domingo, 13 de julho de 2014

*A Rainha Manda...* Throne of Glass, Sarah J. Maas


 Depois de ter lido Daughter of Smoke and Bone como primeira leitura desta rubrica conjunta com a p7 do Bookeater/Booklover, chegou a vez de apresentar o resultado da leitura de Junho  escolhida por ela - Throne of Glass, da Sarah J. Maas.

  Tal como haviámos explicado neste primeiro post, depois de lidos os livros, cada uma de nós fez algumas perguntas à outra, agregadas a temas,  sobre o livro que escolhemos para ela. Estas são as perguntas que a p7 me fez, e aqui, podem encontrar as que lhe fiz sobre a sua leitura, A Noite de Todas as Almas, de Deborah Harkness.




p7: Celaena: ah, uma pequena caixa de contradições. Que achaste da protagonista?
Posso ser ela quando for grande? Posso? A sério, a Caelena é, provavelmente, uma das melhores protagonistas que já tive o prazer de conhecer. Inteligente, arrogante, mordaz mas ao mesmo tempo, doce, leal e uma autêntica menina. Sabe lutar e reconhecer venenos, lê pela noite fora e gosta de vestidos bonitos... Sim a Caelena é uma caixa de contradições e é por isos mesmo que a adoro.

p7: Não queria reduzir os rapazes da narrativa a uma escolha, mas tendo em conta que parece ser uma coisa que divide muito quem tenha lido o livro, vou ter mesmo de perguntar: Chaol ou Dorian?
Tens mesmo de perguntar? Não sabes a resposta? Chaol claro! Dorian pode ser um príncipe, lindo de morrer que gosta de ler mas não deixa de ser um menino em busca de atenção que não pensa nas consequências do que faz. No fundo, ainda é muito imaturo. Já Chaol não. É responsável, racional, leal e misterioso, e está realmente lá quando é preciso. E é um prazer vê-lo a derreter-se ao longo do livro pela nossa Caelena, deixando a capa de mau para trás. É como teres de um lado o sonho, e do outro a realidade. E, muito sinceramente, não preferimos todas a realidade?

p7: Há algumas pessoas a ter comportamentos suspeitos durante a narrativa. Queres falar um pouco desses personagens, e das tuas expectativas para eles?
Bem, são umas quantas personagens a terem comportamentos estranhos... Basicamente todas! Mas estou curiosa acerca da Nehemia, da Kaltain, do Duke Perrington e do rei, claro. A Nehemia porque tem sido uma jogadora muito inteligente e acho que ninguém sabe do que ela é capaz. Ainda por cima há uma revelação sobre ela no final do livro e espero que seja desenvolvido, principlamente, para ajudar a Caelena. A Kaltain, bem, ela quase que tem o final que merece mas acho que esta personagem é mais do que uma menina mimada e que irá sofrer uma grande transformação no próximo livro e aí sim, será má a sério ou um autêntico fantoche. Veremos... Quanto ao Duke, o homem arrepia-me, tal como o rei. Acho que um não vive sem o outro e ambos têm planos que nenhum de nós gostaria de saber. Gostava de entender melhor esta parceria e quem realmente são os vilões desta história.


Aproveito para dizer que espero que o Nox volte, acho que ele poderá ser útil a Caelena.




p7: A evolução da história tem uma boa dinâmica, com surpresas e reviravoltas, ou avança mais calmamente?
Definitivamente uma óptima dinâmica. A acção nunca pára, há sempre algo a acontecer e são muitos os segredos com que nos deparámos ao longo do caminho. Esta é uma leitura fluída cheia de surpresas e adrenalina.

p7: Há vários fios no enredo que a autora vai tecendo e envolvendo uns nos outros. Algum que te tenha agradado ou intrigado em particular?
Sim, o porquê de a magia ter sido banida se existe uma linhagem mágica na própria família real. Quer dizer, o próprio rei ainda tem livros de magia na sua biblioteca, defende um Campeão que usa magia e parece ter algum plano maquiavélico com o seu braço direito ao mesmo tempo que vai numa excursão em que todos morrem misteriosamente menos ele. O que raios se passa? Será que ele quer a magia só para ele? Será que há alguma linhagem que lhe pode fazer frente?

Acho que o passado da Caelena está muito ligado isso e cheira-me que isto ainda vai dar pano para mangas.




p7: O worldbuilding não é muito marcado neste primeiro livro da saga, mas que me dizes do sistema de magia? Ou do mundo que ficamos a conhecer e do estado em que está?
De facto não é, e daí que eu tenha tantas dúvidas para as quais preciso de respostas. Mas, quanto por exemplo ao mundo de Ellaria, gosto do que vi da nobreza e monarquia de Adarlan. Deu para perceber que temos uma espécie de tirania e um império à romano em que todos os outros povos foram subjugados e que o rei tem um problema com a magia que parece só ter a ver com os outros. Pela Nehemia e pela Caelena percebe-se que há múltiplas culturas e povos fora de Adarlan, bem como lendas e mitos ou mesmo criaturas mágicas.

Quanto à magia, fiquei curiosa mas gostava de ter percebido um bocadinho mais. Porque sabemos que à magia e que esta funciona através das wyrdmarks mas falta-me o resto... Ou seja, preciso do próximo livro, se faz favor.

p7: Há muitos segredos a desvendar, alguns que ainda virão a ter destaque nos próximos livros, como o passado da Celaena e a importância de Elena. Curiosa?
Muito curiosa! Tenho suspeitas sobre o passado de Caelena e o que a ligará a Elena e estou desejosa de ver se tenho razão quanto a isso mas sei que, provavelmente, serei muito surpreendida com o que aí virá.




p7: Que achaste da escrita? Sentiste que estava à altura de transmitir o mundo e a narrativa que a autora almejava apresentar?
Sem dúvida. Acho que a Sarah tem uma escrita versátil e inteligente, com um humor mordaz irresistível e que é capaz de nos contar uma história aparentemente simples enquanto nos dá muitas pistas sobre o passado das personagens e do mundo. Por isso, sim, sinto que ela está à altura e que o livro não seria tão bom sem a sua escrita por trás.


Para quem tiver curiosidade acerca deste livro, pode ler a minha opinião.



E agora, querem saber as leituras para este mês?


A Rainha Manda...
A p7 este mês escolheu para mim o The Winner's Curse da Marie Rutkoski:

"No outro dia estava a tentar explicar a alguém porque é que eu gostei deste livro, e bolas, foi mesmo complicado fazê-lo. É tão difícil de pôr em palavras.
A verdade é que a autora gera um equilíbrio de forças, ou de poderes, se assim posso dizer, muitíssimo interessante. E dá aos personagens escolhas impossíveis, que são de partir o coração.
A história em si, no geral, pode parecer bem simples, mas são as suas nuances que a preenchem. Acho (e espero) que isto pode vir a agradar à Patrícia, e por isso estou curiosa para conhecer a opinião dela.
O meu lado malandro está com esperança de deixar a Patrícia igualmente sem palavras. Mas já me contento se ela me disser no fim da leitura que fiz uma boa escolha. "





Eu escolhi para a p7 Transformar-se em Maria Antonieta da Juliet Grey e a explicação está no blogue dela.


2 comentários:

  1. Adorei esta iniciativa vossa! É tão bom ler as vossas pequenas entrevistas :).

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    1. Obrigada Jojo!=D Nós também estámos a adorar fazê-la eheheh

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