domingo, 24 de agosto de 2014

Opinião - Ignite Me

Título Original: Ignite Me (#3 Shatter Me)
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 408


Sinopse
The heart-stopping conclusion to the New York Times bestselling Shatter Me series, which Ransom Riggs, bestselling author of Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, called “a thrilling, high-stakes saga of self-discovery and forbidden love.”

With Omega Point destroyed, Juliette doesn’t know if the rebels, her friends, or even Adam are alive. But that won’t keep her from trying to take down The Reestablishment once and for all. Now she must rely on Warner, the handsome commander of Sector 45. The one person she never thought she could trust. The same person who saved her life. He promises to help Juliette master her powers and save their dying world . . . but that’s not all he wants with her.

The Shatter Me series is perfect for fans who crave action-packed young adult novels with tantalizing romance like Divergent by Veronica Roth, The Hunger Games by Suzanne Collins, and Legend by Marie Lu. Tahereh Mafi has created a captivating and original story that combines the best of dystopian and paranormal, and was praised by Publishers Weekly as “a gripping read from an author who’s not afraid to take risks.” Now this final book brings the series to a shocking and satisfying end.


Biografia
  A mais nova de cinco crianças, Tahereh Mafi sabe oito línguas, incluindo espanhol pois estudou em Barcelona durante um semestre, bebe demasiado café, adora sapatos e lê tudo o que lhe aparece a frente. Estreou-se na escrita com Shatter Me, trilogia que terminou este ano e que irá para cinema pelas mãos da 20th Century Fox. O seu próximo projecto chamar-se-á Furthermore e será a sua estreia em livros middle grade. É casada com Ransom Riggs, também escritor.

  Ignite Me é a conclusão da trilogia Shatter Me. Foi publicado em Fevereiro deste ano e já está publicado em sete línguas.


Opinião
  Quando comecei esta trilogia não sabia que, não só me iria apanhar completamente desprevenida, como se iria tornar numa das favoritas do ano, senão mesmo uma das favoritas do género. Com uma escrita quase poética, tão crua como bela, Tahereh Mafi embrenha-nos na sua história de super-heróis, uma história que caminhou, desde o início, sobre uma linha ténue entre bem e mal, loucura e sanidade e que, marcada pela controvérsia, ora é amada, ora é odiada, mas nunca deixou ninguém indiferente. Ignite Me é o final dessa trilogia que tive o prazer agridoce de conhecer apenas este ano, terminando demasiado depressa para alguém que está demasiado apaixonada pela sua história e personagens. Talvez por isso, tinha demasiadas expectativas para esta leitura, que mantendo a sua fama, acabou por me causar emoções e reacções bastante opostas durante e depois da leitura.

  Não quero com isto dizer que não o adorei. Adorei. Cada página, parágrafo, linha, deste livro. Mas tenho a perfeita noção que teve as suas falhas e não foi o final espectacular e completo que esperava. Durante mais de metade do livro, practicamente temos uma novela mexicana e, estranhamento, não digo isto de forma depreciativa. Mas o final deixou-me a querer mais, como se faltasse algo nas páginas inexistentes, como se algo tivesse ficado por dizer. Por isso sinto que não posso dizer que foi um dos melhores finais que li este ano, por mais que tenha devorado e adorado este livro. Porque de facto não o foi. Daí que seja um livro tão difícil de falar, porque analisando-o, faltam coisas que eu sei que não perdoaria a outro autor.

  Esta narrativa acaba por ser sobre sentimentos, relações e ligações entre as personagens, algo que Tahereh faz de uma forma brilhante, pois consegue transpor para o papel quaisquer desejos, sonhos ou ambições da alma humana. Vemos o amor entre Warner e Juliette reforçar-se conforme as barreiras caem uma a uma. Vemos a amizade de Kenji e Juliette tornar-se em lealdade, confissões e carinho, bem como a confiança crescer entre os membros do grupo da Omega Point e os de fora. Vemos Adam perder a cabeça por tudo se desmoronar a sua volta e nada ser como queria. E é tão giro e divertido ver essas relações a mudarem para algo mais forte, ler as reacções a brincadeiras e galhardetes que seriam impensáveis no primeiro livro. E, para além disso, vemos o romance transformar-se de algo intenso e incontrolável para algo um bocadinho mais são, um bocadinho mais confiante. Sim, acaba por ser uma novela mexicana, mas para o leitor que seguiu estas personagens desde o início, é um prazer ver estas mudanças e percebermos que a esperança e um objectivo em comum, podem unir um grupo de pessoas completamente diferentes e até, podem criar uma amizade forte a partir daí.

  Cada personagem acaba por evoluir, algumas delas até nos surpreendem. Juliette ganha toda a confiança que nunca pensei ver nela, conseguindo impor-se e mostrar todo o potencial que sempre teve escondido. Já Warner, vai dando passinhos pequenos em direcção a normalidade, aprendendo a confiar e a ver o mundo de outro forma. E Kenji, bem, ele é a personagem mais fantástica deste livro. Só Adam, personagem de que nunca gostei é verdade, é que acaba por ter uma transformação que para mim, se por um lado faz sentido, por outro pareceu-me um bocado exagerado, pois acho que não havia necessidade de o tornar o idiota de serviço mais do que ele já era. Mas ver as personagens evoluir desta forma foi o ponto alto desta leitura e apenas veio demonstrar ainda mais, o jeito único de Mafi para criar personagens fascinantes e complexas.

  Isso e os momentos de acção, tornam esta leitura fluída e viciante, levando o leitor a devorá-la quase sem dar por isso mas, como já disse, houve falhas que vou ter de apontar, infelizmente. Se a autora tem um jeito inato para criar personagens e transmitir emoções, já a construção de worldbuilding é o seu ponto fraco. Esperava ver mais deste mundo, percebe-lo melhor, mas isso não acontece pois continuamos a saber muito pouco sobre ele. O que acho uma pena porque penso que isso teria trazido mais a leitura e sei que a teria apreciado muito mais se pudesse ter conhecido este mundo melhor. A outra falha foi o final, demasiado rápido, que não deixou o leitor apreciar em pleno os momentos de acção que se vivem na recta final da história. Esta trilogia e os seus leitores mereciam um final mais fechado e detalhado, pois este acabou por me deixar com a sensação de que faltava algo.

  Um último livro agridoce, Ignite Me não foi perfeito como esperava mas a fã em mim não pode deixar de pensar que também adorou cada página. O meu conselho mantém-se: leiam esta trilogia e descubram esta autora maravilhosa da qual ainda espero ler muita coisa genial.


As minhas Opiniões da Série

1 comentário:

  1. Olá. Sou seguidora do teu blog, gostava que visitasses o meu blog e também te tornasses minha seguidora. Obrigada ;) http://janeladasofia.blogspot.pt/

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