domingo, 15 de junho de 2014

Opinião - Witchfall

Título Original: Witchfall (#2 The Tudor Witch Trilogy)
Autor: Victoria Lamb
Editora: Harlequin Teen 
Número de Páginas: 336


Sinopse
Her darkest dreams are coming true

In Tudor England, 1555, Meg Lytton has learned how powerful her magick gift can be. But danger surrounds her and her mistress, the outcast Princess Elizabeth. Nowhere is safe in the court of Elizabeth's fanatical sister, Queen Mary. And as the Spanish Inquisition's merciless priests slowly tighten their grip on the court, Meg's very dreams are disturbed by the ever-vengeful witchfinder Marcus Dent.

Even as Meg tries to use her powers to find guidance, something evil arises, impervious to Meg's spells and hungry to control England's fate. As Meg desperately tries to keep her secret betrothed, the Spanish priest Alejandro de Castillo, out of harm's way, caution wars with their forbidden desire. And with her most powerful enemy poised to strike, Meg's only chance is a heartbreaking sacrifice.



Biografia
  Jane Holland nasceu em 1966 no Essex, no meio de uma família de escritores, a mãe era romancista bestseller, o pai biógrafo, algo que iria influenciar a sua vida e a da irmã, que sempre viveram rodeadas de livros e palavras, quer onde nasceram, quer na ilha de Man, onde viriam a crescer.

  Estreou-se na poesia, tendo ganho diversos prémios, mas em 2012 iniciou-se nos romances históricos, o que coincidiu com a sua mudança para Inglaterra, país que a inspirou a escrever neste género. Desde aí, escreve dois livros por ano, um adulto e outro juvenil.


  A sua trilogia juvenil, The Tudor Witch, a qual assina com o pseudónimo Victoria Lamb, verá o seu último volume, Witchrise, ser publicado este Verão. Witchfall é o segundo livro, publicado em 2013, e está apenas publicado em terras de sua Majestade e nos Estados Unidos da América.


Opinião
  Depois de um primeiro volume que superou as minhas expectativas, foi com grande entusiasmo que iniciei o volume seguinte, esperando o mesmo ambiente rico em intrigas e feitiçaria que Witcstruck tinha apresentado. Com uma escrita simples mas cativante, Victoria volta a levar-nos a um passado negro, repleto de ódios e segredos, traições e desejos, sonhos e horrores, onde duas raparigas têm de aceitar o seu destino e vencer os muitos obstáculos que lhes são apresentados. Witchfall faz-nos regressar a uma Inglaterra dominada pela Inquisição e por uma rainha devota, onde as fogueiras ardem com intensidade e a condenação à morte precisa apenas de uma palavra.

  Numa corte temerosa e extremista, para sobreviver é preciso ter cuidado, com cada palavra e gesto, em quem confiámos, o quanto deixámos entrever. Principalmente se formos uma bruxa, aia da meia-irmã odiada da rainha, rodeada de devotos e cruéis padres espanhóis, e o amor do menino prodígio da Inquisição. Apesar deste livro ter uma narrativa mais lenta e pausada que a do anterior, o que provocou alguma demora a entrar na história, Witchfall é mais obscuro e perigoso, com menos momentos de adrenalina mas cenas mais poderosas, que nos fazem arrepiar. O medo é constante, quer pelo ambiente intriguista e destruidor da corte, quer pelo futuro incerto ou por pesadelos demasiado reais, o que leva o leitor a sentir, página a página, o cerco a apertar-se, as dúvidas a acumularem, enquanto algo maléfico espreita e espera nas sombras.

  Espíritos são acordados, maldições descobertas e, pelo caminho tortuoso que segue, Meg está dividida entre o amor e o dever, com a certeza que, seja qual for o caminho, não pode negar quem é nem deixar de resistir aos inimigos, presentes e passados. Isto é uma das coisas que mais gosto nesta trilogia, o facto da relação amorosa não dominar a narrativa nem as acções e pensamentos da protagonista, sendo esta fiel ao que acreditar sem se deixar controlar pelas emoções. A magia é mais restringida neste livro, muito devido ao ambiente de perseguição e temor que se vive, mas mesmo assim fiquei um pouco desiludida, pois o que mais havia gostado nesta trilogia era a protagonista ter plena noção dos seus poderes e do que podia ou não fazer com eles. Neste livro isso não acontece, por várias razões, umas coerentes, outras nem por isso.

 Com novas personagens, umas fictícias, outras caracterizações interessantes de personagens reais como “Bloody” Mary Tudor ou Filipe I de Portugal/ II de Espanha, continuam a ser personagens como Meg, Alejandro, John Dee e Elizabeth Tudor, o grande centro desta trama. A bruxa e a princesa continuam a acompanhar-se nas suas inseguranças, segredos e poder crescente, numa altura em que ambas as suas vidas são ameaçadas e é necessário, mais do que nunca, que cresçam. A relação entre ambas é de altos e baixos mas cresce cada vez mais forte, tal como cada uma delas. A única personagem que pode ter marcado pela negatividade foi mesmo Alejandro, que neste livro estava muito inseguro e só pensava nele.


  Uma continuação menos entusiasmante mas mais forte que o seu antecessor, Witchfall deixa tudo em aberto para o grande final da trilogia, prometendo muitas surpresas.


As minhas Opiniões da Trilogia

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