segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Opinião - Duas Irmãs, Um Duque

Título Original: The Duke is Mine (#3 Fairy Tales)
Autor: Eloisa James
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 360


Sinopse
Ele procura a noiva perfeita…

Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma... 
A menos que já seja demasiado tarde.

A curvilínea e ousada Olivia e a esguia e discreta Georgiana são gémeas, criadas pelos pais para serem noivas de duques. Tudo parece assegurado até que o futuro marido de Olivia, o tolo Rupert Blakemore, marquês de Montsurrey, faz dezoito anos e declara que «não irá casar até ter alcançado glória militar». Enquanto ele parte para a guerra contra Napoleão, Olivia vai com Georgiana conhecer Tarquin Brook-Chatfield, o viúvo duque de Sconce e possível pretendente de Georgiana. Mas Tarquin encanta-se imediatamente com Olivia, que tem de decidir se irá ou não arriscar desiludir Georgiana e Rupert retribuindo o afeto de Quin. Uma versão inteligente do clássico A Princesa e a Ervilha.


Biografia
  Ao contrário de muitas escritoras, Eloisa não se dedicou à escrita por tempo inteiro e decidiu continuar a dar aulas sobre Shakespeare conciliando na perfeição a escritora, a professora, a mãe, a mulher e a amiga. Mulher de múltiplas actividades, a autora que escreve romances de época e casou com um cavaliere italiano, desde 1999 que tem conquistado os corações românticos das suas leitoras, tendo já escrito mais de trinta livros, seis contos e participou em dois livros em conjunto com Julia Quinn e Connie Brockway. É a autora do posfácio da nova edição de Pride and Prejudice da Signet Classics. Até 2005, a autora manteve a sua segunda carreira em segredo mas o facto de ter aparecido pela primeira vez na lista de bestsellers do New York Times fê-la revelar o seu alter ego perante os colegas de trabalho e assumir em pleno que existem duas mulheres em si, a professora universitária e a escritora de romances. 

  Publicado em 2011, Duas Irmãs, Um Duque é o terceiro livro da série de retelings da autora, tendo sido inspirado pelo conto A Princesa e a Ervilha. Está traduzido em quatro línguas.


Opinião
  Depois de duas experiências com esta autora, uma não muito aprazível e outra absolutamente deliciosa, a dúvida mantinha-se: Eloisa James é, ou não, uma autora a seguir? E que melhor forma de o descobrir senão ler outro livro seu? Duas Irmãs, Um Duque foi uma moeda atirada ao ar que, graças aos deuses, não me defraudou. Pelo contrário, comprovou que, afinal, eu e Eloisa ainda podemos vir a ter uma longa e perfeita relação feliz. Tal como aconteceu no livro anterior, Milagre de Amor, fiquei rendida à escrita mordaz e inteligente desta autora, tão capaz de criar situações completamente hilariantes como ousadamente românticas que deliciam o leitor página a página, fazendo-o devorar com prazer uma história que não só reconta um conto de fadas, como é, ele próprio, um.

  Peças de teatro, quintilhas humorísticas e contos, foram algumas das inspirações para este romance onde primam os trocadilhos maliciosos, as piadas tão más que chegam a ser geniais e a sedução tão desajeitada como amorosa. Da situação mais ridícula à pura tragédia, o leitor é levado das gargalhadas impulsivas às lágrimas sentidas, enquanto pelo meio é seduzido da forma mais requintada. Numa narrativa pontuada por pormenores históricos fascinantes, onde a sátira social está presente em cada situação, é com sagacidade e inteligência que a autora nos envolve nesta história sobre perfeição imperfeita, ou melhor, imperfeição perfeita, em que nada nem ninguém fogem à lupa, às convenções e, mesmo, aos escândalos. Com um humor ilusoriamente atroz, esta é uma história deliciosamente romântica mas que não deixa escapar os orgulhos e preconceitos de uma sociedade iludida por livrinhos de etiqueta, brasões e passados gloriosos.

  Personagens tão caricatas como fascinantes actuam no palco desta história de colchões e ervilhas, personagens essas pelas quais facilmente nos apaixonámos. Desde o duque criança e sonhador, poeta que quer ser guerreiro ao duque matemático, taciturno e belo com tendência a apaixonar-se pela moça errada. As mães com boas intenções mas capazes de fazer os filhos arrancar os cabelos e fugir a sete pés. Ou as irmãs tão diferentes como água e azeite. Cada uma delas surpreende-nos, arrelia-nos ou simplesmente faz-nos revirar os olhos enquanto no fundo nos divertimos imenso com a forma como vêm o mundo e as pessoas em seu redor. 

  E depois temos Olivia e Quin. A princesa e o príncipe. Perdão, a aspirante e o duque. Completamente opostos, impossíveis de conciliar ou de se entenderem, eles são a prova que o amor é feito de desafios e imperfeições, acasos e gostos diferentes. É mais do que romântico ou divertido vê-los a apaixonarem-se, é sim, tão natural quanto o céu ser azul. Eles chegam a ser ridículos, até mesmo pirosos. São ternos, complicados e, lá está, imperfeitamente perfeitos. 

  Esqueçam os contos de fadas. Amontoem os colchões, deixem-se perder em tempestades e não comam ervilhas. Mas, melhor ainda, leiam Duas Irmãs, Um Duque nem que seja só porque sim.


As minhas Opiniões da Série

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