sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Opinião - The Summer Queen

Título Original: The Summer Queen
Autor: Elizabeth Chadwick
Editora: SourceBooks Landmark
Número de Páginas: 512


Sinopse

New York Times bestselling author Elizabeth Chadwick brings Eleanor of Aquitaine to life with breathtaking historical detail in the first volume of this stunning new trilogy.

Eleanor of Aquitaine, the legendary 12th century queen of France and later of England, is one of the most powerful and irrepressible women in medieval history, and her story of romance, scandal and political intrigue has fascinated readers for centuries.

Young Eleanor (or Alienor as she was known) has everything to look forward to as the heiress to the wealthy Aquitaine. But when her beloved father William X suddenly dies, childhood is over. Sent to Paris and forced to marry Prince Louis VII of France, she barely adjusts before another death catapults them to King and Queen. At the age of just 13, Eleanor must leave everything behind and learn to navigate the complex and vivacious French court. Faced with great scandals, trials, fraught relationships, and forbidden love at every turn, Eleanor finally sees what her future could hold if she could just seize the moment.

The first in this highly anticipated trilogy, The Summer Queen follows Eleanor through the Second Crusade to the end of her marriage to Louis VII. The author's meticulous research (including delving into the Akashic records) portrays the Middle Ages and Eleanor with depth and vivid imagery unparalleled in historical fiction that will keep readers riveted and wanting more.


Biografia
  Considerada pela Historical Novel Society como a melhor autora de ficção histórica medieval actual, Elizabeth Chadwick é membro da Regia Anglorum, uma sociedade de recriação medieval e é professora de escrita de ficção histórica e romântica. Desde pequena que recriava histórias e cedo se apaixonou pela Idade Média, através de filmes e livros, mas só aos quinze começou a escrever as suas histórias, tendo sido, finalmente, publicada em 1989, depois de anos de rejeições pelas editoras, apesar das suas histórias terem ganho alguns prémios. 

  Tem vinte livros publicados actualmente e escreveu o guião para o filme O Primeiro Cavaleiro, de 1995 com Sean Connery e Richard Gere. O seu último livro, o sonho da sua carreira, é o início de uma trilogia sobre a mulher mais poderosa da Idade Média, Leonor da Aquitânia e intitula-se The Summer Queen. Publicado este ano, ainda não está traduzido para nenhuma língua. Em Setembro será publicada a sua continuação, The Winter Crown.


Opinião
  Para alguém que é apaixonado pela História como eu, poucas épocas exercem um fascínio tão forte como a Idade Média e poucas personalidades vivem tão intensamente no nosso imaginário como Aelinor de Aquitânia, uma das mulheres mais poderosas da História. E, quando a sua história é contada por uma das melhores autoras dos nossos tempos, as expectativas são, obviamente, elevadíssimas. Leitura obrigatória, ansiada e desejada, The Summer Queen, era um livro que eu precisava de ler e que não me deixou defraudada, revelando-se magnífico em toda a sua majestade. Com uma escrita rica em detalhes e emoções, cuidada e apaixonada, Elizabeth Chadwick leva-nos através dos tempos, até uma época de guerras e trovadores, santidade e pecado. E apresenta-nos, numa perspectiva única, a vida de Aelinor, rainha de França e Inglaterra, duquesa de Aquitânia.

  A mais bela e poderosa mulher do seu tempo, Aelinor foi duquesa e rainha, senhora de um império, mãe e avó de dinastias. Foi cobiçada, invejada, odiada. Mas também venerada e amada. E é a sua vida, desde que se torna duquesa, que este livro nos apresenta numa narrativa ricamente detalhada, onde a mulher e a época são descritas com uma minuciosidade preciosa. Não é fácil descrever cada momento importante de uma vida tão rica como a de Aelinor num livro. Não é fácil transportar para o papel a sociedade medieval, as suas características, o seu complexo funcionamento, a sua vasta diversidade política, cultural e social. Mas Chadwick fá-lo com uma mestria inigualável, com um cuidado e detalhe tão apaixonados que é fácil embrenharmo-nos nesta leitura e sentirmo-nos transportados para uma outra era, apesar da densidade e complexidade de factos e relações que preenchem esta história.

  Em Paris, vemos as intrigas políticas, o fervor religioso, a luta de poderes e posições. Vemos um casamento decair ao longo dos anos enquanto Aelinor e Louis VII se afastam pela falta de herdeiro, pela excessiva religiosidade dele e pouca passividade dela. Vemos uma menina crescer cheia de sonhos para se tornar uma rainha sagaz e inteligente, incapaz de ser controlada que deixa os inimigos e o marido a tremer, mas que não consegue ser feliz. Em Constantinopla assistimos ao luxo exótico de outro mundo e em Jerusalém, os pesadelos tornam-se reais enquanto em Roma todas as esperanças caem por terra. E se Aquitânia é a casa do coração, a Normandia é a morada de todas as ambições. Do Ocidente ao Oriente, das guerras dos tronos às guerras santas, é com fervor e uma curiosidade crescente que nos deixámos conquistar por esta leitura que nos mostra o mundo medieval em toda a sua pujança mas também, em todas as suas trevas.

  A História ganha vida neste livro. Não só pelas descrições requintadas, não só pela minuciosidade dos pormenores históricos, mas também pelas suas personagens, que voltam à vida em todo o seu fulgor através deste livro. Principalmente quando falámos de Aelinor. Tão fácil de admirar e adorar. Tão régia e fria num minuto para noutro iluminar uma sala com um sorriso. E, por isso, o leitor é completamente enfeitiçado por esta rainha e pela sua história, enquanto a vemos crescer, sofrer, sonhar e ambicionar. Chadwick dá-nos mais que a lenda. Dá-nos a História viva e humana através de páginas cheias tanto de morte e dor como de alegria e vitória. Dá-nos um retrato vívido da uma época de mudanças, uma época em que o amanhã podia já não ser o que era hoje num estalar de dedos. Dá-nos Aelinor e sua vida, os seus amores e ódios, as suas guerras, a sua força de vontade. Tudo isto, numa história que ainda agora começou.

  Nenhuma das minhas palavras descreve este livro o suficiente. É preciso lê-lo para entender, para absorver a magnitude que ele tem, de que é capaz. The Summer Queen é a jóia da coroa desta autora. É uma leitura obrigatória, não só para os fãs, como para os leitores do género pois estão perante não só do melhor do ano como, talvez, de um dos melhores de sempre no género.

4 comentários:

  1. :D Elizabeth Chadwick é das minhas autoras favoritas. Quero tanto ler este! xD

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    1. Também é uma das minhas =D Tens de ler, é o primeiro de uma trilogia e é tão bom!

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  2. Não conhecia nem a autora nem o livro, mas fiquei mesmo tentada.
    Beijinhos!

    *Mistery

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    1. A autora está publicada pela Saída de Emergência se quiseres cuscar =p

      beijinhos

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