sábado, 27 de setembro de 2014

From Pages to a Movie *The Maze Runner*

Trailer do filme


  Adaptado do livro com o mesmo nome de James Dashner, The Maze Runner foi um dos filmes mais publicitados deste ano... e que eu não estava a pensar ver. 

  Não li o livro porque não me chamou a atenção, o burburinho do filme passou-me ao lado... Até ver o trailer. Aquele labirinto é qualquer coisa visualmente. É brutal. Espectacular. E levou-me ao cinema, ver um filme que me ia passar completamente ao lado. The Maze Runner é um filme que tinha tudo para ser bombástico. Pelo seu conceito, pelos efeitos visuais brutais, mas acabou por ficar aquém das expectativas. A história para mim, é narrativamente fraca dentro do género. A ideia por trás dele é original, mas depois faltou explicar os porquês, os comos e os ondes. Quando os créditos apareceram, senti-me frustrada. Sim tem acção, e sim o labirinto é simplesmente brutal. É aliás a coisa mais fantástica desta história, mas faltou explicar tanta coisa, é tudo tão vago e frívolo que, sinceramente, não me senti puxada para dentro da história ou tive qualquer ligação às personagens. E há tanta coisa que não faz sentido, tanta coisa que, bem, não se percebe porque acontece. Ou seja, visualmente, é um filme que parecia ter um belo embrulho mas quando se abre, é uma desilusão.

  Ficou, ao menos isso, uma tentativa por parte dos actores em melhorar algo de que não
havia muito a fazer. Foi a primeira vez que vi o Dylan O'Brien em acção e não posso dizer que desgostei mas faltou-lhe espaço de manobra para ser um Thomas convicto. Já Will Poulter é conhecido mas não sei se foi da personagem, ou mesmo da cara dele, não fiquei muito bem convencida. E Thomas Bordie-Sangster, actor que já conheço de longe, bem, cada filme que vejo dele deixa-me abismada, até com uma personagem como Newt ele consegue fazer um trabalho estupendo. Ele vai longe, acreditem. Também gostei do trabalho do Ki Hong Lee e do Aml Ameen mas Blake Cooper foi a surpresa, afinal, o Chuck é a personagem mais adorável desta história. Quanto à única menina deste grupo, a Kaya Scodelario... Ela é fisicamente parecida com a Kirsten "sempre com a mesma cara" e isso não ajudou, nem o facto da personagem dela ser tão mal explorada...

No fim, não senti falta de ler o livro e continuo sem querer lê-lo. O filme não é nada de bombástico, pelo menos para mim, e se vir o segundo é só porque preciso de perceber afinal o que se passa aqui. E acreditem, há uma diferença entre deixar pistas e não explicar mesmo nada e esta história precisa mesmo de uma explicação que não seja vaga.


2 comentários:

  1. Identifiquei-me muito com esta opinião, mas em relação ao livro. Acho que fui daquelas pessoas que, apesar de ter gostado, não se sentiu inteiramente cativada. Não me liguei às personagens, principalmente Teresa, que não me cativou minimamente, e, apesar de se tratar uma trilogia, também senti um vazio na história. Eu acho que o livro é uma leitura interessante, afinal, dei-lhe 4 estrelas, mas não encontrei nada de extraordinário no primeiro livro.
    Beijinhos!
    *Mistery

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    1. Fui ver o filme com uma amiga que tinha lido o livro e achado o mesmo que tu, e ela diz que o filme está melhor em comparação. Eu como não li, não sei as diferenças entre os dois, e lá está, não achei piada. Senti-me frustrada todo o filme.

      beiijinhos

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