segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Opinião - Unravel Me

Título Original: Unravel Me (#2 Shatter Me)
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 461


Sinopse
Our lips
touch
and I know I'm going to split at the seams. He kisses me softly then strongly like he's lost me and he's found me and I'm slipping away and he's never going to let me go.

Juliette has escaped from The Reestablishment. Now she's free from their plan to use her as a weapon, and free to love Adam. But Juliette will never be free from her lethal touch. Or from Warner, who wants Juliette more than she ever thought possible. Haunted by her past and terrified of her future, Juliette knows that she will have to make some life-changing choices. Choices that may involve choosing between her heart—and Adam's life.



Biografia

  A mais nova de cinco crianças, Tahereh Mafi sabe oito línguas, incluindo espanhol pois estudou em Barcelona durante um semestre, bebe demasiado café, adora sapatos e lê tudo o que lhe aparece a frente. Estreou-se na escrita com Shatter Me, trilogia que terminou este ano e que irá para cinema pelas mãos da 20th Century Fox. O seu próximo projecto chamar-se-á Furthermore e será a sua estreia em livros middle grade. É casada com Ransom Riggs, também escritor.

Unravel Me é o segundo volume de Shatter Me e foi publicado em 2013. Está traduzido para treze línguas.



Opinião
  Depois da tempestade emocional e frenética que foi Shatter Me, seria de pensar que, ao abrir o segundo volume, eu já sabia o que ia acontecer, certo? Errado, completamente errado. Nada, absolutamente nada, faria prever o quão devastador e imprevisível Unravel Me seria. Nada faria adivinhar o quão melhor esta continuação é. Nada podia preparar-nos para a tempestade ainda mais colossal que esta leitura foi. Belo e insano, obsessivo e tocante, este livro demonstra ainda melhor que o seu antecessor, a voz única de Tahereh Mafi. Com uma escrita poética capaz de nos transmitir emoções e pensamentos de uma forma crua e lírica, a autora fascina-nos e ataca os nosso sentidos, arrasa-nos e arrepia-nos, mata-nos e preenche-nos com a intensidade das suas palavras, com a força dos sentimentos e abre-nos todo um mundo cheio de possibilidades.

  É numa narrativa cheia de adrenalina, paixão e perigo que começamos finalmente a abarcar a imensidão deste mundo, a podridão que o alicerça e o preço a pagar pela mudança, pela igualdade e pela sobrevivência. Muitos são os conflitos que assolam esta história. Conflitos de moral, de ideais, de sentimentos. Daí, que em cada página a tensão seja patente, daí que as dúvidas quebrem mesmo os mais corajosos e a esperança possa facilmente ser corrompida. Aqui compreendemos melhor este mundo, um mundo em que se distorce o que se sente, o que se pensa, um mundo em que somos tudo ou nada, um mundo que tudo destrói e nada construi. Perigosamente psicológico, este livro mexe com a nossa mente, fracturando em mil bocadinhos a nossa noção de bem e mal.

  Como qualquer bom super-herói, também estes são bons e maus, são incompreendidos, procuram uma casa onde possam ser tudo e não apenas uma miragem diminuída de si mesmos. Têm passados de abusos e abandono, viram as suas mentes distorcidas pelos rótulos, foram abandonados por quem os devia ter protegido. E, claro, há sempre um vilão tão cruel que mostra que o super-herói também o podia ter sido. Neste livro apercebemo-nos desta dualidade, da linha ténue entre a loucura pura e o estar quebrado, o quão pouco separa um herói de um vilão. Conhecemos melhor algumas personagens, sabemos mais sobre os seus poderes, os seus passados, o que realmente os move. Percebemos que mais do que igualdade, eles só querem um lugar no mundo em que possam ter oportunidades.

  Por isso, talvez, vemos Juliette retroceder no seu crescimento, vemo-la debater-se entre o que acredita e o que sente, para depois, finalmente, começarmos a perceber quão magnifia ela pode ser. Vemos Warner a combater-se a si próprio, a soltar-se das correntes que o enlaçam. Vemos Adam a decair e perder-se. Vemos Kenji ser melhor todos os dias. Percebemos que as cicatrizes da alma ficam tão marcadas como as do corpo e que cada um de nos as combate como pode. 

  Depois de algumas revelações inesperadas, de um ritmo intenso de acção pleno de adrenalina, chegámos a um final cheio de possibilidades. Não sabemos o que vai acontecer a seguir. Não sabemos quais são as escolhas. Prendemos a respiração. E podem ter a certeza que nos atiramos de cabeça.

  Unravel Me é das sequelas mais poderosas e controversas que já li. É também das melhores. É um livro que ultrapassa o primeiro e nos faz anteceder um final destrutivo. É tão bom que só o podem ler.


As minhas Opiniões da Trilogia

2 comentários:

  1. Quero muito muito ler esta trilogia, espero ainda lê-la este ano... beijinhos
    http://diariosdeumadesconhecidacomilona.blogspot.pt/

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