos completamente fascinados.

5 comentários:

  1. Quero tanto ler esse livro! *-* (Escusado será dizer que esta opinião só contribuiu para aumentar esse desejo). É pena que não tenha sido traduzida para Portugal. :(
    *Mistery

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem nunca se sabe se cá chegará, a Afaguara vai publicar o Delirium este mês =O

      Eliminar
    2. A sério? Estava ansiosissíma para ler Delirium! Obrigada pela notícia! :)

      Eliminar
    3. A sério! Tens aqui a tua oportunidade =D Já aparece no site da Wook

      Eliminar
  2. R: À vontade, leva esta tag! :)
    Beijinhos!
    *Mistery

    ResponderEliminar