terça-feira, 5 de agosto de 2014

Opinião - Pecadora

Título Original: Sinful in Satin (#3 As Flores mais Raras)
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 328


Sinopse

Habituada a uma existência pacata, Celia Pennifold vê a sua vida virada do avesso após a morte da mãe, Alessandra Northrope, uma cortesã afamada. Para além de uma pequena casa, a mãe deixou-lhe de herança apenas dívidas e uma reputação manchada. O destino de Celia já está traçado há muito. Ela foi educada para seguir as pisadas da mãe. Mas Celia é determinada e tem os seus próprios planos… que não incluem, evidentemente, o misterioso inquilino com que se depara ao instalar-se no seu novo lar. Jonathan Albrighton encontra-se numa missão a mando do tio, pois há suspeitas de que Alessandra possuía informações delicadas sobre alguns dos homens mais influentes da sociedade londrina. Jonathan pensava estar perante uma tarefa simples, não contava encontrar em Celia uma adversária à sua altura…



Biografia
  Vencedora do RITA por duas vezes, Madeline Hunter é considerada a Rainha do Romance, sendo uma das autoras preferidas neste género. Doutorada em História de Arte e professora universitária, a autora conta já com treze anos de bestsellers, tendo vendido mais de seis milhões de cópias dos seus romances. Vive na Pensilvânia.

Pecadora é penúltimo livro de uma das suas séries mais recentes, As Flores Mais Raras. Publicado em 2010, foi traduzido para cinco línguas.

Opinião
  Não é segredo para ninguém que Madeline Hunter não exerce sobre mim o fascínio que parece ter sobre a maior parte das suas leitoras nem que, esta série em especial tem servido como reconciliação entre nós. Pecadora é mais um passo nesse sentido, mas ainda não foi desta que cedi, ainda não foi desta que me apaixonei. Contudo, este livro vai mais ao encontro do romance histórico de que gosto do que qualquer outro da série, o que deixa no ar uma grande expectativa para o próximo e último volume, onde, talvez Madeline consiga, finalmente, levar-me à rendição. Por agora, no entanto, deixo-me levar pela sua escrita cuidada e romântica, apreciando os detalhes deliciosos que nos deixa entrever desta época, algo que faz muito bem, sem dúvida, sem me comprometer a algo mais duradouro.

  Ao contrário do que aconteceu nos livros anteriores, Pecadora gira mais em torno do romance, deixando um pouco de lado as histórias paralelas e, até, o mistério que levou ao encontro dos amantes. Isso leva a que seja uma narrativa mais romântica, mais tentadora e doce, plena de entrega mútua e, por isso, mais agradável aos sentidos. É com um charme delicioso e uma doçura tocante, que vemos a relação de Celia e Jonathan evoluir, deixando-nos enredar na sua paixão que, rapidamente se torna também uma relação de amizade, confiança e respeito mútuos. Apesar da rapidez com que se enamoram, quase que o esquecemos, tal é a perfeição deste casal junto, o que torna o sonho uma realidade palpável às mãos de qualquer romântica. É este carinho, quase adoração que criámos por este casal, que nos faz apreciar este romance um pouco mais do que os seus anteriores.

  No entanto, ao focar-se mais no romance, a autora não conseguiu equilibra-lo, mais uma vez, com a restante narrativa. Os mistérios, ambos interessantes, rapidamente são esquecidos e resolvidos tão rápida e toscamente que o leitor nem percebe muito bem o que aconteceu. Na verdade, parecem quase acrescentos que nada trazem de novo ou interessante à história, algo invulgar nos livros desta autora. Parece assim, que encontrar o equilíbrio é algo difícil de encontrar em Madeline Hunter. Mantêm-se a sua dedicação ao pormenor histórico, à descrição da época, mesmo que não tão evidente. Desta vez, é o submundo das cortesãs e espiões que nos é apresentado, das conspirações e segredos, das diferenças sociais mesmo entre aqueles que partilham um estado. Aqui, verdade seja dita, nunca há falhas.

  Celia e Jonathan são o meu casal preferido enquanto Daphne e Castleford não se encontram. Se Celia é pragmática mas doce, leal e realista, Jonathan é introspectivo, intenso e adorável e, juntos, formam um casal tão querido que é difícil não torcermos por eles. Neste livro podemos observar as dinâmicas de grupo entre as meninas e os meninos e, não sei bem o que aconteceu, mas os encontros deles foram muito mais interessantes. Castleford continua a ser a minha personagem secundária preferida mas, por exemplo, Adrianna, parece-me tão diferente do seu livro, tão apagada e sem sal que me está a fazer um bocadinho de confusão.

  Pecadora é um livro para as românticas, para as sonhadoras, para as que não precisam de príncipes ou diamantes. É uma história tocante que não roçando a perfeição, sempre nos permite umas horas rápidas no mundo em que tudo é possível.


As minhas Opiniões da Série

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