quinta-feira, 24 de julho de 2014

Opinião - Hexed

Título Original: Hexed (#1 The Witch Hunter)
Autor: Michelle Krys
Editora: Delacorte Press
Número de Páginas: 384


Sinopse
A stolen book. A deadly plan. A destiny discovered.

If high school is all about social status, Indigo Blackwood has it made. Sure, her quirky mom owns an occult shop, and a nerd just won't stop trying to be her friend, but Indie is a popular cheerleader with a football-star boyfriend and a social circle powerful enough to ruin everyone at school. Who wouldn't want to be her?

Then a guy dies right before her eyes. And the dusty old family Bible her mom is freakishly possessive of is stolen. But when a frustratingly sexy stranger named Bishop enters Indie's world, she learns that her destiny involves a lot more than pom-poms and parties. If she doesn't get the Bible back, every witch on the planet will die. And that's seriously bad news for Indie, because according to Bishop, she's a witch too.

Suddenly forced into a centuries-old war between witches and sorcerers, Indie is about to uncover the many dark truths about her life—and a future unlike any she ever imagined on top of the cheer pyramid.



Biografia
  Michelle Krys vive na parte noroeste de Ontario, a província mais populosa do Canadá com o marido, com quem casou em África, e o filho de ambos. Trabalha em part-time como enfermeira neonatal, tem uma irmã gémea e é muitas vezes comparada a Elaine Benes da série Seinfeld.

  Adora ler (óbvio), música que consiga dançar, dias chuvosos e respiração de bebé. Conduz com as janelas abertas menos quando chove e adora comentar a vida dos famosos.

  Hexed é o seu primeiro livro e foi publicado em Junho deste ano, não estando ainda traduzido para qualquer língua.



Opinião
  A primeira vez que vi a capa deste livro quis lê-lo. Tinha a sensação que não seria nada do que estava a pensar mas que iria gostar, que tinha de gostar dele, desse por onde desse. E foi exactamente isso que aconteceu. Hexed não foi, realmente, o que esperava e, apesar de não ser uma obra-prima nem um dos melhores livros do ano, a verdade é que é daqueles livros que nos dá um prazer enorme ler, mesmo com todos os seus defeitos. Tudo, graças à sua irreverência, tudo graças ao facto de pura e simplesmente não seguir as regras. Michelle Krys abusou da sorte e o resultado foi uma história entre o moderno e o tradicional, cheia de humor negro mas, ao mesmo tempo, juvenil e refrescante.

  Quando lemos as primeiras páginas deste livro parece que estamos perante uma história banal, cliché até. Mas de repente, sem nos apercebermos, caímos numa montanha russa de fortes emoções onde o banal dá lugar à irreverência e a normalidade afinal, nunca existiu. Viciante, divertido, diferente, esta é uma história tão capaz de nos fazer rir como arrepiar, tão cheia de humor como de tensão. De acção rápida constante, é uma leitura que obriga o leitor a ler noite dentro, que o mantêm sobressaltado página a página e nos pega as maiores partidas quando menos esperámos.

  Bruxas que voam, feitiços sussurrantes, vestes negras e livros maléficos, dão a esta história o bom e velho tradicionalismo que nunca passa de moda, criando um encontro deveras delicioso entre o mundo dos nossos dias e as ideias pré-concebidas da nossa imaginação. Falta de originalidade pode-se dizer, mas a verdade é que esta simplicidade de caldeirões e vassouras acaba por nos conquistar. Mas faltou explorar essa sobrenaturalidade. Infelizmente, a falha da autora foi no mundo que criou, um mundo que acabou por não explorar e do qual o leitor só tem uma visão tão superficial que na realidade pouco sabe sobre o que realmente se passa. E, é este lapso, que torna este livro médio em vez de algo espectacular.

  Contudo, o que me fez gostar mesmo deste livro foram as personagens, completamente diferentes das habituais. Elas não são boazinhas. Têm defeitos, fazem asneiras. Querem vingança e sangue, fazem o que for preciso para isso. E eu gosto disso. Gosto que a Indigo seja parva no início para depois vê-la crescer e mostrar do que é feita. Gosto que ela pense que quer uma coisa para depois lutar ferozmente pelo que realmente quer. Gosto que ela seja uma adolescente que se está a tornar uma mulher. E venero a Michelle por ter dispensado a típica protagonista enjoada e perfeita. Só por isso, obrigada por teres escrito este livro, porque se há coisa que ele nos ensina, é que um herói está onde menos se espera.


  Longe de ser perfeito, Hexed é um livro que tem, no entanto, bastante potencial e, mesmo que o segundo ainda não seja bom, eu tenho a certeza que, um dia, Michelle Krys irá escrever algo bombástico. Mas enquanto não o faz, arrisquem e leiam este.

5 comentários:

  1. Uma pergunta para a qual acho que já tenho a resposta: versão portuguesa, nem vê-la, certo?? Já agora, ouvi dizer que a editora marcador iria trazer a série da Kiera Cass para portugal(the one, the selection, the elite), sabes de alguma coisa?? Bjs e desde já obrigada:-)

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    1. Certo! Este livro também é recente, é de Junho...

      Sei o mesmo que tu. Que parece que a Marcador irá publicar essa trilogia, mais nada. Esperemos que seja verdade!

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    2. Esperemos mesmo!! Estou tão curiosa:-)

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  2. Uma pequenina pergunta que nada tem a ver com o caso: existe em e-book algumas shorts stories dr cassandra clare sobre magnus bane e que supostamente vão ser lançadas em papel ainda este ano. Já existe alguma informação fmda tradução para Portugal??(não sei se me podes responder e se está é. Uma pergunta completamente estúpida, mas não se perde nada em perguntar ;-)

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    1. São dez e vão mesmo ser lançadas este ano como The Bane Chronicles em Novembro.

      Ainda não coloquei essa questão na editora mas irei fazê-lo ;)


      https://www.goodreads.com/book/show/16303287-the-bane-chronicles?ac=1

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