segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Opinião - Stone Cold Touch

Título Original: Stone Cold Touch (#2 The Dark Elements)
Autor: Jennifer L. Armentrout
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 446


Sinopse
Every touch has its price

Layla Shaw is trying to pick up the pieces of her shattered life—no easy task for a seventeen-year-old who’s pretty sure things can’t get worse. Her impossibly gorgeous best friend, Zayne, is forever off-limits thanks to the mysterious powers of her soul-stealing kiss. The Warden clan that has always protected her is suddenly keeping dangerous secrets. And she can barely think about Roth, the wickedly hot demon prince who understood her in ways no one else could.

But sometimes rock bottom is only the beginning. Because suddenly Layla’s powers begin to evolve, and she’s offered a tantalizing taste of what has always been forbidden. Then, when she least expects it, Roth returns, bringing news that could change her world forever. She’s finally getting what she always wanted, but with hell literally breaking loose and the body count adding up, the price may be higher than Layla is willing to pay…


Biografia
  Jennifer começou a sonhar em se tornar escritora nas aulas de álgebra, nas quais ela passava o tempo a escrever contos, o que explica as suas más notas nessa disciplina. Mulher de muitas faces, não há género em que não escreva, ou quase. Paranormal, ficção científica, fantasia ou romances contemporâneos. Young Adult, ou Nem Adult e livros para adultos com o seu pseudónimo J. Lynn. Seja, o que for, Jennifer escreve-o e com sucesso. Os seus livros são publicados por quatro editoras, apesar de continuar a auto-publicar-se como será o caso do seu próximo livro, Wicked a sair em Dezembro. Tem quinze livros publicados como Jennifer L. Armentrout e oito como J. Lynn, duas séries de sucesso, uma que será adaptada para filme e outra para TV, e participou em várias antologias para além de algumas short stories das suas séries.

  Dark Elements é a sua nova série paranormal e Stone Cold Touch o seu segundo volume. Foi publicado no fim do mês passado.


Opinião
  Foi com White Hot Kiss, o primeiro volume desta série, que me estreei com Jennifer L. Armentrout. E que estreia foi! Tudo o que me tinham dito sobre esta autora confirmou-se num livro cheio de adrenalina e reviravoltas que me fez desesperar pela sua continuação nos meses que se seguiram. E, quando finalmente meti as mãos em cima de Stone Cold Touch estava preparadíssima para uma leitura que eu sabia ir devorar e adorar. Ou era o que pensava. Infelizmente, apesar de Jennifer manter o seu humor tão especial, isso não chegou para que esta sequela convencesse. Houve muito pouco daquilo a que esta autora nos habituou. Foi antes uma leitura banal, igual a tantas outras e eu tenho culpado para isso. Acho que a autora ao permitir-se deixar a escolha do par de Layla nas mãos dos leitores perdeu o rumo algo que, do pouco que li dela, não me parece ser normal.

  A narrativa, em vez de nos maravilhar com a acção constante, as reviravoltas explosivas, o romance cheio de tensão e romantismo, acabou por ser, até às últimas cem páginas ou menos, não só aborrecida como um ataque aos meus nervos. Sim, eu perdi literalmente a cabeça com este livro. E porquê? Porque a história se centra, basicamente toda, no triângulo amoroso. Página a página, vemos a Layla saltitar entre o Zayne e o Roth, ao ponto de já não sabermos se ela gosta sequer realmente de algum dos dois, enquanto eles lhe perdoam basicamente tudo e a tentam proteger, às vezes das formas mais erradas. Como se isso não bastasse, vemos toda a gente esquecer o perigo iminente que está a porta e a culparem a pessoa menos provável apenas por suspeitas infundadas. E o que acontece? O culpado está debaixo do nariz de todos. 

  Ou seja, esta narrativa é marcada por uma sucessão de atitudes parvas facilmente evitáveis. Está recheada de momentos que, ou nos bulem com os nervos, ou nos deixam apáticos. Sim tem acção, mas é provocada por uma série de asneiras. Tem romance, mas é demasiado confuso para a minha cabeça. E a grande reviravolta da história é a que se dá no fim, fim que é a única coisa que salva este livro mas mal e porcamente. Resumindo, temos uma história confusa, em que o mistério a ser resolvido é esquecido até às páginas finais e, onde muita coisa acaba por não fazer sentido, para além de se concentrar nas indecisões amorosas da protagonista em vez de na resolução dos perigos que estão a assolar este mundo.

  As personagens, as quais parecem ter recebido um atestado de estupidez, porque ninguém, ninguém neste livro foi capaz de ver o que se passava mesmo em frente aos seus olhos, foram as causadoras desta desgraça. Por exemplo a Layla, que de ingénua e demasiado boazinha, neste livro passa a lamurienta e burra, conseguiu irritar-me solenemente sempre que chorava, sempre que se metia em sarilhos, sempre que não enfrentava quem devia, sempre que se culpava sem razão ou se lamuriava em vez de resolver a coisa. O que foi basicamente o livro inteiro. E depois o Roth decidiu ter uma série de atitudes idiotas e bipolares que o fizeram parecer um perseguidor maluquinho. E o Zayne, que espantosamente foi o que menos me irritou, decidiu perdoar tudo e mais alguma coisa à Layla tendo quase sempre uma atitude passiva. 

  Stone Cold Touch deu cabo de mim, dos meus nervos, do meu coração, de tudo. Porque desta vez, Jennifer L. Armentrout decidiu torturar-me da pior maneira possível: criando um livro que não me satisfez. E só porque sei o quanto esta autora é fantástica, vou tentar varrer esta leitura para debaixo da cama. Mas que não se repita.

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