quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Opinião - Para Sempre

Título Original: Once and Always (#1 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 448


Sinopse
Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...


Biografia
  Judith McNaught foi a primeira mulher a exercer o cargo de produtora executiva na estação de rádio CBS e começou a escrever em 1983, sendo considerada a autira que inventou o subgénero do Romance Histórico da Regência.

  Para Sempre, foi publicado em 1987 e ganhou o RT Book Reviews All- Time Favorite. Está traduzido para dezasseis línguas.


Opinião
  Quando pensámos que já nada nos pode surpreender neste género, heis que surge um livro, pelo qual não daríamos nada e quase estivemos para não ler, que consegue o impensável: surpreender-nos. Para Sempre foi uma delícia, da primeira página à última. Aconchegou-me o coração, provocou-me gargalhadas, fez-me acreditar nas possibilidades imprevisíveis do amor. Tudo graças à escrita de Judith, tão romântica quanto sensual, tão divertida como dramática. Nenhuma autora consegue puxar os limites como ela e mesmo assim, atingir um equilíbrio tão perfeito. Este livro podia ter sido demasiado em muitos aspectos, mas o resultado é uma história de amor linda, cheia de reviravoltas, que vai aquecendo e tornando-se mais terna conforme avançámos na leitura, uma história de amor que será impossível de esquecer ou igualar.

  Este livro é uma jóia preciosa que brilha no meio das demais. Podia ser igual a tantos outros, mas não é. Com uma narrativa elegante que não deixa de ser escaldante, Para Sempre está recheado de pormenores históricos deliciosos, que vão desde as funções da criadagem às diferenças sociais entre a América e a Inglaterra ou ao comércio mercantil. Arrebata-nos pelos seus segredos tristes e obscuros, pelas consequências do passado e pelos sonhos que podem renascer. Derrete-nos com uma história de amor que contra todas as adversidades, contra todos os erros, se fortalece com a aprendizagem e a confiança. Queima-nos pela sua sensualidade ora inocente ou libertina. Conquista-nos de tal forma, que mal começámos o livro e estámos, de repente, a fechar a última página.

  Não é só o romance que domina estas páginas. Ele está lá, claro, e é dos romances mais bem construídos e credíveis que já li. É um romance que escalda, fere e enternece. Faz-nos querer arrancar cabelos, chorar e põe o coração a bater mais depressa. É um amor que cresce a cada batalha, que sofre todas as cicatrizes e aprende com elas. Mas também a amizade é um tema deste livro, bem como a família. Todas as relações, todos os sentimentos, de qualquer espécie e tipo, são explorados brilhantemente neste livro, seja de um pai e filho que se conheceram tarde, seja do mordomo com o lacaio, ou a de uma bisavó rezingona com a bisneta. Há sentimento a transbordar das palavras, e o leitor é convidado a sentir cada um deles.

  E, para um livro tão delicioso, a autora criou as personagens mais fantásticas. Também aqui a autora consegue fugir, mas desta vez, ao cliché. Victoria e Jason podiam ser um casal como tantos outros. Não são. Há algo que os diferencia, e penso que é a química entre ambos, a forma como a relação deles e evolui e, mesmo a sua caraterização como indivíduos. A verdade, é que eles se tornaram um dos meus casais preferidos do género. E depois temos o pai interveniente, a bisavó rezingona, os criados intrometidos, a irmã energética, o amigo mais velho, e outras tantas personagens divinas, que acrescentam ainda mais doçura a um romance já de si perigoso para os diabetes. Mas sem exageros.

  Para Sempre é um dos melhores romances históricos que já li. De sempre. Entrou para a tabela de preferidos ainda não o tinha acabado e é, sem dúvida, um dos melhores deste ano.


11 comentários:

  1. Se gostaste vais adorar o último da trilogia. Consegue ser muito melhor que este, que já é fantástico. :)

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    1. Eu sou apaixonadésima pelo Ian Thornton. Suspiro... :D Aposto que tb o vais adorar. :) Espero que a ASA não faça disparate com esta autora e termine a trilogia.

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  2. Foi a minha estreia com esta autora e só posso dizer que adorei! Que venham mais e depressa :)

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  3. Eu amei de paixão este livro , a tua opinão so me fez pensar como eu me senti a ler para sempre, depois te ter lido este eu tive que comprar os outros dois dela publicados em Portugal , que são apenas mais dois e espero que a Asa faça mais traduções de livos desta autora maravilhosa.
    beijinhos

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