domingo, 12 de outubro de 2014

A Rainha Manda... *Flashman, a Odisseia de um Cobarde*


  Estámos de volta! Já tinham saudades não já?

 Em Setembro, a leitura escolhida pela p7 do Bookeater/Booklover para mim foi, Flashman, de George MacDonald Fraser.

  Tal como havia explicado neste primeiro post, depois de lidos os livros, cada uma de nós faz algumas perguntas à outra, agregadas a temas,  sobre o livro que escolhemos para ela. Aqui encontrarão as perguntas que a p7 me fez, e aqui, podem encontrar as que lhe fiz sobre a sua leitura, Os Pilares do Mundo, de Anne Bishop.




p7: Flashman: um personagem difícil de gostar, mas bem escrito pelo autor. Que dificuldades tiveste com ele? Alguma qualidade redentora?
Muitas, imensas! O Flashman não é uma personagem fácil de gostar. É desprezível, cobarde, machista, vira-casacas... Ou seja, tem todos os defeitos do mundo, mas incrivelmente, também tem a maior sorte do mundo, o que é irritante à brava. Mas, por outro lado, é dententor de uma sinceridade brutal, sendo capaz de ver o mundo tal e qual ele realmente é. E é por causa disso que, incrivelmente, damos por nós a perdoá-lo ao mesmo tempo que queremos que ele receba o castigo que merece. Porque ele é um bandido, mas um bom bandido. Tem todos os defeitos do mundo, mas não é cruel na sua essência. E isto só demonstra o quão bem o autor criou esta personagem, pois ele é, não só uma personagem controversa, como uma personagem à qual o leitor consegue prender-se.

p7: Entre os personagens secundários, há algum que se salve?
Sinceramente? Não. Desprezei cada personagem deste livro. O que até é engraçado porque os defeitos dos outros, desde dos do pai à mulher de Flashy, dos oficiais e dos afegãos, conseguem minimalizar os de Flashman, graças à tal sinceridade que ele possui. Enquanto as outras personagens se escondem atrás das convencções, da honra, do estatuto e tantas outras coisas, o Flashy não. Isso contribui para que, comparados com a personagem mais execrável de sempre, os personagens secundários sejam muito piores que ele. 




p7: Convenhamos: o Flashman tem uma sorte macaca, não tem?
Tem! Pelo amor da santa, onde já se viu alguém ter tanta sorte na vida?? Quando pensámos que é desta que ele vai ser apanhado, lá ele safa com honras e medalhas. É impressionante. Mas lá está, também se safa porque está rodeado, inacreditavelmente, de idiotas ainda maiores que ele. Porque o Flashy tem tanta sorte ou tão pouca, que NUNCA, se cruza com alguém que saiba usar o cérebro. Até a rainha Victoria se deixa enganar por ele... Como?? Definitivamente, ele nasceu com o cu virado para a lua.


p7: Divertiste-te com as reviravoltas da história?
Sim!! Há várias reviravoltas ao longo da história e cada uma delas inicia um ciclo novo na narrativa, não sem antes o ainda não Sir Flashman se meter num sarilho qualquer mesmo grande. Algumas parecem algo rebuscadas, mas outras acabam por ser muito importantes para a história dele, criando mudanças que serão irrecuperáveis. É engraçado como cada asneira do Flashy acaba por o levar ao estatuto de herói que ele poderia não vir a ter senão fizesse tanta porcaria.





p7: Deu-te gozo acompanhar este período temporal? Conseguiu dar-te uma boa perspectiva da época?
Deu, muito. O autor cria uma espécie de Feira das Vaidades muito realista e detalhada acerca desta época, brindando-nos não só com pormenores históricos como também com a realidade social e militar da época, permitindo-nos ver de uma forma muito honesta, uma parte não muito bonita da história de Inglaterra. Isso ajudou a dar, não só uma boa perspectiva, como uma nunca antes vista desta época.





p7: Gostaste da escrita do autor? Achaste que conseguiu conjurar o ambiente histórico?
Gostei. A escrita dele é muito cuidada, tentando usar expressões da época, mas não deixa de ser simples e fácil de ler.


p7: E o humor com que escreve? Que achaste de como ele escreve o Flashman e a sua narração interior? 
Adoro o humor do George e eu nem sequer costumo gostar de livros humorísticos! Mas o dele é tão retorcido, tão delicioso e fora das normas que não há como resistir. Esse humor dele ajudou e muito, a criar o Flashman, porque esse humor é que acabou por fazer esta personagem nascer. Sem ele, não haveria Flashy.




Para quem tiver curiosidade acerca deste livro, pode ler a minha opinião.


E agora, querem saber as leituras para este mês?


A Rainha Manda...
A p7 este mês escolheu para mim o Espera por Mim  da Gayle Forman:

"Escolhi este livro porque eu e a Patrícia fomos ver o filme que adapta o primeiro livro há relativamente pouco tempo, e já está na hora de ela ler a continuação da história.

Espera por Mim acontece três anos depois dos eventos de Se Eu Ficar, e é contado do ponto de vista do Adam. Achei o Adam é um narrador um pouco intenso, e partiu-se-me o coração ao ver a perspectiva dele… portanto quero ver a perspectiva da Patrícia sobre isto tudo.

Espera por Mim não tem a atmosfera trágica do Se Eu Ficar, mas não deixa de ser uma bela história emocional, escrita com mestria pela Gayle Forman – autora que parece exímia em torturar emocionalmente o leitor. Por isso, vamos lá fazer a Patrícia sofrer um bocadinho. Muahahahahah… "



Eu escolhi para a p7 Rebel Angels da Libba Bray e a explicação está no blogue dela.


4 comentários:

  1. Txxxi ainda tenho de te mandar o 2º XD e depois tens de ler em inglês :|

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    1. E eu tenho de te mandar o 1º xD lá terá de ser, como em tantas outras séries =/

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  2. oi oi :) Fiquei mesmo curiosa quanto ao Flashman, acho que nunca li nenhum livro em que a personagem principal fosse tão desprezível :P

    Nomeei-te para uma tag, caso queiras responder fica aqui (http://booksandcoffee10.blogspot.pt/2014/10/tag-bookish-scenarios.html)
    Beijinhos

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    1. Não há nenhuma personagem tão desprezível quanto o Flashy xD

      Obrigada!! Assim que puder respondo =D

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