sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Opinião - A Líbelula Presa no Âmbar

Título Original: Dragonfly in Amber (#2 Outlander)
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 1004


Sinopse
Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.


Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.


Biografia
  Diana Gabaldon nasceu em Janeiro de 1952, no Arizona mas é de ascendência mexicana e inglesa. O seu pai, Tony Gabaldon era senador do estado de Arizona e a sua mãe era do Yorkshire. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, período durante o qual escreveu artigos e críticas de software para revistas como PC Magazine ou Byte Magazine.

  Em 1988 decidiu escrever um livro e, quando estava a ver um episódio de Dr. Who a ideia de o situar na Escócia do século XVIII surgiu naturalmente bem como a de usar viagens no tempo. Ainda esse ano, quando publicou um excerto do seu livro, o autor John E. Stith apresentou-a ao agente literário Perry Knowlton, que conseguiu um acordo para uma trilogia. O livro seria publicado com o título Cross Stitch, título que os americanos mudariam para Outlander, o nome porque ficou conhecida a saga que hoje já conta com oito livros, o The Outlandish Companion, uma série com uma das personagens, Lord John Grey, como protagonista, e uma novel gráfica contada do ponto de vista de Jamie e Murtagh.

  Publicado em 1992, A Líbelula Presa no Âmbar é o segundo volume da série e está traduzido para mais de vinte línguas. A série baseada nos livros já é um sucesso de televisão, estando já a segunda temporada planeada.


Opinião

  Outlander foi, na sua primeira leitura, uma montanha-russa de sensações. Primeiro estranhei-o, algumas vezes torci-lhe o nariz mas, ao virar a última página, a verdade é que estava fascinada senão, até mesmo, apaixonada. Afinal esta série tem todos os ingredientes para me cativar e, depois de algum pé atrás, Diana Gabaldon conseguiu vencer todos os defeitos que lhe conseguisse apontar. E isso notou-se neste A Libélula Presa no Âmbar, cujas páginas foram devoradas num misto de curiosidade e fascínio. Uma história complexa sobre o amor através dos tempos, esta é uma série que tem de ser lida de mente aberta pois, nada do que possam imaginar ou do que vos possam dizer, vos dá a verdade por trás da sua capa. Com uma escrita elegante e um humor especial, Diana consegue algo de único, algo que só por si me fará ler cada livro desta série com mais fervor: ela não nos conta a História, permite-nos sim, vivê-la em cada palavra.

  Há uma tensão crescente nesta narrativa, uma aura de fatalismo que marca cada página. É numa batalha impossível contra o destino e o tempo que o leitor se vê envolvido, uma batalha que deixará cicatrizes nas almas e corações, não só das personagens, como nas nossas. Ricamente detalhada, cheia de acção e reviravoltas, esta história tem certezas e surpresas, traições e mentiras, sacrifícios e morte, mantendo-nos em suspenso da primeira a última página, capaz de nos partir o coração e cortar a respiração em cada capítulo. Mais do que uma narrativa onde a História se mescla com a fantasia, onde verdades impossíveis têm de ser contadas, onde batalhas e conspirações têm de ser travadas, é também uma narrativa sobre o amor e o destino, a honra e o orgulho, a vida e a morte. É uma história sobre escolhas, principalmente, e como elas podem, ou não, mudar quem somos. E sim, é sobre como nem o tempo pode condenar um amor separado por séculos.

  Marcado por tragédias, mas também por vitórias, cheio de riso mas também lágrimas, A Libélula Presa no Âmbar é uma cadeia de emoções, um livro onde tudo pode acontecer e nada nos faz prever o que irá acontecer a seguir. Da Escócia à França, seguimos as aventuras e desventuras de um elenco de personagens fascinantes que têm em seu favor o facto de serem verosímeis, imperfeitas em toda a sua humanidade, tão capazes do bem como do mal. Claire e Jamie presenteiam-nos com uma relação que está longe de ser perfeita. Com altos e baixos, o leitor não consegue não torcer por eles, vivendo cada discussão e desilusão, bem como cada beijo e promessa como se fossem suas. Hoje, compreendo melhor Claire, e aprendi mesmo a apreciá-la, senão mesmo, a sentir um certo orgulho nela. E certamente, cada vez mais, entendo o seu amor incondicional ao irresitível Jamie.

  Belo e trágico, A Libélula Presa no Âmbar é um livro que se devora, que nos apaixona e fascina, sem medida. É uma viagem sem regresso à magia e encanto da Escócia, ao amor escrito nas linhas do tempo. Afinal há uma razão porque vinte e três anos depois, esta é uma série que todos os dias ainda conquista leitores… porque não existe nada igual.


As minhas Opiniões da Série

3 comentários:

  1. Eu já vou para o 7º e continuo a amar. Já viste algum episódio da série de TV? :)

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  2. Só tenho que discordar de uma coisa. O amor de Claire e Jamie é perfeito. Não há outro igual, não há amor mais reparador, mais resistente a qualquer vicissitude, à vida e à morte, mais intemporal ou verdadeiro. É por isso que esta dupla conquistou corações no mundo todo. Pena que é de papel. :P Já vou para o 7º e é impressionante como o amor destes dois supera tudo.

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    1. Sim, vi os dois primeiros *.* está tão bem adaptada, só me apetece babar para o ecrã!

      Eu disse imperfeitamente perfeito =p Porque são um casal que comete erros, admite-os e supera-os e, por isso mesmo, concordo contigo. Se calhar não usei foi a melhor expressão para o fazer ;)

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